Nevermore – “Dreaming Neon Black” (1999) | Você Devia Ouvir Isto

 

“Dreaming Neon Black”, clássico terceiro álbum da banda de thrash metal Nevermore é nossa indicação de hoje na seção Você Devia Ouvir Isto.

A proposta desta seção você confere nesse link.

Nevermore - Dreaming Neaon Black (1999, Century Media) Resenha Review

Definição em um poucas palavras: pesado, técnico, cativante e moderno.

Estilo do Artista: Thrash/Groove Metal

Comentário Geral: “Dreaming Neon Black” é um dos dos melhores discos de thrash metal dos anos 1990 e merece ser redescoberto. Um disco diversificado, guiado por riffs poderosos, melodias marcantes e um vocalista diferenciado.

O Nevermore nasceu das cinzas da de uma banda cult do heavy metal norte-americano chamada Sanctuary, de onde vieram o vocalista Warrel Dane e o baixista Jim Sheppard. O vocalista era um destaque à parte, dono de uma voz única e extremamente criativo para criar suas linhas.

Em “Dreaming Neon Black”, Warrel Dane se destaca pela forma dinâmica e emocional com que coloca suas linhas, o que faz deste disco um importante momento da carreira deste que foi um dos grandes vocalista da história do heavy metal moderno.

“Acho que no álbum anterior, ‘Politics of Ecstasy’, várias músicas são extremamente nervosas, com entonações complicadas e acho que as letras combinaram perfeitamente com o tipo de vocal que criei para aquelas músicas. Nessa nova gravação há uma espécie de exploração de diferentes atmosferas de som vindos de um estado de humor diferente e mesmo quando eu estava escrevendo as músicas já podia senti-las de outra forma”, disse Warrel Dane sobre seus vocais em “Dreaming Neon Black” à revista Roadie Crew.

Um ponto importante de “Dreaming Neon Black” é a chegada do guitarrista Tim Calvert, ex-Forbidden, que trouxe uma técnica mais apurada, sem diminuir o peso, para a musicalidade do Nevermore.

“Nós estávamos tentando trazer o Tim para a banda já fazia muito tempo”, afirmou Warrel Dane. “Nós éramos amigos e quando formamos o Nevermore estávamos sempre tentando trazer o Tim para a banda. Mas ele estava estava feliz com o Forbidden e quando eles se separam Tim telefonou perguntando se ainda tinha um lugar pra ele”.

A entrada de Tim Calvert pode ser sentida nas melhores faixas de “Dreaming Neon Black”: “Beyond Within”, “I am The Dog” “Poison Godmachine”, que mostram peso do power metal mesclado à técnica do thrash metal, com toques do peso groovado do Pantera e das melodias dissonantes e melancólicas do Alice In Chains.

Já outros momentos, como a própria “Dreaming Neon Black” “The Lotus Eaters” tinham uma vibração mais doom metal, com detalhes elaborados de guitarra e linhas vocais inspiradíssimas que colocavam o thrash metal numa dimensão diferenciada naqueles dias.

“Penso que nós estamos firmes, definitivamente, na raiz da forma tradicional de fazer metal. Algumas pessoas dizem que nós temos uma pegada moderna no nosso som com a incorporação das influências do estilo tradicional de fazer heavy metal”, refletiu Warrel Dane sobre a musicalidade do Nevermore apresentada em “Dreaming Neon Black”.

Por fim, cabe mencionar a excelente produção de Neil Kermon, responsável pelo trabalho em estúdio dos três primeiros álbuns do Nervermore. Numa era onde as gravações clínicas e digitais imperavam, a sonoridade encorpada e orgânica amplificou as potencialidades da música do Nevermore.

Por isso tudo, “Dreaming Neon Black” ainda é um excelente disco de thrash/power metal, que merece ser redescoberto mais de duas décadas de seu lançamento como um clássico moderno do gênero.

Ano: 1999

Top 3: “Beyond Within”, “I am The Dog” “Poison Godmachine”.

Formação: Warrel Dane (vocais), Jim Sheppard (baixo), Jeff Loomis (guitarra), Tim Calvert (guitarra) e Van Williams (bateria)

Disco Pai: Sanctuary – “Into the Mirror Black” (1990)

Disco Irmão: Morgana Lefay – “Morgana Lefay” (1999)

Disco Filho: Warrel Dane – “Praises to the War Machine” (2008)

Curiosidades: Olhando para as letras de “Dreaming Neon Black”, percebemos que ele é conceitual e narra a história de um homem que enlouquece aos poucos após perder a esposa. O tema é direcionado pela loucura dele e por não saber exatamente o que aconteceu com ela. “O final é bastante trágico e acho que é um conto romântico muito sombrio”, afirmou Warrel Dane.

Pra quem gosta de: redescobrir bons discos, vocalistas diferenciados e contos românticos sombrios.

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