RESENHA | Inglorious, “II” (2017)

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Inglorious II
Inglorious: “II” (2017, Frontiers Music srl) NOTA:9,0

O Inglorious é uma raça em extinção nos dias de hoje: são cinco caras que indubitavelmente respeitam os paradigmas do Hard Rock setentista, com grandiosos riffs de guitarra e linhas vocais vindas da alma.

Em seu primeiro álbum já era possível contornar as influências de nomes como Deep Purple, Led Zeppelin, Whitesnake, Bad Company, Aerosmith, e The Rolling Stones (em menor escala) no decorrer das faixas, e “I Don’t Need Your Loving” já vai te garantir, pelos cacoetes coverdalenianos dos vocais e pelo riffão empolgante, que este caráter está mantido.

Formada em 2014 pelo vocalista Nathan James (Trans-Siberian Orchestra, Uli Jon Roth), a banda é completada neste registro por Andreas Eriksson e Wil Taylor (guitarra), Colin Parkinson (baixo), e Phil Beaver (bateria), e apresenta mais maturidade neste segundo álbum, claramente advinda da estrada, amplificando o groove e a intensidade de sua seção rítmica, que alicerça o Hard Rock mais tradicional possível.

Agora, temos mais doze músicas que se dividem em velocidade e fúria, ou elegância e malícia, por um Hard Rock fortemente inspirado nos moldes ingleses.

E dá-lhe variação de andamentos, vocais indomados, e guitarras flamejantes em faixas como “Taking The Blame” (um Hardão inflamado), “Read All About It” (faixa pulsante à lá Aerosmith), “Hell Or High Water” (Rock N’ Roll mais rápido e puxado pra escola norte-americana), “No Good For You”, ou a groovada “High Class Woman”.

Já em outros momentos, como em “Tell Me Why”, “Change Is Coming”, “Making Me Pay”, “I Got A Feeling” ou “Black Magic”, somos açoitados por maliciosas harmonias bluesy, numa cadenciada, mas forte, elegância melódica, que nos levam a eleger o Whitesnake e o Bad Company como as maiores ascendência dentre suas influências.

Até pela proximidade com o primeiro trabalho, este segundo capítulo soa como uma continuação da proposta, por vias mais intensas, mais lineares em termos de arranjos, reforçada na energia, e produção brilhante (à cargo da própria banda), evidenciando que mantiveram o estilo, mas nãos se acomodaram na zona de conforto.

Tudo na geometria musical do Inglorious remete à época de ouro do gênero, com adrenalina na hora certa, longe das cores mais pop, mesmo que abuse dos tons melódicos mais acessíveis, como na power ballad “Faraway” que remete ao trabalho solo de Glenn Hughes.

Não, não trazem nada de novo! Só tiram as teias de aranha, limpam o mofo e retocam as rachaduras que o tempo impôs ao estilo, e dão umas duas mãos de tinta moderna na sonoridade, nos oferecendo um álbum de Hard Rock para fã do estilo nenhum botar defeito!

Se na capa do álbum anterior ficava evidente o questionamento do papel da banda dentro do cenário britânico do Hard Rock,  agora podemos ver que a confiança já está mais acentuada, e são francos atiradores nas ruas escuras do Hard Rock moderno.  Se você gostou do primeiro capítulo, pode se dirigir ao próximo sem medo de ser feliz.

Em tempo, a banda anunciou a saída do guitarrista Wil Taylor logo após o fim das gravações deste novo trabalho. Seu substituto será o velho conhecido Drew Lowe.

Confira o clipe de “I Don’t Need Your Loving”… 

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