RESENHA | Mike LePond’s Silent Assassins, “Pawn and Prophecy” (2018)

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Mike LePond’s Silent Assassins Pawn and Prophecy
Mike LePond’s Silent Assassins: “Pawn and Prophecy” (2018, Frontiers Music srl) NOTA: 8,5

O Mike LePond’s Silent Assassins surgiu em 2014, pelas mãos do baixista do Symphony X, Mike LePond, e apresentou um interessante primeiro trabalho auto-intitulado, que ganha seu sucessor agora, em 2018, intitulado “Pawn and Phophecy”, e banhado no mais puro true metal, mesclando o classicismo oitentista com as peripécias do viking/folk metal moderno.

Mas já adianto que essa definição é apenas para situar o leitor, pois basta uma audição nos mais de vinte minutos da faixa-título para perceber que existem ascendências progressivas em  “Pawn and Phophecy”. 

Esta composição é uma pequena opereta, indo do epic metal ao burlesco tempero bluesy à lá Broadway, seguindo por folk power/thrash em passagens que se sobrepões de modo dramático e cativante. Ouso dizer que só esta faixa já carimba uma bela nota ao lançamento e o restante é bônus!

Num olhar geral, temos um metal  extremamente honesto e pesado, guiado pelo baixo encorpado e onipresente, guitarras agressivas e melódicas na medida certa, dona de riffs bravios, além dos refrãos marcantes.

“Masters Of The Hall” é um cartão de apresentação tempestuoso, com aroma de power/speed metal oitentista, que reaparecerá em “Antichrist”, e “Avengers Of Eden”,  enquanto “Black Legend” é um heavy n’ roll sujo e malicioso, tão eficiente quanto destrutivo.

Ou seja, temos um conjunto de faixas dinâmico, energético e vigoroso, que cativa na primeira audição.

O mais interessante é como LePond conseguiu uma produção pesada e suja para construir um heavy metal cheio de clichês, envolto naquela mística clássica do gênero, sendo que em nenhum momento a sonoridade soa datada, ou os arranjos cheiram a mofo, pois estas músicas possuem alto senso de liberdade sonora (confira a semi-acústica e multifacetada “The Mulberry Tree”) dentro do criativo espectro metálico que usam.

A agressividade moderna e a timbragem do baixo deixaram tudo com sabor particular (como em “I Am The Bull”), quase como uma true metal distópico.

Um belíssimo disco de metal clássico na modernidade!

 

 

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