ATUALIZANDO A DISCOTECA: Obituary, “Obituary” (2017)

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Obituary – “Obituary” (2017, Relapse Records) NOTA:9,5

Eis uma das bandas que construíram a reputação do Death Metal norte-americano!

Mostrando-se sempre fiel ao estilo e às suas raízes, foram acusados de se repetir dentro de sua abordagem clássica, baseada em vociferações grotescas, introduções dilacerantes, cozinha groovada e pesada, além do incessante zumbido cavernoso das guitarras, à lá Possessed, Celtic Frost e Venom.

Tais elementos estão esparramados ao longo de sua irrepreensível discografia, todavia, o Obituary evoluiu sua formatação particular de Death Metal para uma geometria mais direta e reta ao longo de três décadas de fidelidade e ascendência sobre o Death Metal.

Confira o clipe de “Ten Thousands Ways To Die”… 

Retomando um pouco da sonoridade sedutora dos primeiros três clássicos, apararam as arestas mais proeminentes do álbum anterior, “Inked Blood” (2014), retrabalharam sua natureza mais simples e direta, fato que já fica evidente na capa que estampa seu recém primeiro álbum auto-intitulado, sem firulas e exalando fidelidade à sua estética musical.

O single lançado meses antes, trazia duas faixas: “Loathe”, mais soturna, pútrida, arrastada e groovada, mas também repetitiva em seus mais de seis minutos com cara de “jam session”; e “Ten Thousands Ways to Die”, empolgante, numa via mais direta e com detalhes interessantes nas linhas de guitarra. Estas duas faixas já mostravam um uma encarnação mais envelhecida do Obituary, numa clara transição entre “Inked Blood” (2014) e “Obituary” (2017).

Confira o lyric video da faixa “Turned To Stone”… 

Com o trabalho em mãos, podemos ver que as faixas estão ainda mais embebidas naqueles espírito jam session, criando composições à partir do éter musical, dando-as formas por linhas de bateria e riffs de guitarra, trazendo um sabor levemente diferenciado à esta obra, numa produção honesta, manufaturada quase que em todas as suas etapas pela própria banda.

“Brave” já abre os trabalhos num ritmo alucinante, bateria virulenta, vocais vomitados e guitarras cortantes, atordoando o ouvinte com seu primeiro golpe.

 

A sequência, com a sensacional “Sentenced Day” vai te remeter a tempos antigos do próprio Obituary, e te estraçalhar com uma sequência de solos vertiginosos, melódicos e brutais.

“Obituary’, é um álbum rápido, direto, e carnudo, claramente concebido por uma banda que sabe o valor de seus tradicionalismos e que ama a fórmula que criou há três décadas.

As linhas de guitarra estão impiedosas, mantendo a pegada old school, mas bebendo um pouco nos ensinamentos do Thrash (como em “A Lessson in Vengeance”), e os vocais de John Tardy continuam perfeitamente pútridos como todos nós gostamos.

Em alguns momentos parece que temos um Obituary moderno dialogando com sua forma do passado por um comunicador atemporal, num zigue-zague contínuo de auto-referências , resultando num álbum tradicional da banda, mas com atormentado espírito novo.

Confira o álbum na íntegra… 

Ainda arrastado, conciso e groovado, controlando o excesso de velocidade aqui e acolá, faixas como  “End It Now”, “Kneel Before Me”, “Turned To Stone”, a velha conhecida “Ten Thousands Ways to Die”,  e “No Hope”  mostram a mesma timbragem nas colunas instrumentais principais, o que, num caráter geral, envolve o álbum pela crueza que deixou as guitarras mais orgânicas, e os vocais e a bateria mais viçosos.

Um álbum rápido, direto, e carnudo, claramente concebido por uma banda que sabe o valor de seus tradicionalismos e que ama a fórmula que criou há três décadas.

E como eu sempre digo: o Obituary não erra!

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