TRANCE: “Power Infusion” | VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO

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Dia Indicado para ouvir: Sexta-Feira.

Hora do dia indicada para ouvir: Quatro da Tarde.

Definição em um poucas palavras: Guitarra, Alemanha, Metal.

Estilo do Artista: Heavy Metal.

trance power infusion
Trance – “Power Infusion” (1983/2018, Hellion Records)

Comentário Geral: Apesar da força desde a gênese do gênero, com boas bandas de proto-metal e hard rock nos anos 1970, o heavy metal alemão começou a ganhar força na virada da década de 1970 para 1980, com bandas como Scorpions, Accept, Warlock e o esquecido Trance.

O Trance foi uma banda importante no fortalecimento da cena, que nasceu das cinzas da banda AGE, e após algumas mudanças de formação lançaram seu primeiro single em 1981. O primeiro álbum, que viria na sequência, intitulado “Break Out” (1982), foi lançado via Rockpot Records.

Musicalmente, “Break Out” (1982) trazia paralelos com o Scorpions dos álbuns “Lovedrive” (1979) e “Animal Magnetism” (1980), assim como ao Krokus e ao AC/DC nos movimentos mais elétricos e nervosos.

Neste primeiro trabalho, o Trance investia mais na intensidade, deixando para a segundo plano a necessidade de ser tecnicamente rebuscado, gerando faixas diretas e objetivas, carregadas de potentes riffs e vocais consistentes.

Todavia, “Baby Child” era uma faixa onde  a influência do metal inglês já aparecia, antecipando qual seria a próxima parada musical da banda na busca por energizar seu heavy metal, apresentada no próximo álbum, “Power Infusion” (1983).

Juntos, “Break Out” (1982) e “Power Infusion” (1983) venderiam cerca de 150 mil cópias, alavancando shows pela Alemanha, Holanda e Bélgica, com cerca de cento e cinquenta datas por ano.

Em comparação ao primeiro trabalho, “Power Infusion” (1983) é mais calcado no heavy metal, com riffs melhor elaborados e uma dose a mais de peso.

As influências de Scorpions que construíram as composições anteriores ainda existem em menor quantidade, principalmente no volume menor de melodia.

hard rock ainda dá as caras em “Burn Your Lies”“Sensation”, “Rockstar”, “Glasshouse”, mas agora injetado de palhetadas pesadas nas melodias insinuantes e nos refrãos envolventes de antes.

Claramente, o Trance girou seu foco para a Inglaterra, absorvendo o que o  Judas Priest fazia na época, aumentando a potência das harmonias e o peso da seção rítmica.

Isso já fica claro na abertura, com “Heavy Metal Queen”, que mostra as novas credenciais britânicas  de seu heavy metal, trazendo as guitarras do Judas Priest para sua personalidade melódica.

Assim como a power ballad “Children of Illusion” traz um pouco da melancolia do metal britânico, nos dando a impressão de que o Nazareth se fundiu ao Judas Priest para compor uma balada.

“S L D (Dedicated to MCE)” também é mais cadenciada, com vocais lembrando levemente o Deep Purple em sua introdução e instrumental investindo andamentos e melodias sombrias e dramáticas nas guitarras inspiradas, que também apresentam progressões e harmônias interessantes na faixa “Shock Power”.

Até pisam no acelerador e concentram mais peso em “Storm & Thunder”. Isso, no contexto da cena alemã, fez a banda se aproximar do que faziam nomes como Avenger e Sinner, além de Anvil e Raven, defendendo o true metal com honestidade e força.

Se você gosta de heavy metal tipicamente oitentista, com produção que traz a ambientação dos áureos tempos do gênero, então “Power Infusion” é a ti indicado! Só pra você não ter dúvidas vou dizer que VOCÊ DEVIA OUVIR ISSO…

Ano: 1983

Top 3: Children of Illusion, “Heavy Metal Queen e “Burn Your Lies.

Formação: Lothar Antoni (Vocal e guitarra), Jürgen Baum (Bateria), Thomas Klein (Baixo), Markus Berger (Guitarra solo).

Disco Pai: Judas Priest –“British Steel” (1980).

Disco Irmão: Sinner – “Danger Zone” (1984).

Disco Filho: Avenger – “Prayers of Steel” (1985))

Curiosidades: Até 1996 seriam mais seis álbuns de estúdio na carreira do Trance, com destaque ainda a “Victory” (1985) e “Shock Power” (1994). Este disco foi recentemente lançado no Brasil, via Hellion Records.

Pra quem gosta de: Colete cheio de Patches, cerveja tipo Kölsch, e metal oitentista.

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