Red Hot Chili Peppers – Resenha de “The Getaway” (2016)

 

Red Hot Chili Peppers The Getaway
Red Hot Chili Peppers: “The Getaway” (2016, Warner) NOTA:4,0

O Red Hot Chili Peppers é uma banda que me acompanhou ao longo do tempo, oferecendo várias trilhas sonoras para a minha adolescência, o que me faz ser sempre esperançoso quando anunciam um novo álbum.

Infelizmente, tenho sido decepcionado desde o lançamento de “Stadium Arcadium” (2006), sendo que até este álbum tem sérias escorregadas, mas nada que se iguale ao desastre que foi I’m With You” (2011), onde a banda mostrou que perdeu seu brilhantismo, padecendo na autocópia.

Mas, comparado a este novo álbum, “The Getaway”, o anterior de 2011 é até mesmo passável, em seus fantasmas de groove e pontuais momentos de intimismo emocional.

Agora, tentaram fugir da autorreferência tão descarada anteriormente, mas caíram numa formatação sonora fraca, sem alma e impregnada de modismos indie que não se encaixaram, principalmente aos vocais de Anthony Kieds.

Este fato já se mostra evidente na faixa-título, que abre o sonolento trabalho sem ser pop nem rock, com linhas e arranjos manjados e flácidos que perdem várias chances de causar furor, criando uma composição que eu esperaria do atual (e insosso) U2, mas nunca do Red Hot Chili Peppers.

Onde está o baixo pulsante, indecente e ultrajante de Flea?

E a bateria sincopada, maliciosa e classuda de Chad Smith?

Pra onde foi a lascívia vocal de Kieds?

Estas questões serão permanentes, independente de qual faixa você esteja ouvindo, mesmo em ocasiões não tão ruins, como “Dark Necessities”, um soul/pop/rock cadenciado interessante, mas que ainda é pouco para uma banda que sempre esteve distante de soar legal por se parecer com uma versão gripada do Jamiroquai.

A sequência, com “We Turn Red” até tenta emular o espírito da banda, mas soa apenas como um veículo potente querendo evoluir com o freio de mão puxado, isso sem falar na estranha timbragem ácida, em contraste à limpidez acústica.

Neste momento, se você não estiver classificado como um fã que se contenta em recolher as migalhas que seu ídolos lhes dão nos dias de hoje, seu ânimo, que já estará negativado, será devastado com “The Longest Wave”, criada sobre um minimalismo indie de tonalidades psicodélicas que definitivamente não combina com a banda.

O panorama não melhora com “Sick Love”“Go Robot”, essa última, inclusive, soando como uma desnutrida fusão de Daft Punk com Maroon 5.

Em diversos momentos, fica a sensação de que Kieds buscou linhas vocais de canções brilhantes dos outros álbuns e as esparramou sobre estruturas musicais frias, sem criatividade, monótonas e sem pujança, o que deu um tom desconjuntado ao álbum.

Em “Feasting on the Flowers” eu já me encontrava como aquele velho gato Tom que tenta não dormir em sua vigília, se valendo até mesmo de fita adesiva para colar suas pálpebras abertas, e olha que essa faixa tem até um andamento interessante por volta dos dois minutos e vinte segundos, mas é só, em meio a uma vã tentativa de soar como um funk retrô.

Admito que as guitarras tentam, em alguns momentos, salvar o desastre (como no riff de “Detroit”), mas nestes momentos soam desalinhados aos demais arranjos mornos, como se o RHCP quisesse virar o “U2 do pop/soul/funk/rock alternativo”, sendo que a “modorrência” atual dos irlandeses já foi bem aprendida e praticada em “The Hunter”.

Pode parecer exagero e má vontade em minha crítica, mas costumo pensar que de bandas deste porte devemos esperar bem mais do que foi apresentado e, sendo um pouco mais indulgente, quiçá com um pouco mais de boa fé, “Goodbye Angels” (uma colaboração com Elton John e Bernie Taupin) e “This Ticonderoga” (uma boa fusão de Stooges com Frank Zappa) se destacam positivamente.

Só não sei se pelas suas qualidades ou pelo simples contraste com tantas porcarias, pois o restante é completamente descartável pra quem já nos deu álbuns históricos em sua carreira.

Parafraseando e ajustando os versos do poeta popular nordestino, no caso do RHCP, os nossos ídolos já não são mais os mesmos e as aparências já não enganam mais!

Desta vez, nem a troca de Rick Rubin por Danger Mouse na produção resolveu…

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