ATUALIZANDO A DISCOTECA: Carnifex, “Slow Death” (2016)

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Por Ricardo Leite Costa

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Carnifex – “Slow Death” (2016, Nuclear Blast, Shinigami Records) Nota:7,5

A simples menção de termos como “Metalcore” ou “Deathcore” é capaz de causar sentimentos adversos, principalmente nos mais conservadores. Não quero desmerecer nenhuma formação que se encaixe nesses subgêneros, mas a quantidade massificada de bandas idênticas reveladas no segmento chega a assustar. Como numa produção industrial, onde a quantidade é mais relevante que a qualidade.

Pois bem, fui designado a expor minha opinião acerca de uma banda relativamente conhecida nesse meio, porém a qual eu não estava nem um pouco familiarizado. Os americanos do Carnifex e seu mais recente álbum “Slow Death”, num primeiro momento, me causaram uma boa impressão.

Confira o clipe de “Drown Me In Blood”… 

São músicos talentosos, muito bem entrosados e amparados por uma excelente produção. O som não traz nenhuma grande novidade, pois reflete tudo aquilo propagado pelo estilo mundo a fora: peso, momentos cadenciados intercalados com outros frenéticos, muito groove e melodia, e vocais ora guturais, ora rasgados, causando um contraste interessante.

Em determinados momentos, o Carnifex se aproxima do Death Metal, abusando de arranjos densos e agressivos, “blast-beats” metralhando tudo pela frente, mas que parecem ter necessidade de retornar a melodia, onde de fato se sentem mais seguros. Essa quebra súbita de andamentos às vezes compromete o bom resultado final, jogando um balde de água fria no ouvinte que começara a se empolgar com o ritmo mais impactante.

Confira o clipe da faixa-título… 

Ainda assim, “Slow Death” é um disco que se sobressai em meio ao mar de inocuidade já revelado pelo estilo. Destaques para “Drown me in Blood” (uma das mais agressivas do trabalho) e “Necrotoxic” (uma paulada de respeito, harmonizando brutalidade e melancolia de forma sublime).

Se é fã do estilo, confira!

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