RESENHA | Kansas, “The Prelude Implicit” (2016)

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Kansas Prelude Implicit
Kansas: “The Prelude Implicit” (2016, Inside Out Music) NOTA:9,5

O Kansas é uma das bandas mais bem sucedidas da história do Rock, com álbuns brilhantes e clássicos atemporais, representados, principalmente, pela balada “Dust In The Wind”, “Carry On My Wayward Son” e por “Play the Game Tonight”, dois dos marcos do AOR e que foram trilha sonora até mesmo de campanhas publicitárias de uma famosa marca de cigarros.

Três décadas se passaram, a discografia clássica continua altamente relevante, superando o teste do tempo, mas o guitarrista Rich Willians queria mais de sua banda, e quando Steve Walsh (vocalista) e Kerry Livgren (guitarra), os principais compositores, não se mostraram interessados em compor e gravar novo material, ele buscou novos integrantes para esta nova fase da banda, que apresenta o ótimo “The Prelude Implicit”, após dezesseis anos sem lançar um álbum de inéditas, que emana bom gosto musical e maturidade desconcertantes.

Tudo está certo, sem defeitos e muito bem elaborado.

Temos em “The Prelude Implicit” ótimos e inventivos arranjos, abusando de andamentos quebrados e muita melodia advinda da técnica de cada um de seus experientes músicos.

As clássicas linhas de violino estão estrategicamente alocadas, dando, além da grandiosidade erudita, um sabor diferenciado ao formato progressivo do Kansas, sempre preocupado com os bons refrãos.

Faixas como “With This Heart” (lembrando a fase transitória entre as décadas de setenta e oitenta da banda), “Rhythm in the Spirit”, “The Voyage of Eight Eighteen” (como vertiginosos solos de teclado e violino), e “Camouflage” trazem linhas progressivas flertando com o AOR/Hard Rock, muito pelos riffs de guitarra, além de muita energia, enquanto “Summer”, por exemplo, é puro Rock oitentista!

“Unsung Heroes” é a balada clássica, com sabor vintage, e onde Ronnie Platt (que tem momentos que remetem a John Elefante, mas no geral tem sua identidade) pode mostrar suas habilidades vocais e interpretativas, numa canção cheia de lirismo e romantismo, enquanto “Refugee” é aquela típica canção introspectiva, com progressão de acordes ao violão, arranjos vocais inspirados e detalhes ao violino e teclados.

Destaque ainda à faixa bônus “Home on the Range”

“The Prelude Implicit” é álbum que definitivamente reflete a essência musical do Kansas, progressivo, ousado, inventivo, mas ainda assim extremamente acessível e encantador. J

Confira a faixa “Visibility Zero”… 

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