O que é Classic Rock? Quais os Discos Obrigatórios do Rock Clássico

 

Originalmente, o termo classic rock foi cunhado para definir um formato de rádio que apresentava música rock principalmente dos anos 1970. Mais tarde, o formato foi expandido para incluir rock dos anos 60 e até dos anos 50. Hoje, você ainda vai ouvir bandas de Glam rock/metal, grunge, punk e dos anos 80 em estações de rádio de classic rock.

Por isso, defini-lo de forma exata é uma tarefa ingrata. Pense bem, sob o mesmo rótulo estão bandas e músicas tão diferentes como “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin, “Hey You”, do Pink Floyd, “Breaking The Law”, do Judas Priest, e “Roxanne”, do The Police, pra ficar em quatro exemplos clássicos.

Mas, de fato, o que é Classic Rock?

O rock é um vasto gênero de música, com vários subgêneros e artistas.

Um dos subgêneros mais populares sendo Classic Rock foi definido de várias maneiras, mas nunca com uma definição real.

Nos últimos anos, vários outros artistas podem ser ouvidos nas estações de rádio Classic Rock, o que não parece se adequar ao caso.

Com tanta confusão, podemos nos perguntar o que é que define o Classic Rock?

Ideologicamente, o ‘rock clássico’ serve para confirmar o status dominante de um período particular da história da música – o surgimento do rock em meados dos anos 1960 – com seus valores associados e conjunto de práticas: performance ao vivo, autoexpressão e autenticidade; o grupo como unidade criativa, com o carismático vocalista desempenhando um papel fundamental, e o violão como instrumento principal.

Esta foi uma versão do Romantismo clássico, uma ideologia com suas origens na arte e na estética.

‘Clássico’ como uma palavra significa ‘julgado ao longo de um período de tempo como sendo da mais alta qualidade e excepcional de seu tipo’ e é isso que torna Classic Rock um gênero ‘fechado’.

Com isso dito, muitas músicas do gênero Rock não clássico podem ser facilmente identificadas e posteriormente categorizadas em gêneros mais novos como Rock Progressivo, Rock Alternativo, Hard Rock, Punk Rock etc, onde os sons são semelhantes e “inspirados”, mas não podem ser denominado como Clássico.

Discos Essenciais de Banda Emblemáticas do Classic Rock

Embora não seja especificamente um estilo, geralmente serve de rótulo a bandas como Creedence Clearwater Revival, Beatles, Led Zeppelin, Aerosmith, The Doors, Bad Company, Pink Floyd, Jimi Hendrix, e correlatos.

Um dos grandes álbuns de rock de todos os tempos ao lado de Exile On Main St. dos Stones, Led Zeppelin IV, Machine Head do Deep Purple e Dark Side Of The Moon do Pink Floyd

Este artigo está em construção contínua e a cada semana adicionamos um disco clássico à lista. Se tiver alguma sugestão coloque nos comentários! 

Rolling Stones – “Sticky Fingers” (1971)

Depois de “Let It Bleed” (1969) o Rolling Stones se mostrava ainda em plena evolução sob o comando de Keith Richards, com “Sticky Fingers”, disco de 1971. Claro que com o devido crédito dado a Mick Taylor, que seria ainda mais importante no álbum seguinte.

Rolling Stones Sticky Fingers
Rolling Stones – “Sticky Fingers” (1971)

O famoso LP  vinha com  um zíper de verdade na capa idealizada por ninguém que Andy Warhol e, o rei da Pop Art, além de ser a estréia oficial de Mick Taylor em estúdio e da banda em seu próprio selo.

Musicalmente, era recheado de clássicos como “Wild Horses” (uma das mais lindas baladas que o rock produziu nos anos 1970), “Bitch”, “Sway” (com Pete Townshend nos vocais de apoio), “Brown Sugar” (uma referência clara à heroína), “Can’t You Hear Me Knocking” (com a marca de Mick Taylor) e “Sister Morphine”.

Creedence Clearwater Revival – “Green River” (1969)

Em 1969 o Creedence Clearwater Revival estraria na história do rock por lançar três álbuns de magistral sucesso e qualidade no mesmo ano.

Creedence Clearwater Revival - Green River (1969)
Creedence Clearwater Revival – “Green River” (1969)

Em agosto daquele ano saía “Green River”, o segundo da trilogia. Das nove canções, pelo menos sete se tornaram pérolas do rock, com uma roupagem ainda mais simples, honesta e quase como um manifesto contra os solos intermináveis de guitarra e os cansativos excessos musicais que inundavam os discos de rock daqueles tempos.

O gosto forte do blues rock em canções como Commotion, com suaves notas de música sulista e base roqueira robusta, ajudaram, naquele momento, a batizar o som da banda como swamp rock (algo como rock do pântano).

Tombstone Shadow” faz o blues voltar a mascar capim na beira de uma estrada de terra, e nossos ouvidos são capazes de trazer da audição ao nosso olfato, notas adocicadas de capim fresco, envolvidas em dor de amor ao nos deliciarmos com “Green River”, “Wrote A Song For Everyone”, “Bad Moon Rising”, “Lodi” e o cover de “The Night Time Is the Right Time”.

The Beatles – “Rubber Soul” (1965)

A maior banda de rock da história em seu (na minha modesta opinião) melhor disco!

Beatles - Rubber Soul
The Beatles – “Rubber Soul” (1965)

Sim, “Sgt Peppers…” é um clássico, quiçá o disco mais importante do rock, e o despido e lendário “The Beatles” (1968) tem algumas das melhores músicas do gênero, mas em “Rubber Soul” temos a banda compondo de maneira consciente, mostrando que a música pode ser inocente e ao mesmo tempo eclética e sofisticada.

Essa tal consciência nas composições só apareceria novamente de maneira integral no clássico “Let It Be”, o disco que marcou o “fim do sonho”. 

Aqui, cada faixa é uma pérola. Todas foram compostas por Lennon e McCartney e quase sempre são esquecidas pelos fãs e também pelas coletâneas dos Fab Four. Mas quando se coloca o disco pra rolar vemos o quão brilhantes são as faixas “Drive My Car”, “Norwegian Wood (This Bird Has Flown)”, “In My Life”, “You Won’t See Me”, “Nowhere Man”, “The Word”, “Michelle”, “Girl”, “Wait” e “Run For Your Life”. 

Obrigatório…   

Black Sabbath – “Paranoid” (1970)

Na verdade, você poderia escolher qualquer um dos seis primeiros discos do Black Sabbath para estar aqui. Lançados entre 1970 e 1976, estes discos definiram as bases do heavy metal como gênero, antecipando várias de suas vertentes futuras.

Black Sabbath - Paranoid
Black Sabbath – “Paranoid” (1970)

Eu escolhi “Paranoid” simplesmente por ele ser o disco mais importante da carreira da banda, onde eles começaram, efetivamente, a definir sua personalidade e identidade.

Olhe pra esse track list: “War Pigs” (com um sincopado que beira o jazzístico), “Paranoid” (supostamente escrita em apenas cinco minutos), “Planet Caravan” (dando mais cores psicodélicas ao soturno heavy rock), “Iron Man” (eu sei que você ouviu o riff na sua mente agora), “Electric Funeral”, “Hand of Doom”, “Rat Salad” e “Fairies Wear Boots”. 

Parece um “Best of”!

Dentre as oito composições, ao menos três clássicos indiscutíveis conseguiram transcender a história da banda e pertencem ao primeiro escalão de clássicos do rock, fazendo deste o disco que tornou o Black Sabbath um nome mundial.

Led Zeppelin – “Led Zeppelin I” (1969)

Existem, na história do rock, três pilares do rock pesado: Black Sabbath, Deep Purple e Led Zeppelin. Cada um trazia uma pegada diferente e o “zepelin de chumbo” vinha, em seu primeiro álbum deflagrando a bandeira de um heavy-blues misturado a pitadas de folk-rock que deram identidade a uma das maiores bandas do estilo, já em seu primeiro lançamento.

Led Zeppelin I
Led Zeppelin: “Led Zeppelin I” (1969, Atlantic)

Apesar dos fãs dividirem suas predileções entre “Led Zeppelin IV” ou “Phisycal Graffiti”, o DNA zeppeliniano esta aqui. “Baby, I’m Gonna Leave You”, por exemplo, já prenunciava “Stairway To Heaven”, enquanto “Dazed and Confused” mostrava que as raízes bluesy dos Yardbirds ainda eram latentes nas guitarras cheias de estilo de Jimmy Page.  “Good Times Bad Times” e “Communication Breakdown”, por sua vez, podem ser encaradas como primeiros esboços do metal britânico.

Palavras quanto às performances de Page, Bonham e Plant são desnecessárias, mas o baixo de John Paul Jones, sempre subestimado, é destaque em todo o disco e partir daqui a tríade do instrumento no rock era completada por John Entwistle do The Who e Roger Glover do Deep Purple.

Mais do que um clássico, “Led Zeppelin I” é um divisor de águas no rock! 

Queen – “A Night At The Opera” (1975)

O melhor disco do Queen! Não só pelo marco que foi “Bohemian Rhapsody”“A Night AT The Opera”, disco de 1975, traz a excelência e a vanguarda que só se reproduzem no grandes, no gênios.

Queen - "A Night At The Opera" (1975)
Queen – “A Night At The Opera” (1975)

Se antes o Queen fundia subgêneros do rock, agora a alquimia era do rock com música erudita, e “Bohemian Rhapsody” é a prova de que encontraram a pedra filosofal de sua musicalidade. Uma mini-opera de sete minutos que já foi eleita como a melhor música do rock por diversos veículos especializados na mídia mundial.

Só por isso “A Night At The Opera” seria um disco especial, mas ele também marca a mudança de patamar do Queen dentro da indústria fonográfica, ganhando apoio da EMI. A gravadora passou a investir milhões em campanhas de difusão e shows pela Europa.

Musicalmente, o disco vai além de “Bohemian Rhapsody”. É necessário fazer justiça a preciosidades como “You’re My Best Friend” (que traz Deacon ao electric piano), “I’m In Love With My Car”, “Death on Two Legs” “Love of My Life” (num arranjo mais romântico – no sentido de estilo musical), música que seria hit avassalador no Brasil em sua versão belíssima registrada no álbum “Live Killers”. 

Rainbow – “Rising” (1976)

A história nos conta que, encantado com a voz de Ronnie James Dio, à época ainda no Elf, Ritchie Blackmore, ainda no Deep Purple, convidou o vocalista para registrar um cover do Quatermass, para a  faixa “Black Sheep of the Family”, que seria lançada como single solo do guitarrista.

Rainbow Rising Ronnie James Dio Cozy Powell
Rainbow – “Rising” (1976)

Para economizar tempo e esforço, Blackmore convocou os integrantes do Elf, exceto o guitarrista Steve Edwards, claro, para registrar o que nasceria como “Ritchie Blackmore’s Rainbow”, em 1975, iniciando a história de uma das mais importantes bandas do Rock.

Essa formação duraria apenas até a gravação do primeiro álbum, tanto que, exceto por Dio, Blackmore trocou todo o restante da banda para produzir “Rising”, o próximo trabalho.

Foi exatamente em “Rising”, lançado em 1976, que Dio começou a inserir em suas letras os temas de fantasia, inspirados em magia e literatura épica.

“Rising” é o ápice musical do Rainbow, e faixas como “Startruck”, “Tarot Woman”, “Stargazer” (um hard rock progressivo e pesado, e atenção à bateria de Cozy Powell), e “Do You Close Your Eyes”, além da belíssima capa de Ken Kell, comprovam isso!

Whitesnake -“Slide It In” (1984)

Em “Slide it In” o Whitesnake ainda não abusava das baladas feitas para as ondas de rádio das FMs dos anos 1980, mas conseguia ser melódico ao mesmo tempo que a malícia das influências do blues vinha diminuta e diluída no peso do hard rock. 

Whitesnake Slide It In
Whitesnake – “Slide It In” (1984)

Creio que muito da excelência do que ouvimos em “Slide It In” vinha do estilo do guitarrista John Sykes, apesar de sua contribuição diminuta na versão norte-americana.

Quatro composições são provas disto e já valem o disco: a faixa-título, o hard rock acachapante de “Slow an’ Easy”, a balada disfarçada de heavy rock  “Love Aint No Stranger”, e a pedrada “Guilty of Love”. 

A formação presente na edição norte-americana foi uma das mais fortes de toda a história do Whitesnake, tanto que roubou a cena no primeiro Rock in Rio de 1985.

David Bowie – “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972)

Em “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” nasce a lenda David Bowie. Aqui nasce o camaleão do rock e seu primeiro personagem, o famoso Ziggy Stardust, que assombrou Bowie por anos.

David Bowie - Ziggy Stardust
David Bowie – “The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” (1972)

“The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars” é conceitual e a história gira em torno do rockstar Ziggy Stardust que se torna uma lenda e não consegue assimilar o sucesso morrendo no auge de sua fama.

As onze faixas do disco discorrem sobre a ascensão e queda  deste personagem e são executadas por uma banda destacável com um brilho maior para o guitarrista Mick Ronson.

Faixas excepcionais, como “Ziggy Stardust”, “Suffragette City”, “Five Years”, “Moonage Daydream”, “Starman, “Lady Stardust” e “Rock ‘n’ Roll Suicide”, fazem deste um disco obrigatório do classic rock.

Aerosmith -“Toys in the Attic” (1975)

No início as influências de bandas como Rolling Stones e New York Dolls eram tão descaradas que o Aerosmith beirava a imitação. Porém isso não impediu que a Columbia assinasse com o quinteto de Boston e os colocasse em estúdio para registrar seus primeiros discos.

Aerosmith - Toys in the Attic
Aerosmith – “Toys in the Attic” (1975 | Columbia Records)

Neste cenário, “Toys in the Attic” veio para mudar o jogo e colocar o Aerosmith dentre os grandes do rock!

O repertório trazia clássicos atemporais como “Walk This Way” “Sweet Emotion”, além de composições marcantes como “Toys in the Attic”, “Big Ten Inch Record” “You See Me Crying”, onde podemos ouvir uma banda que se agarrava à sua última chance de mostrar seu talento.

The Who – “Quadrophenia” (1973)

“Quadrophenia” é parte do projeto megalomaníaco do The Who.

Após o fenômeno da opera-rock “Tommy” (1969) a banda encarou mais um projeto conceitual, que fora abortado anos antes quando lançaram o fantástico “Who’s Next” (1971),  que mergulhava na cultura mod que fazia a cabeça de parte dos jovens ingleses dos anos 60.

The Who - Quadrophenia (1973)
The Who – “Quadrophenia” (1973)

O álbum foi lançado em 1973 e trouxe um som calcado no que o rock vivia naquele momento com uma unidade musical impressionante. Enquanto em “Tommy” haviam singles, aqui o álbum era indivisível, uma faixa não fazia sentido sozinha.

Certamente não será compreendido numa primeira audição como acontece com o álbum “Tommy”, mas no decorrer do álbum canções como “Love Reign o’er Me”, “The Real Me” e “5.15” se destacam com toda a certeza.

Jethro Tull – “Aqualung” (1971)

Um clássico do rock lançado no ano de 1971, “Aqualung” é um marco da interseção entre o heavy rock, o prog rock e o folk rock.

Jethro Tull - Aqualung (1971)
Jethro Tull – “Aqualung” (1971)

O álbum traz a visão do capitão Ian Anderson sobre o mundo e a sociedade, as letras trouxeram algumas polêmicas que foram desprezadas pelas rádios que tocaram incessantemente a faixa-título e o clássico “Cross-Eyed Mary”. Os riffs certeiros presente neste lançamento cativaram os fãs de rock que enalteciam músicas como “Locomotive Breath” e “Hym”.

Numa época em que Anderson ainda não se perdia em devaneios épicos e compunha músicas mais diretas, o Jethro Tull lançou um belo disco de rock.

The Doors – “L. A. Woman” (1971)

Jim Morrisson foi o cara que fazia a tríade “sexo, drogas e rock n’ roll” andar de mãos dadas com a filosofia de Albert Camus e Aldous Huxley.

Mas no final dos anos 1960, carreira do grupo estava ameaçada justamente pelos excessos do vocalista, principalmente após o incidente num show em Miami, quando Morrison teria exposto seu pênis ao público (falamos sobre isso neste artigo sobre o Doors).

the doors l a woman 1971

Mesmo com esta sombra da ruína, os quatro se juntaram ao produtor Bruce Botnick em 1970 para gravar “L. A. Woman”, seu mais maduro disco e que se tornou um clássico imediato.

Tal maturidade era refletida num repertório excelente que incluía “Love Her Madly”, “The Changeling” e principalmente “Crawling King Snake” (um blues clássico do Delta dos anos 20) mostram que o caminho a ser seguido era o do blues, estilo retrabalhado nos dois destaques maiores do disco, que são as canções “L. A. Woman” e viajante “Riders On The Storm”.

Lançado em 1971, este é já era sexto álbum do Doors e foi o último a ser gravado antes da morte de Jim Morrison que na capa do disco aparece diferente da imagem que o consagrou como sex symbol.

Sex Pistols – “Nevermind The Bollocks… Here’s The Sex Pistols” (1977)

Os Ramones começaram a retomada do rock para sua simplicidade e seu apelo primal um ano antes, nos Estados Unidos, mas é inegável que a  atitude e a estética punk nasceram com os ingleses dos Sex Pistols neste seu primeiro disco.

“Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols” era uma afronta debochada e gratuita à sociedade conservadora do reino da rainha, capaz de dar status de banda histórica à um grupo que lançou apenas este disco com canções inéditas.

O primeiro single, “Holidays In The Sun”, anunciava aos quatro cantos do mundo que o rock n’ roll estava passando por mudanças e que surgia uma nova geração que iria salvar o estilo que já se tornava enfadonho.” Anarchy In The U. K”. é um hino eterno, talvez a mais famosa peça do álbum, mas nada se iguala à fúria de “God Save The Queen”.

A banda beirava o amadorismo, mas imprimia uma energia revoltada e primitiva que supria a falta de técnica, apesar de Johnny Rotten, que quase vomita tais canções, apresenta ao rock uma performance vocal era inovadora.

Alice Cooper – “Welcome To My Nightmare” (1975)

Aqui, Alice Cooper já estava mergulhado em sua carreira solo e como manda-chuva da carreira direcionou ainda mais sua música para os aspectos teatrais, quase como uma Broadway tétrica!

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“Welcome To My Nightmare” é o primeiro ato desta carreira solo  e a grande obra de sua carreira, que definiu sua imagética a ser eternizada na cultura pop, além de apresentar suas mais marcantes composições num conceito que nascia à partir do pesadelo de uma criança de sete anos.

A sequência inicial do trabalho é uma das melhores da história do rock norte-americano:  “Welcome to My Nightmare”, “Devil’s Food” (com participação de Vincent Price), “The Black Widow”, “Some Folks”, e “Only Women Bleed” completavam o Lado A com perfeição, sendo que no outro lado ainda tínhamos “Department of Youth” “Steven”. Um clássico do rock da maior magnitude.

Ozzy Osbourne – “Diary of a Madman” (1981)

A fórmula de “Blizzard of Ozz” foi de tanto sucesso que no mesmo ano Ozzy Osbourne e seus asseclas lançam um segundo disco com a mesma abordagem, o aclamado “Diary of a Madman”. 

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Com este disco Ozzy reconquistou o respeito dentro do cenário e seu nome foi às alturas do mundo do heavy metal, alavancado por composições como “Flying High Again”, “Little Dolls”, “Over The Mountain”, “You Can’t Kill Rock N’ Roll”, “Believer, e “S.A.T.O.”.

Foi na turnê deste disco que ocorreu o evento com o morcego no palco, quando um fã jogou o animal vivo e Ozzy pegou-o e deu-lhe um dentada (vai saber o que se passava na cabeça do madman naquele momento). Também existe uma história de que ele teria decepado a cabeça de uma pomba com os dentes em uma reunião com executivos da gravadora.

Mas a tragédia espreitava a boa fase de Ozzy. Durante a turnê pelos EUA o guitarrista Randy Rhoads morreria tragicamente num acidente aéreo, deixando um ponto de interrogação quanto ao futuro de sua carreira, pois Rhoads era o pilar da sonoridade criada para a carreira solo de Ozzy.

Blue Oyster Cult – “Spectres” (1977)

Nessa época, os shows da banda eram espetaculares e traziam os raios laser como novidade e “Spectress” representa o ápice discográfico desse fase mais acessível do Blue Oyster Cult, muito impulsionado pelo sucesso do tema “Godzilla”, bem equilibrado entre peso e groove.

Blue Oyster Cult - Spectres
Blue Oyster Cult – “Spectres” (1977)

Mas o repertório vai além desta música.

“Golden Age of Leather” nos mostra que os tempos de AOR do passado não estavam assim tão esquecidos, enquanto “Searching for Celine” nos mostrava o quão variado era o repertório ao flertar com a disco music.

No meio do caminho, “I Love the Night” é uma clara tentativa de repetir o sucesso de “Don’t Fear the Reaper” e a parceria com Ian Hunter em “Goin’ Though the Motions” mostrava que o glam rock também estava no menu da banda.

Cream – “Disraeli Gears” (1967)

O primeiro supergrupo notável da história do Rock foi a banda Cream, que além de Eric Clapton (Yardbirds, John Mayall and the Bluesbreakers), ainda contava com Jack Bruce (Manfred Mann, Graham Bond Organisation e John Mayall and the Bluesbreakers) e Ginger Baker (Graham Bond Organisation).

Cream - Disraeli Gears (1967)
Cream – “Disraeli Gears”(1967)

Esse é o disco em que o Cream definiu sua sonoridade maciça pela qual sempre será lembrado: riff de guitarra de impacto, baixo encorpado e bateria forte e técnica, além de solos claros e inspirados nas possibilidades do blues. 

Dentre as faixas, destaques para “Sunshine of your Love”, “Strange Brew”, “Tales of Brave Ulisses”, que formam a trinca de clássicos frutificados nesse disco guiado pleo blues, pela psicodelia, e a estética potente de power trio. 

Aliás, esse disco e “Are You Experienced?” (1967) estabeleceram o modelo de power trio a ser seguido nas próximas décadas.

Judas Priest – “British Steel” (1980)

No fim dos anos 1970 o Judas Priest já era sinônimo de heavy metal, tanto em música quanto visualmente.

O Judas Priest, como algumas bandas inglesas (Rainbow e Whitesnake, por exemplo) que buscavam o sucesso, queria conquistar o mercado norte-americano.

Judas Priest British Steel
Judas Priest – “British Steel” (1980)

O que o produtor Tom Allom fez foi renovar o som da banda sem descaracterizá-lo, simplificando alguns elementos e criando alívios dinâmicos no repertório guiado por riffs instigantes e bons refrãos, aproximando a banda do rock clássico.

Até por isso, se comparado aos discos anteriores, “British Steel” é muito comercial.

“United” “Living After Midnight”, por exemplo, eram altamente radiofônicas, simples, mas extremamente cativantes. Outro grande hit do disco é “Breaking the Law”, aliás esse é primeiro hit mundial da banda que se destaca junto com “Metal Gods”, duas composições onde o Judas Priest ensinou que dava pra ser heavy metal e comercial simultaneamente, sem perder a qualidade.

AC/DC – “Back In Black” (1980)

O disco mais vendido da história do rock! Este é status de “Back in Black”, o disco que fez renascer o AC/DC em 1980, após a trágica morte de seu vocalista, o emblemático Bon Scott.

