RESENHA | Tyler Bryant and the Shakedown, “Tyler Bryant and the Shakedown (2017)

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Tyler Bryant and the Shakedown
Tyler Bryant and the Shakedown: “Tyler Bryant and the Shakedown” (2017, Spinefarm Recods) NOTA:8,0

Eis uma das boas “descobertas”, quiçá a única, que o Rock In Rio em sua versão de 2017 me ofereceu, afinal a banda Tyler Bryant & The Shakedown substituiu o famoso The Pretty Reckless, e com méritos, pois sua mistura de Blues com Rock Alternativo se mostrou empolgante, além de extremamente competente.

Oriunda de Nashville, a banda trazia na bagagem um álbum de 2013, “Wild Child”, e se preparava para lançar o segundo trabalho, além de já acumular shows ao lado de ZZ Top, Aerosmith e Jeff Beck, e destaques em publicações especializadas pelo mundo, menos no Brasil, onde a banda parece ter atingido o público pelo elemento surpresa.

Desta forma fui conferir seu segundo e auto-intitulado álbum, que desde “Heartland”, a abertura, reforça sua releitura moderna do Hard/Alternative Rock noventista (que virá mais escancarada em “Aftershock”), mas com aroma setentista, remetendo tanto ao Guns N’ Roses e seu irmão Velvet Revolver, ou ao Stone Temple Pilots, quanto ao Aerosmith, Rolling Stones ou ZZ Top.

Uma fórmula que se repetirá em texturas e formas diferentes ao longo das onze composições que (mesmo retrabalhando a herança do Blues que o Rock carrega em seu cerne por uma libertina versatilidade musical moderna) possuem certa identidade. Comedida.

Dando a impressão de ser desenhada nos detalhes. Quase calculada… Mas eficiente, envolvente e com ótima dinâmica entre as composições.

Desta primeira faixa já podemos ver que o Tyler Bryant and the Shakedown trabalha com feeling, organicidade, atitude e alta melodia, usando seus instrumentos como forma remodeladora dos cacoetes do Classic Rock para as novas audiências, como comprovam o blues rock disfarçado de  “Don’t Mind The Blood”, e a diferenciada balada cadenciada “Jelous Me”  que vêm na sequência.

Assim temos um desfile de guitarras bem desenhadas, moldando o peso e a temperatura de acordo com o que a música pede, vocais menos exagerados, mas com a sujeira noventista raspando seus modos clássicos, além da seção rítmica que sustenta bem as harmonias sem alarde ou presunção, mas com competência.

Existe uma roupagem roqueira em todo o trabalho, onde o alto senso melódico é pulsante, seja nos refrãos cativantes, ou nas harmonias com “perigo” calculado para serem envolventes sem soarem ameaçadoras, como na estradeira “Manipulate Me” ou na pseudo-psicodelia de “Magnetic Field”.

E no fim das contas ainda se destacam o southern encarnado na ótima “Ramblin’ Bones”, o hardão com riff vigoroso de “Weak and Weepin'” (que se não me falha a memória abriu o show no Rock In Rio), a envolvente “Easy Target” e o desfecho introspectivo e belíssimo de “Into the Black”.

Não é o supra-sumo da originalidade, ou mudará sua percepção do mundo musical, mas a diversão é mais do que garantida! Principalmente pra curtir na estrada. Afinal são 39 minutos de Rock abrasivo, cativante e sem frescuras.

Confira a faixa “Heartland”… 

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