Quais São Os 10 Maiores Plágios da História do Rock?

 

Mergulhe no intrigante universo da música, onde lendas como Kiss, Beatles e Led Zeppelin enfrentam acusações de plágio. Descubra os bastidores desses escândalos, explore as regras musicais que definem o plágio e saiba se seus ícones favoritos são tão originais quanto você pensa.

No palco da música, até os maiores ícones não estão imunes às acusações de plágio. Este artigo mergulha nas histórias de bandas lendárias como Kiss, Beatles e Led Zeppelin, revelando controvérsias e revelações surpreendentes. Explore o intrigante mundo onde a inspiração se mistura perigosamente com a imitação, desafiando a autenticidade de alguns dos maiores sucessos musicais.

Kiss, Deep Purple, Led Zeppelin, Beatles, Iron Maiden e Michael Jackson cometeram plágio? É o que vamos ver neste artigo!

Segundo o dicionário Oxford, um plágio é uma “apresentação feita por alguém, como de sua própria autoria, de trabalho, obra intelectual etc. produzido por outrem”.

Acredite! Nem alguns dos mais talentosos nomes da humanidade conseguiram se ver livres das acusações de plágio, sendo que na arte, mais precisamente na música, alguns são tão flagrantes quanto inegáveis.

A arte está regida pelo direito autoral, que é a propriedade de determinado autor sobre algo que ele produziu ou criou, independente da arte em questão, desde que sejam do domínio das letras, ciências ou artes, de caráter original e fora do domínio público.

Além dos que listaremos abaixo, podemos citar como exemplos iniciais de plágios no mundo do rock, e com menor repercussão (talvez por não terem virado casos de justiça):

1) Beach Boys plagiando “Sweet Little Sixteen”, de Chuck Berry, em “Surfin’ USA”;

2) Oasis plagiando “Uptight”, de Stevie Wonder, em “Step Out”, lado B do single “Don’t Look Back In Anger” (se bem que neste caso, por alguma razão, Stevie Wonder já veio creditado desde o lançamento); e

3) Os Strokes plagiando “American Girl”, de Tom Petty, na contagiante “Last Night” (esta não chegou aos tribunais).

A Regra dos 8 Compassos

Na música, o plágio fica caracterizado quando o compositor da obra original consegue comprovar que um certo número de compassos, no mínimo 8, entre outras “coincidências” foram usados pelo outro compositor.

A confirmação do plágio depende de avaliações técnicas por causa das muitas possibilidades de variação destes compassos. Todavia, o plágio pode ser caracterizado por outros elementos, como a repetição da harmonia , estrutura de acordes e melodia.

Foi justamente esta regra que livrou Jimmy Page e Robert Plant das acusações de plágio por “Stairway to Heaven”.

Led Zeppelin – “Stairway to Heaven” não é um plágio! Mas “Dazed and Confused” é.

Uma das lendas que circulam o Led Zeppelin e suas relações com o ocultismo afirmam que “Stairway to Heaven” traria mensagens macabras se fosse tocada ao contrário no toca-discos. O único fato sobre esta música, além, obviamente, dela ser um dos maiores clássicos do rock, é que ela foi acusada de ser um plágio!

Os compositores de “Stairway to Heaven” são Jimmy Page e Robert Plant, mas o espólio do guitarrista norte-americano Randy Wolfe, conhecido como Randy California, criou uma ação de plágio alegando que a introdução deste clássico do Led Zeppelin presente em seu quarto álbum lançado em 1971 foi plagiada da música “Taurus”, lançada pela banda de Randy, o espetacular Spirit, em 1968.

Segundo o guitarrista brasileiro Mozart Mello, diretor pedagógico da Escola de Música e Tecnologia de São Paulo, “a sequência de acordes iniciais é igual, mas depois de quatro compassos a música do Led Zeppelin toma um rumo diferente.” O mais curioso é que o próprio Randy Wolfe, que só faleceu em 1997, nunca reclamou das coincidências entre as duas músicas. O mais interessante é que Robert Plant afirmou que “nunca ouviu Spirit nem para se inspirar”.

Esta música não foi a única música do Led Zeppelin a ser acusada de plágio. O músico folk  Jake Holmes reclamou direitos autorais sobre a ótima “Dazed and Confused”, do primeiro álbum do Led Zeppelin, e chegou-se a um acordo fora dos tribunais. Desde 2012, a assinatura de Page foi acrescida do aposto “inspirada por Jake Holmes”.

Kiss plagiando Alice Cooper?

O Kiss é uma das maiores bandas da história do rock. Mas assim como o Led Zeppelin, existem algumas composições que parecem ter ido além da inspiração. Se bem que no caso do Kiss não estamos falando de um de seus grandes sucessos.

A música “Dreamin'”, que aparece no álbum de retorno da formação original, “Psycho Circus” (1998), tem uma inegável e fortíssima inspiração em “I’m Eighteen”, de Alice Cooper.

Logo a editora detentora dos direitos da música original verificou que as semelhanças iam além dos oito compassos e acionou os compositores do Kiss, Paul Stanley e Bruce Kulick, para prestarem esclarecimentos à corte de Los Angeles, que condenou a dupla. Porém, Stanley e Kulick recorreram da decisão.

Deep Purple trocando plágios amigavelmente?

Uma das mais emblemáticas músicas do Deep Purple é “Child In Time”, grande clássico do álbum “In Rock” (1970), e um dos momentos mais aguardados de seus shows pela performance do vocalista Ian Gillan.

Porém, as semelhanças entre “Child In Time” com “Bombay Calling”, música da banda americana It’s a Beautiful Day, vão além das coincidências. Ambas foram gravadas em 1969, mas com alguns meses de diferença.

O próprio Roger Glover, baixista do Deep Purple, contou que ele, Ritchie Blackmore e Ian Paice ouviram o disco do It’s a Beautiful Day em uma viagem de férias. Dias depois, fizeram uma jam session onde tocaram a tal “Bombay Calling”, com Gillan improvisando uma linha vocal.

Talvez o fato de “Child In Time” ter letra e uma belíssima linha vocal não tenha motivado o processo de plágio, pois a versão do It’s A Beautiful Day é totalmente instrumental. O fato é que as bandas mantinham uma amizade, sendo que os americanos deram uma copiada em “Wring That Neck”, do Deep Purple, um ano antes, conforme o próprio Gillan declarou.

Já “Black Night”, segundo o próprio Roger Glover teve seu riff “emprestado” de “Summertime”, sucesso do final dos anos 1950 de Ricky Nelson, lendário cantor dos Estados Unidos e pai dos irmãos gêmeos que anos mais tarde fundariam a banda de hard rock Nelson.

Beatles: “Come Together” é um plágio de Chuck Berry

Nem os Beatles se livraram da acusação de plágio. No caso do quarteto de Liverpool a canção era “Come Together”, um clássico de seu último álbum de estúdio, “Abbey Road” (1969).

Ainda em 1969 a editora detentora dos direitos da obra de Chuck Berry acusou dupla Lennon/McCartney de ter copiado a letra e a melodia de música “You Can’t Catch Me”. Na verdade, como a música foi composta por John Lennon, ele e os representantes de Chuck Berry entraram num acordo extrajudicial sigiloso.

Por causa disso, John Lennon contraiu uma dívida com a Companhia de Morris Levy e o processo judicial, desenrolado pelos idos de 1972 e 1973, obrigava Lennon a registrar três composições da Companhia de Morris em seu próximo álbum solo.

Porém, “Walls and Bridges” fora lançado em 1974 e a dívida não fora paga, o que seria feito com o belíssimo disco de covers “Rock N’ Roll”, lançado no ano seguinte, e neste artigo contamos como se desenrolou toda esta história.

“Hallowed Be Thy Name” do Iron Maiden é um plágio?

Minha música favorita do Iron Maiden é “Hallowed Be Thy Name” e ela foi alvo de um processo de plágio em que a própria banda admitiu tê-lo cometido e resolvido o caso extra-judicialmente.

