Grand Magus – Resenha de “Wolf God” (2019)

 

Grand Magus Wolf God
Grand Magus: “Wolf God” (2019 | Nuclear Blast, Shinigami Records) NOTA:9,0

O Grand Magus já não pode mais ser chamado de revelação do stoner metal, principalmente por trazerem na bagagem dois recentes discos como “Sword Songs” (2016) e “Triumph and Power” (2014).

Ainda mais agora, quando apresentam “Wolf God”, nono álbum de estúdio que reafirma suas as raízes fincadas no que há de mais clássico e tenaz no heavy metal, ao mesmo tempo que busca uma sonoridade mais direta e orgânica.

Um direcionamento que reflete uma banda que sabe o quer para sua música e como chegar lá! Algo que só é atingido com a maturidade.

As músicas de “Wolf God” possuem seus detalhes, os elementos climáticos estão pontualmente espalhados, mas as faixas não se permitem circunlóquios desnecessários. Tudo é certeiro e construído para marcar!

“Gold and Glory” é uma das mais belas aberturas dos últimos anos. Arranjos orquestrados dramáticos e cheios de detalhes renascentistas, que vão falar alto nos fãs de livros, filmes e séries de fantasia, criando um clima épico que prepara o ouvinte para o assalto metálico que virá já na sequência, com a faixa-título, donde a voz característica de JB Christoffersson se destaca em meio ao instrumental forte e sisudo.

Aliás, não há como negar que sua voz é a força, o espírito, do Grand Magus, o grande diferencial da sonoridade da banda, mesmo que o timbre revolto de sua guitarra seja uma assinatura indelével de sua personalidade musical.

De imediato estas duas composições nos mostrarão que o Grand Magus não perdeu em criatividade e muito menos em força, pois o peso de “Sword Songs” permanece, e as ideias continuam fluindo dentro de uma estética musical fria, orgânica e clássica.

A sensacional “Untamed” e a abertura de “Glory to the Brave”, uma das melhores do disco, que o digam!

Além disso, é impossível não pensar nos bons tempos do Black Sabbath em certo momento de “Glory to the Brave”, ou não se emocionar com a parte que segue depois, guiada pela voz forte de Christoffersson.

Ouça também “A Hall Clad In Gold”, por exemplo, e perceba como as referências estão aqui, no refrão dramático, nas linhas “cavalgadas” e nas partes mais cadenciadas, mas tudo unido com a personalidade própria do Grand Magus.

Ou então, note como é possível louvar os deuses do estilo, bem como reverenciar seus cânones, sem soar monótono ou retrô, em “To Live and Die in Solitude”.

Ainda no âmbito das comparações, é fato que “Wolf God” soa mais coeso que seu antecessor. Isso pode ser explicado pela forma com que o disco foi registrado, afinal a banda optou com gravar takes inteiros de cada faixa com os músicos juntos no estúdio, ao vivo, tendo como foco caminhar sempre sobre a fórmula simples, mas eficiente, de riff, refrão e solo.

Com isso, a energia do palco foi impressa pela produção, permitindo uma vibração ainda mais viva para a música do trio sueco. Algo que evidencia ainda mais a identidade do Grand Magus, ao invés de mascarar uma mudança

Em “Wolf God” parece existir uma alma musical que segue sua peregrinação dentro do álbum, até a metamorfose final na acachapante “Untamed”, movida por uma força primitiva e poderosa.

Uma força que também gera composições certeiras como “Brother of the Storm”, “Dawn of Fire” (dona de um espírito belicoso), “Spear Thrower” (mais veloz e com riff empolgante), “He Sent Them All to Hell”, que são mostras daquele metalzão contundente, dramático e capaz nos afetar imediatamente por um sentimento de força e poder!

Ou seja, “Wolf God” mostra um Grand Magus direto e objetivo, sacando potentes riffs, solos e melodias vocais, fortificados pelo peso e cadência do doom metal e imbuídos do espírito dramático dos momentos mais épicos do gênero, remetendo, ao mesmo tempo, a bandas como Manilla Road, Virgin Steele, Rainbow, Black Sabbath, Iron Maiden (de início de carreira) e Manowar, e tirando um pouco da tinta viking de seu clima bélico do álbum anterior.

Por todos esses anos a banda conseguiu manter  sua característica musical, com inegável melhora na qualidade, mas com conceito sonoro intacto, e “Wolf God” é prova disso. Em suma, mais trabalho de altíssimo nível do Grand Magus, uma banda que sempre transmitiu uma energia cativante.

TRACKLIST

1. Intro: Gold and Glory
2. Wolf God
3. A Hall Clad in Gold
4. Brother of the Storm
5. Dawn of Fire
6. Spear Thrower
7. To Live and to Die in Solitude
8. Glory to the Brave
9. He Sent Them All to Hel
10. Untamed

FORMAÇÃO

Fox (baixo, backing vocal, e cello)
JB (vocais e guitarrista)
Ludwig (bateria)

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