YES: 5 Discos Pra Conhecer

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Queiram ou não, o Yes se tornou praticamente sinônimo de rock progressivo, com imagética e estrutura musical bem definidas, mesmo com a constante troca de integrantes, sendo que somente o baixista Chris Squire esteve presente em todas as formações e encarnações da banda. 

A influência do Yes estendeu-se desde o rock progressivo até o metal extremo. As mudanças de ritmos, climas, e estilos criariam uma escola por uma discografia que vai de momentos mais acessíveis a pontos de exuberância e luxuria musical de encher os ouvidos. 

Por essas características o Yes se tornou padrão e referência do rock progressivo, e hoje destacamos cinco discos imprescindíveis para conhecer todas as formas e variações da música criada pela banda inglesa que marcou época. 

 

1) “The Yes Album” (1971)

yes albumEis o primeiro grande clássico do Yes! Simples, assim.

Aqui estão “Your Is No Disgrace”, “Starship Trooper” “I’ve Seen All Good People”, três das maiores composições da banda, indispensáveis nos shows à partir de então.

Esse que seria o terceiro álbum do Yes, mostrava o fim da transição do rock psicódelico de fins dos anos 1960 para o rock progressivo propriamente dito, cravando seu nome como um dos pioneiros do gênero, com longas incursões instrumentais, e alta técnica.

“The Yes Album” também seria marcado como o último disco do tecladista Tony Kaye (que formaria o excelente Badger,  banda que ganhou certo destaque com o álbum “White Lady” [1974]), e o primeiro com o guitarrista Steve Howe, substituindo Peter Banks. É nítido que Howe imprimiu muito mais requinte às melodias da banda, seja nos momentos mais intrincados quanto nos mais sensíveis.

 

2) “Fragile” (1971)

Resultado de imagem para yes fragileNo mesmo ano do marcante “The Yes Album”, a banda lançava “Fragile”, álbum onde efetivamente o Yes dava contornos à sua imagética.

A formação clássica já estava em campo com o mago Rick Wakeman nos teclados. Cabe aqui ressaltar a importância de Wakeman para a sonoridade da banda, sendo ele um verdadeiro acadêmico de seu instrumento.

A capa de Roger Dean também estava dentre as variantes que ficaram cravadas na personalidade do Yes. A capa deste disco criaria quase um modelo a ser copiado dentro do rock progressivo.

Musicalmente, “Roundabout”, faixa de abertura, o encerramento com as texturas folk de “Heart of the Sunrise”, passando pelo clássico “Long Distance Runaround”, resumiam a forma clássica do progressivo setentista e junto as demais composições formavam o álbum mais diversificado do Yes até então.

Ainda conseguiam mesclar os aspectos complexos (guiados pelas formas polirrítmicas do baterista Bill Brufford) guiados pelo fusion, com melodias acessíveis inspiradas pela música folk, principalmente nos trabalhos vocais, sendo  o último álbum de um Yes ainda não picado pelo bichinho da megalomania musical.

 

3) “Close to the Edge” (1972)

Resultado de imagem para close to the edgeO disco que completa a tríade de clássicos do Yes lançado entre 1971 e 1972, também marca a saída de Bill Brufford e a entrada de Alan White para comandar as baquetas da banda.

Em “Close to the Edge”  a megalomania musical que marcaria o gênero progressivo está mais evidente na faixa-título, que ocuparia todo o lado A do disco, numa reviravolta de tempos e andamentos por arranjos de explodir mentes.

Uma fórmula que seria elevada à máxima potência no álbum seguinte “Tales from Topographic Oceans”, lançado em 1973, e que traria apenas quatro composições altamente complexas, num disco duplo. Uma para cada lado dos vinis, sendo este um momento discográfico que até a banda discute.

Voltando a  “Close to the Edge”, este é o álbum que ainda traz “And You And I”, a perfeita definição do progressivo setentista, dividindo o segundo lado com outro clássico, “Siberian Khatru”, e também onde o Yes lapidou sua fórmula musical atingindo sua essência máxima.

Não à toa  “Close to the Edge” culminaria no primeiro disco ao vivo triplo do rock. 

 

4) “Drama” (1980)

Resultado de imagem para yes dramaEu juro que não entendo o motivo deste álbum ser tão esquecido quando se fala de Yes, afinal, aos meu ouvidos, ele sempre foi um dos melhores discos da banda inglesa.

Nos oito anos que separam o “Close to the Edge” de “Drama”, houve um turbilhão no Yes. Rick Wakeman saiu da banda após o megalomaníaco “Tales from Topographic Oceans” (dando início a uma fenomenal carreira solo), voltando em “Going for the One” (1977).

Nesse ínterim, alguns membros do Yes lançaram discos solo; a banda apresentou “Relayer” (1974), com o tecladista Patrick Moraz (o mesmo que montou o Vímana, banda brasileira que trazia Lobão, Lulu Santos e Ritchie na formação), seu disco mais técnico, mas ainda abaixo dos anteriores; e em 1980 o estrago de idas e vindas e a deterioração do relacionamento entre os integrantes eram tamanhos que Jon Anderson (voz e uma das identidades do Yes) e Wakeman estavam fora da banda.

Pode parecer estranho, mas a saída de Anderson deu mais possibilidades ao Yes de ousar em novas roupagens. Geoff Downes, que marcaria época com o ASIA, foi recrutado para os teclados, enquanto Trevor Horn veio para os vocais.

Queiram ou não, a dupla deu um novo sopro de vida ao Yes, simplificando alguns detalhes, dando mais sombras aos aspectos progressivos, inclusive tangenciando o heavy metal em alguns momentos, como na ótima faixa de abertura “Machine Messiah”.

O desapontamento pelo fracasso comercial do álbum fez com que o Yes abandonasse o novo direcionamento, fazendo a banda inclusive a entrar num hiato! Mas se deixe enganar, este é o melhor disco do Yes após 1977, para mim, bem melhor que o próximo da lista.

 

5) “90125” (1983)

Resultado de imagem para yes 90125Até posso ouvir as reclamações deste disco estar aqui! Mas tem como deixar um disco que tem “Owner of a Lonely Heart”, a essência do AOR/Prog Rock oitentista, de fora de nossa lista de discos básicos do Yes? Esta música foi um dos maiores sucessos dos anos 1980 e mostrava um Yes renovado e energizado na nova década.

Na verdade, esse disco foi composto para ser a estreia de uma nova banda chamada Cinema, que trazia na formação Alan White na bateria, Trevor Rabin na guitarra,  e Chris Squire no baixo. O trio chamou o velho conhecido Tony Kaye para os teclados e Jon Anderson para os vocais. Era o Yes! Não tinha como chamar a banda por outro nome.

Com uma pegada mais AOR, dinâmica mais envolvente pelos ganchos melódicos bem equalizados a certa complexidade controlada (existe uma cítara aqui, uma passagem acapela acolá, e teclados bem administrados), o Yes apresentou, além da já citada  “Owner of a Lonely Heart”, faixas como “Cinema”, “Hold On”“Changes”, com tempero pop diluído de modo cerebral.

Um clássico absoluto dos anos 1980!

 

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