Symbols – “Symbols” (1998) | Você Devia Ouvir Isto

 

“Symbols”, clássico primeiro e autointitulado disco da banda paulista SYMBOLS, marcou o heavy metal nacional e apresentou o vocalista Edu Falaschi para o mundo.

Este clássico do heavy metal nacional é nossa indicação de hoje na seção VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO, cuja proposta você confere nesse link.

Symbols 1998 Edu Falaschi resenha review

Definição em um poucas palavras: pesado, noventista, melódico, progressivo,

Estilo do Artista: Heavy Metal

Comentário Geral:  No fim do milênio, o Symbols era uma das maiores promessas do heavy metal nacional. Dona de um potencial gigantesco, a banda era elencada como um dos fortes candidatos a seguir os passos de banda brasileiras como Angra, Sepultura, e Krisiun (à época se destacando com seu “Apocalyptic Revelation”) e ganhar força além de nossas fronteiras.

Após esse primeiro e auto-intitulado trabalho que queremos indicar neste artigo de hoje, o nome Symbols se consolidou e abriu brechas para objetivos ainda mais ousados. Muita dessa repercussão era rebocada pelo talento do vocalista Eduardo Falaschi que despontava como uma das melhores vozes do metal nacional; não à toa ele substituiria André Mattos no Angra dali a pouco tempo.

O vocalista iniciou sua carreira na banda Mitrium e algum tempo depois ele integrava o Symbols ao lado do irmão, o baixista Tito Falaschi, justamente quando entravam em estúdio para registrar este primeiro trabalho.

Abaixo você encontra uma oferta da edição nacional deste primeiro disco da banda Symbols

No início, Edu seria apenas o produtor do disco. Mas com o desenvolvimento do trabalho em estúdio ele foi convidado a entrar na banda que ainda passaria por uma reformulação tanto na sua formação quanto no nome, como ele próprio contou ao site Whiplash:

“O nome veio da banda antiga, chamava Symbols of Time, era uma outra formação, tinha o meu irmão e o Rodrigo naquela época. Daí me chamaram pra ajudar na produção do CD, eu vi a demo deles, a gente conversou e eu disse que pra ficar um trabalho profissional mesmo, porque não adianta lançar um CD e ele nascer morto se a banda não for boa, tem que tirar o batera, o baixista e o outro guitarrista. Aí eles pensaram melhor e tiraram, chamaram o Tiguez, o Rodrigo Melo pra bateria e meu irmão começou a tocar baixo, porque ele já tocava. Quando eles iam gravar o CD disseram pra mim: “ah, canta numa música, faz uma participação”. E depois meu irmão falou: “porque você não entra na banda? Com dois vocais fica bem diferente”. Eu entrei na banda e não tinha mais sentido chamar Symbols of Time, ficou só Symbols.”

Como contou Edu, naquele momento de mudanças chegavam para banda o baterista Rodrigo Melo e o guitarrista Demian Tiguez, o que levou Tito para o baixo, sendo ele e o guitarrista Rodrigo Arjonas os únicos membros da formação original. O disco foi gravado entre julho e novembro de 1997, mas o processo de mixagem fez com ele fosse lançado somente no ano seguinte via Megahard Records.

Apesar de uma evidente inexperiência, principalmente na popuca lapidação de alguns arranjos, faixas rápidas e melódicas como “Save My Soul”, ou emocionais e até progressivas como em “What Can I Do”, são cativantes em igual medida, justamente pela honestidade ao não tentar ser o que não é.

O Symbols era pesado e melódico ao mesmo tempo! “Like Mars”, por exemplo mostra uma influência da cadência cheia de suspense do Blue Oyster Cult mesclada à dramaticidade do Iron Maiden. Tinha até espaço para uma composição folk, só ao violão e percussão, até com certo tempero de balada hard rock de extremo bom gosto, intitulada “Hard Feelings” .

Dentre os maiores destaques do repertório estão faixas como “Scream of People”, “Save My Soul” (um power metal tradicional de ascendências britânicas) e na competência técnica de “Rest In Paradise” e “You” (um composição épica, com clima de trilha sonora). A sonoridade variava entre o peso do power metal e as características do heavy metal melódico, tendo como fulcro o heavy metal tradicional, porém o diferencial do Symbols estava nos vocais.

“Acabei gravando todas as músicas e divido os vocais com meu irmão. Isto acabou sendo um diferencial, pois não é algo comum no heavy metal”, contou Edu Falaschi, que à época trazia influências mais claras de Bruce Dickinson e Ronnie James Dio.

A forma com que ele e Tito dividiam os vocais era tão natural que cativava de imediato. Mas os destaques não vão só para os irmãos Falaschi, pois a dupla de guitarristas mostra uma técnica exuberante em solos virtuosos e riffs precisos (são eles que salvam a mediana “Love Through The Night”).

A repercussão do disco foi excelente desde o lançamento, o que levou a banda a fazer shows com Gamma Ray, com Pink Cream 69, DC Cooper e Primal Fear. “Na verdade a gente fez uma tiragem de mil, depois mais mil, depois mais 1500 e acabou tudo meio rápido”, analisou Edu na época. O fato é que este primeiro disco vendeu muito bem no Japão e na Alemanha, mesmo sem o Symbols ainda ter uma gravadora na Europa e nos Estados Unidos.

Em 2000, o Symbols lança o 2º álbum chamado “Call to the End”, esse mais pesado e rápido que o antecessor, transformando a promessa em realidade. Porém, a última apresentação com os irmãos Falaschi aconteceria em dezembro de 2000, na lendária casa de rock Led Slay, em São Paulo, na primeira edição do festival “Brasil Metal Union”, pois no ano seguinte o vocalista Edu Falaschi seria convidado para integrar o Angra, substituindo o vocalista André Matos.

Aproveite que os álbuns da carreira de Edu Falaschi estão sendo relançados pela Shinigami Records, e vá atrás deste clássico do metal nacional.

Ano: 1998

Top 3: “Scream of People”, “Rest In Paradise” e “Hard Feelings”.

Formação: Tito Falaschi (baixo, vocal e guitarra), Eduardo Falaschi (vocal e guitarra), Rodrigo Arjonas (guitarra), Rodrigo Mello (bateria), Marcelo Panzardi (teclados) e Demian Tiguez (guitarra).

Disco Pai: Dio – “Holy Diver” (1983) – Confira aqui uma luxuosa edição em vinil deste clássico do heavy metal

Disco Irmão: Venus – “Ordinary Existence” (1998)

Disco Filho: Angra – “Rebirth” (2001)

Curiosidades: Rodrigo Arjonas se tornou um destacado DJ, trabalhando com house e conseguindo sucesso com um remix de “Cabelo Raspadinho”, do Chiclete com Banana, produzido à convite de Edu Casanova.

Pra quem gosta de: heavy metal com tempero progressivo, camiseta preta com estampa no peito, e cerveja.

Leia Mais:

Ofertas de Discos de Heavy Metal:

  1. Angra – Angels Cry (30Th Anniversary – Slipcase + Poster) [CD]
  2. Iron Maiden – Seventh Son of a Seventh Son [CD]
  3. Sarcofago – The Laws of Scourge [CD com Slipcase]
  4. Dream Theater – Metropolis Part 2. Scenes From A Memory [CD]

Outros Artigos que Podem Ser do Seu Interesse:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *