“Hypocrisy Hymns” é o primeiro trabalho do quarteto de Marabá, no Pará, lançado em 2018. O álbum sofreu um atraso de quase dois anos por causa das dificuldades que uma banda independente como o Broken & Boned enfrenta.
A banda foi formada em 2012 e dois anos depois entravam em estúdio para registrar a demo “Vengeance” que deu ânimo, pela repercussão, a compor o primeiro full lenght, cuja gravação se iniciou em 2015 no Rebirth Studio, na capital paraense.
Participações em festivais locais se seguiram assim como as mudanças de formação que não diminuíram o ímpeto dos paraenses, que até novembro de 2015 já tinham finalizado o trabalho em estúdio do debut, sob a produção de do guitarrista Carlos Nava e de Marcos Saraiva.
Porém, “Hypocrisy Hymns”, disco sobre o qual falaremos nesse texto, só chegaria em 2018, após algumas faixas serem divulgadas nas plataformas digitais.
Nessas oito composições, a banda parece ter influências diversificadas em sua dinâmica baseada no atrito de opostos, como violência e serenidade, fugindo de estratagemas melódicos fáceis e se desviando com competência dos clichês, sejam eles modernos ou antigos.
Algo já presente na faixa “Trascending Faith”, que consegue pegar o que existe de melhor entre o old-school e o atual, com seus breakdowns e afinações graves, ao lado de tradicionalismos do death metal e até do heavy metal em alguns riffs.
Equalizando a fórmula que equilibra doses de thrash metal (à lá Pantera e Sepultura) e death metal (indo do tradicionalismo do Obituary à modernidade do Carnifex ) temos grooves certeiros (como em “A Fable”, que ainda se destaca pela leta instigante) e assimetrias pontuais nas estruturas (inspiradas por nomes como Suicide Silence).
Uma musicalidade que apesar da pouca originalidade e até de pecar pela repetição, mostra muita força e determinação em cada movimento (como ouvimos na já citada “A Fable” ou em “Puz of a Sick World”).
Creio que “Vengeance” e a técnica “Rebirth” sejam as composições que mais mostram a capacidade da banda em soar original e não se repetir tanto, podendo servir de modelo a ser seguido nas próximas composições, apesar de, talvez, a identidade musical do Broken & Boned apresentada neste “Hypocrisy Hymns” possa ser melhor resumida na ótima “False Divinity”, seja no orgânico peso sinuoso, ou na capacidade de criar climas (nesse quesito, “Rage” é disparada a melhor do disco).
As letras, no geral, atacam as religiões de um forma iconoclasta e madura, mostrando que o profissionalismo não reside apenas na forma com que trabalharam em estúdio e apresentaram seu material.
Além desse profissionalismo, é fato que existe uma personalidade bem definida pelo quinteto. E se no geral, musicalmente, não mostram muita ousadia ou criatividade, oferece uma perspectiva de fazê-lo pela técnica e pelo potencial apresentado.
FAIXAS
1. Peaceless/Hopeless
2.Transcending Faith
3.A Fable
4.Vengeance
5.Puz of a Sick World
6.False Divinity
7.Rebirth
8.Rage
FORMAÇÃO
Rômulo Portela (vocal)
Carlos Nava (guitarra)
Marcelo “Marshall” Alencar (guitarra)
Lúcio de Paula (baixo)
Carlos Cerqueira (bateria)
Broken & Boned Hypocrisy Hymns Groove Metal Deathcore Gaveta de Bagunças Cultura Pop e Underground Broken & Boned Hypocrisy Hymns Groove Metal Deathcore Gaveta de Bagunças Cultura Pop e Underground Broken & Boned Hypocrisy Hymns Groove Metal Deathcore Gaveta de Bagunças Cultura Pop e Underground Broken & Boned Hypocrisy Hymns Groove Metal Deathcore Gaveta de Bagunças Cultura Pop e Underground Broken & Boned Hypocrisy Hymns Groove Metal Deathcore Gaveta de Bagunças Cultura Pop e Underground Broken & Boned Hypocrisy Hymns Groove Metal Deathcore Gaveta de Bagunças Cultura Pop e Underground Groove Metal Deathcore Gaveta de Bagunças Cultura Pop e Underground
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