ATUALIZANDO A DISCOTECA: Night Flight Orchestra, “Amber Galactic” (2017)

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Night Flight Orchestra: “Amber Galactic” (2017, Nuclear Blast, Sound City Records, Shinigami Records) NOTA:10

Com “Skyline Whispers” (2015), o Night Flight Orchestra assumiu o posto de uma das mais surpreendentes e interessantes bandas da atualidade, afinal trazia um grupo de músicos acostumados ao peso do metal mais extremo, liderados pelo vocalista Björn Strid (Soilwork) e o baixista Sharlee D’Angelo (Arch Enemy), se dedicando a compor canções no formato AOR/Hard Rock, resultando num álbum indefectível e grudento, consolidando sua proposta após o promissor “Internal Affairs”, de 2012.

Esta dupla de álbuns empolgou os amantes e saudosos do Hard Rock colorido pela acessibilidade AOR/Pop, por trazer uma produção vintage, de bateria abafada, bumbo seco e grave, baixo com certo groove, guitarras melódicas e voz potente, oxigenando a forma do Rock praticada com excelência entre 1976 e 1986, em composições pulsantes e acessíveis, gerando expectativa para este terceiro trabalho intitulado “Amber Galactic”. 

Confira o clipe de “Gemini”… 

E todas estas expectativas foram atendidas, como se um híbrido de bandas como Toto, Survivor, Styx , Foreigner, e afins, dos anos 1980 de uma outra linha temporal, caísse em nossas mãos, agora em 2017. Claro que não estamos dizendo que o Night Flight Orchestra se limitar a emular estas bandas, mas o espírito delas está aqui, numa coesão impressionante que ainda apresenta remissões pontuais a Cheap Trick, Electric Light Orchestra, Supertramp, Kansas, e até The Police.

A “tecladeira” que abre a empolgante “Midnight Flyer” já mostra que os acentos Prog/Pop estarão mais em voga, assim como suas melodias viçosas beberão mais na fonte do Hard Rock, com vocais mais intensos, além de uma dose a mais de peso, classe e pureza de nomes como Rainbow, e Thin Lizzy, que também serão perceptíveis em “Star of Rio” e “Space Whisperer”.

Confira o clipe de “Something Mysterious”… 

Por estas faixas já podemos notar que a influência do groove soul/funk continua presente, mais explícito na cadenciada “Domino” (que tem um “q” de ELO, 10cc e Alan Parsons Project), mas obedecendo a dosagem decrescente apresentada ao longo da discografia, agora dando espaço aos momentos mais “agressivos”, com mais velocidade e concisão à pulsação da cozinha.

É importante ressaltar a versatilidade da performance vocal de Björn Strid, que tem vocais limpos excelentes, variando dos timbres agudos aos graves de modo fluido e emocional.

Confira a faixa “Midnight Flyer”… 

Isso fica claro no cover para “Just Another Night”, de Mick Jagger, ou em faixas como “Gemini”, “Josephine”, e “Something Mysterious” onde temos um abordagem mais AOR, sendo músicas que certamente estariam na trilha sonora de algum filme de ação estrelado por Stallone ou Schwarzenegger, se fossem lançadas nos anos oitenta.

Impressiona, também, a forma com que os teclados e as guitarras dialogam num alto senso melódico, imprimindo adrenalina de modo acessível, enquanto remodelam os clichês do Classic Rock, num conceito musical irresistível, como bem evidenciam a mistura de Toto, Foreigner, Queen, e Boston em “Jennie”, uma power ballad de arrepiar.

Confira a faixa “Domino”… 

O alto nível das composições impede que elejamos destaques, pois cada uma possui sua fagulha de brilhantismo desenvolvida de modo irrepreensível, mesmo nas faixas mais simples e diretas, como “Sad State of Affairs” (cujo riff e as linhas de guitarra me lembraram o Kiss), até as mais elaboradas, como na geometria progressiva de “Saturn In Velvet”, combinando elementos usuais ao Kansas e ao Styx.

É importante reforçar que mesmo neste arcabouço de influências, a banda possui uma estética própria, com identidade, promovendo uma releitura de um saudoso período da história musical recente, quando o Rock dominava o mundo!

Confira a faixa “Sad State of Affairs”..

Confesso que nunca cogitei a possibilidade de superarem a excelência de “Skyline Whispers”, mas “Amber Galactic” já tem o posto de melhor dos três álbuns da banda!

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