ATUALIZANDO A DISCOTECA: Uganga, “Opressor” (2014)

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Uganga: “Opressor” (2014, Sapólio Rádio) NOTA:9,5

Paixão, persistência e honestidade. Esta seria uma epígrafe justa à trajetória genuína dentro da cena pesada nacional da banda mineira Uganga, e “Opressor”, seu quarto álbum, vem se destacar como melhor parte de sua discografia dinâmica e diferenciada.

Muito além disso, “Opressor” é fruto de um dos períodos mais conturbados da banda, quase como uma reafirmação de sua força espiritual dentro da cena, mostrando entrosamento na sua azeitada engrenagem Metal-Punk de versos combativos e engajados à realidade, em treze composições inquietantes, de peso acachapante, e groove chapado.

Nesse contexto fica evidente uma sólida postura ideológica em suas letras, bem como a abertura a elementos alheios ao metal para forjar seu Trashcore pesado, de solos viscerais, mas também com muita liberdade artística para usar elementos do Hip-Hop, e do Dub, mostrando maturidade e plena consciência do querem para sua música.

Confira o clipe de “Guerra”… 

Sendo assim, fusões de Metal com Hardcore/Punk como “Guerra”, “Veredas”, “Moleque de Pedra” (com a participação de Juarez “Tibanha”, do Scourge), e “Casa” convivem harmoniosamente junto a faixas cadenciadas como “O Campo” (inspirada pela visita da banda ao campo de Auschwitz), e “Nas Entranhas do Sol” (uma ótima mostra da versatilidade do vocalista Manu “Joker” Henriques), que por sua vez exploram ritmos cativantes e riffs carnudos em meio ao peso cavalar.

Já “Guerreiro” é uma composição que mantém a tradição de bandas como Pantera e Black Sabbath em ter uma faixa mais climática, beirando a psicodelia, em seu repertório. Indiscutivelmente um dos destaques máximos do álbum, ao lado de “Opressor” (uma peça moderna do Heavy Metal), “Aos Pés da Grande Árvore” “Who Are The True”, um cover do Vulcano com a participação de Murillo Leite, do Genocídio, e Ralf Klein da banda Macbeth.

Confira o clipe de “Casa”… 

Além disso, a organicidade da produção de Gustavo Vasquez deu o acabamento perfeito para as composições, ajudando a potencializar a sonoridade junto aos detalhes diferenciados que surgem da sobreposição de simplicidades.

“Opressor”, nada mais é do que uma confirmação da qualidade do Thrashcore praticado pelo Uganga, mantendo o alto nível conquistado no ótimo “Vol. 3: Caos Carma Conceito” (2010), mas também mostrando uma banda renovada e distante da acomodação, ou de uma zona de conforto.

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