No primeiro semestre de 2018, o Iron Maiden teve que tirar a música “Hallowed Be Thy Name” da “The Book Of Souls World Tour”, pois foram processados ​​pelo empresário Barry McKay por plagiar uma música da banda Beckett, chamada “Life’s a Shadow”.

O processo foi resolvido com a banda britânica de heavy metal pagando cerca de 550 mil libras. O site Metal Indiser registrou que “Barton, um dos co-roteiristas de ‘Life’s Shadow’, foi pago anteriormente por Steve Harris por um acordo secreto, que custou aos réus £200.000 por honorários legais e danos. No entanto, durante esse tempo, o co-escritor [Brian] Quinn não sabia nada sobre o acordo e não recebeu um centavo.”

O mais curioso é que o Beckett não só é uma das bandas favoritas de Steve Harris, o líder do Iron Maiden, mas também foi empresariada por Ron Smallwood, o lendário empresário do próprio Maiden.

Já o site ironmaiden666.com.br levanta a hipótese de que “além do trecho em questão na disputa judicial a música do Beckett possui em sua parte final uma melodia incrivelmente parecida com a da faixa ‘The Nomad’, do álbum ‘Brave New World’ (2000).”

Outros cinco plágios no Rock

1 – “Bittersweet Symphony”, da banda britânica The Verve é um plágio de uma versão orquestrada da música “The Last Time”, dos Rolling Stones, feita pela Andrew Loog Oldham Orchestra.

Após uma batalha judicial a dupla Jagger/Richards conseguiu 100% dos direitos autorais da música e divide os créditos de autores com Richard Ashcroft, vocalista do Verve.

2 – “Creep”, do Radiohead, é um plágio da belíssima “The Air That I Breathe”, da banda The Hollies.

Após a explosão da banda inglesa liderada por Thom Yorke com sua balada depressiva presente no álbum “Pablo Honey”, a dupla de compositores do The Hollies, Albert Hammond e Mike Hazlewood, alegaram plágio de sua música e tiveram seus nomes incluídos como co-autores de “Creep”.

3 – “My Sweet Lord”, de George Harrison, é um plágio de “He’s So Fine”, composta por Ronald Mack e gravada pelos Chiffons em 1962.

Carro-chefe da obra-prima “All Things Must Pass” (1970), terceiro disco solo do ex-Beatles, a editora detentora dos direitos da composição de Ronald Mack acionou George Harrison por plágio, que mesmo tendo negado a acusação, foi condenado por “plágio inconsciente”, tendo que pagar mais de 500 mil libras de indenização.

4 – “Wanna Be Startin’ Something”, de Michael Jackson, é um plágio de “Soul Makossa”, de Manu Dibango.

funk moderno que abria o lendário “Thriller”, sexto álbum de estúdio de Michael Jackson, era uma composição dele próprio que foi alvo de um processo por plágio, movido pelo saxofonista camaronês Manu Dibango, que teve desfecho com acordo extra-judicial, onde o rei do pop pagou 200 mil dólares por direitos autorais.

Uma curiosidade é que em 2009, quando Rihanna sampleou a música de Michael Jackson, ela não pediu autorização a Dibango que não tardou a mover mais uma ação judicial.

5 – “Da Ya Think I’m Sexy”, de Rod Stewart, é um plágio de “Taj Mahal”, de Jorge Ben Jor.

Não apenas é conversa de brasileiro, Rod Stewart assumiu, em 2012, que cometeu um “plágio inconsciente” (este termo é maravilhoso) no seu sucesso de 1978, cuja melodia carregava muitas semelhantes com o refrão contagiante da música de Jorge Ben em sua versão rearranjada e gravada no seminal disco “Africa Brasil” (1977).

Leia Mais:

Ofertas de Discos com Plágios da História do Rock:

  1. Led Zeppelin – Led Zeppelin I [Disco de Vinil]
  2. Deep Purple – In Rock [Disco de Vinil]
  3. The Beatles – Abbey Road [Disco de Vinil]
  4. Michael Jackson – Thriller [Disco de Vinil]

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