ACDC - Back in Black
AC/DC – “Back In Black” (1980)

Lançado em 25 de julho daquele ano, “Back In Black” traria os maiores clássicos da banda australiana capitaneada pelos irmãos Angus e Malcolm Young, ambos guitarristas, e se tornaria o disco mais importante da sua história.

Com o novo vocalista Brian Johnson, egresso do Geordie, o AC/DC não tinha escolha, ou dava a volta por cima ou terminavam as atividades. De modo acachapante, “Back In Black” colocou uma pedra nas incertezas e fez do AC/DC uma banda que extrapolou o rock, só não vendeu mais do que “Thriller” do Michael Jackson e anos mais tarde emprestaria músicas para filmes da Marvel.

Como se isso tudo não fosse o bastante, o repertório parece uma coletânea. Músicas como “Hells Bells”, “Shoot to Thrill”, “Back in Black”, “You Shook Me All Night Long” e “Rock and Roll Ain’t Noise Pollution” se tornariam presentes nos shows dali adiante e ao menos duas delas marcaram a cultura pop da década de 1980.

O que era pra ser um álbum de recomeço, um tributo ao vocalista falecido, se tornou um marco da história do rock!

Rush – “Fly By Night” (1975)

O Rush é uma verdadeira deidade do rock!

Seus integrantes carregam poderes musicais quase místicos e seus discos possuem cargas míticas para o gênero.

Rush - Fly By Night
Rush – “Fly By Night” (1975)

Mas em 15 fevereiro de 1975, quando lançaram o clássico “Fly By Night”, essa entidade ainda começava sua jornada como um herói, um semideus, rumo ao olimpo do rock. 

O disco impressiona pela capa com aquela coruja imponente e marca a história do rock por conter clássicos como “Fly By Night”, “Anthem”, “Best I Can” e “By Thor & the Snow Dog”

A troca do baterista John Rutsey por Neil Peart foi determinante para a construção da personalidade musical pela qual o Rush ficaria conhecida, e que se inicia aqui, em “Fly By Night”. Com a chegada de Peart, tudo ficou superlativo: intensidade, qualidade técnica, ousadia e criatividade.

Ou seja, “Fly By Night” é, de fato, o início do mito em torno do Rush! E esse é só um dos motivos que justificam o fato irrefutável dele estar nesta lista!

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5 comentários em “O que é Classic Rock? Quais os Discos Obrigatórios do Rock Clássico”

  1. OTAVIO MOREIRA ALVES

    Cara,
    Uma lista de Rock Clássico pode ser bem ampla, mas acho que os trabalhos do Judas Prist, pós anos 80 não entraria numa lista de Rock Clássico, assim como os trabalhos solo do Ozzy.
    Em relação ao trabalho do Whitesnake, colocaria o Trouble de 1978.
    Senti falta somente do Kansas.

  2. Bons álbuns e bandas indicados, está certo que há muito clássico nesses mais de 60 anos desde que Chuck Berry distorceu a guitarra e a grande mãe Blues pariu o Rock.
    Mas acho que falta juntamente Chuck Berry em qualquer álbum e Jimi Hendrix (talvez sejam mais do que clássicos), faltou Dire Straits, Kiss e o Motörhead que forjou o metal e abriu caminho para Iron Maiden (que não está na lista), Saxon, Metallica e tantos outros clássicos que inspiram e são referência às novas criações de Rock.
    Tá certo, se for colocar todas as bandas clássicas vira um livro!!!

  3. Marcelo Lopes Vieira

    Olá Morcego!

    Só lembrado que como registrado no início do texto, este é um texto que está sempre inacabado e com novos discos adicionados a cada semana. Por exemplo, os próximos serão: AC/DC – “Back In Black” (1980); Deep Purple – “Machine Head” (1972); Def Leppard – “Pyromania” (1983); Pink Floyd – “The Dark Side of The Moon” (1973); Guns N’ Roses – “Appetite For Destruction” (1987); The Clash – “London Calling” (1979).

    Abraços!

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