RESENHA | Billy F. Gibbons, “The Big Bad Blues” (2018)

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Billy F. Gibbons The Big Bad Blues ZZ Top
Billy F. Gibbons – “The Big Bad Blues” (2018, Concord Records, Hellion Records) NOTA:9,0

O ZZ Top sem dúvidas é uma das bandas mais legais do rock norte-americano.

Mesmo em sua encarnação mais polida e comercial nos anos 1980, o trio sempre primou pelo blues rock pulsante, guiado pela guitarra tão rústica quanto lamacenta de Billy F Gibbons.

Porém, o último disco do ZZ Top data de 2012, o bom “La Futura”. Após esse álbum, a banda, que mantém a mesma formação desde 1969, entrou num hiato. Ao menos no estúdio.

Para alento dos fãs, o guitarrista e vocalista, Billy F. Gibbons, engajou-se numa carreira solo que agora frutifica num segundo disco, o ótimo “The Big Bad Blues”, que retoma as raízes texanas do blues rock do ZZ Top, abandonadas em “Perfectamundo” (2015), primeiro disco solo, que trazia uma pegada mais latina.

E os preceitos do blues são reforçados em releituras de clássicos do gênero como “Standing Round Crying” (um blues choroso, arrepiante e árido de Muddy Waters), “Rolling and Tumbling” (também de Muddy Waters e que ganhou peso e intensidade, sendo um dos maiores destaques de “The Big Bad Blues”), “Bring It to Jerome” (uma versão de Bo Didley à moda “Eliminator” (1986)) e “Crackin’ Up” (também de Bo Didley), mas não só por isso!

Existem também detalhes de harmonica (à cargo de James Harman e do próprio Gibbons) espalhados de modo irrepreensível pelo álbum, além de riffs simples, mas inspirados, bem aclimatados pelos teclados objetivos do requisitado Mike Flanigin.

Ou seja, Billy Gibbons imprime suas marcas registradas não só nas seis cordas, mas também nos vocais murmurados por uma voz rouca, ambos fluindo sem esforço, mas implacáveis.

O guitarrista está em plena forma e ainda relevante em seu instrumento, experimentando texturas e sonoridades pelas amplas possibilidades do boogie. 

As raízes texanas do ZZ Top estão aqui, em faixas como “Missin’ Yo’ Kissin'” (atenção à bateria), “My Baby She Rocks” (aqui, siga o baixo), e “That’s What She Said”, que ecoam, como a maioria das onze faixas, o modelo de produção setentista da banda, com organicidade na cozinha seca que sustenta os licks, solos e riffs de Gibbons, mas oxigenada e sem nenhum vestígio de mofo, apesar da poeira necessária.

Faixas como “Second Line”“Let the Left Hand Know” são ótimos exemplos disso, pois elas caberiam perfeitamente no malicioso clássico “Eliminator” (1986), do ZZ Top, se você tirar dele aquela produção eletro-boogie. 

“The Big Bad Blues” soa como um novo disco do ZZ Top, recheado de guitarras maliciosas, piadas sujas, versos sacanas, e sacadas geniais. Essencialmente, um disco honesto e espontâneo!

TRACKLIST

1 Missin’ Yo’ Kissin’
2 My Baby She Rocks
3 Second Line
4 Standing Around Crying
5 Let the Left Hand Know
6 Bring It to Jerome
7 That’s What She Said
8 Mo’ Slower Blues
9 Hollywood 151
10 Rollin’ and Tumblin’
11 Crackin’ Up

FORMAÇÃO

Billy F. Gibbons (guitarra, harmonica, vocais)
Elwood Francis (guitarra, harmonica)
Joe Hardy (baixo)
James Harman (harmonica)
Mike Flanigin (teclados)
Greg Morrow (bateria)
Matt Sorum (bateria)

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