ATUALIZANDO A DISCOTECA: Municipal Waste, “Slime And Punishment” (2017)

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Municipal Waste: “Slime And Punishment”(2017, Nuclear Blast, SHinigami Records, Sound City Records) NOTA:9,0

Eu poderia muito bem usar apenas a letra da faixa “Shrednecks” nesta resenha e você saberia muito bem o que encontrar em “Slime And Punishment”, sexto álbum de estúdio da banda norte-americana de Crossover/Thrash Municipal Waste, afinal, versos como “Sick riff compositions and mass graves of beer/ Leaves a harsh decimation of thousands of ears”, ou “We’re a crew of Shrednecks/ We’ve come to do the job/ Twist your head break backs/ Were here to shred them all”, são auto-explicativos. Ou seja, não há dúvidas de que se dedicarão a uma remanufatura do Crossover. Mas aqui temos uma bem vinda orientação Speed/Thrash Metal.

“Slime And Punishment” chega após cinco anos do último álbum de estúdio, “The Fatal Feast” (2012), quebrando o ciclo bienal que sua discografia manteve até ali. Não sei se o termo “voltando inegavelmente às suas raízes” seria o melhor a ser aplicado para “Slime And Punishment”, afinal trazem uma dose à mais de sofisticação à sua fórmula (a começar pela capa), muito pela entrada de Nick Poulos, segundo guitarrista.

“Slime And Punishment” chega após cinco anos do último álbum do Municipal Waste, trazendo uma dose à mais de sofisticação à sua versão do Crossover/Thrash que tem em nomes como D.R.I., S.O.D., Anthrax e Nuclear Assault referências óbvias, mas apenas como ponto de partida…

É mais fácil dizer que neste primeiro álbum como um quinteto desfilam a técnica de nomes como D.R.I., S.O.D., Anthrax e Nuclear Assault. Todavia, existe muito mais nestas músicas, usando estas influências apenas como ponto de partida, principalmente a julgar pelas harmonias esmeradas (mas trabalhadas sem exageros) e as emoções que elas despertam.

Sendo assim,  à partir de “Breath Grease” e “Enjoy The Night” que abrem o álbum à velocidade da luz, como socos dotados de velhas e infalíveis técnica de luta, teremos um consistente assalto musical de atitude punk e tenacidade Thrash Metal (como na faixa-título), por guitarras carnudas de Poulos e Ryan Waste, cheias de riffs “ganchudos” e detalhes precisos (como nas linhas de “Dingy Situations”), bem como linhas de baixo pulsantes e impressionantes (oferecidos por Landphil), combinadas a alta intensidade da bateria de Dave Witte, além de vocais rápidos, insanos e empolgantes de Tony Foresta.

Confira a faixa “Amateur Sketch”… 

Em meio a esta sonoridade bruta, selvagem, e bem old-school, se destacam faixas como a já citada “Shrednecks” (que vai provocar headbangins involuntários), “Bourbon Discipline” (de arranjos dinâmicos e remissões ao Nuclear Assault), “Parole Violators” (com espírito mais Thrash e spoken words impagáveis), “Low Tolerance” (agressiva), “Under the Waste Command” (instrumental requintada, à seu modo, claro, ecoando certo tradicionalismo metálico) e “Think Fast” (com linhas de baixo proeminentes e abertura avassaladora que deságua num turbilhão crossover de emocionar).

Confira o impagável clipe para “Breath Grease”… 

Rápido e cortante (a faixa mais longa por aqui não possui nem três minutos e seis delas não cruzam a marca dos 120 segundos), “Slime And Punishment” coleciona ataques diretos e rápidos à nossa sanidade (como na dobradinha irada “Amateur Sketch” “Excessive Celebration”), cheios de dinamismo, de sabor old-school, mas com o frescor de uma produção moderna.

Por fim, capturando a energia do Hardcore por uma estética Thrash Metal, o Municipal Waste manufatura mais um álbum para os saudosos dos “maus modos” oitentistas de se praticar a arte metálica, entregando um álbum “ridiculamente” divertido!

Confira a faixa-título… 

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