RESENHA | FM: “Atomic Generation” (2018)

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FM Atomic Generation
FM: “Atomic Generation” (2018, Frontiers Music srl) NOTA:9,0

Desde que se reuniu em 2007 a banda inglesa FM tem lançado bons e periódicos trabalhos, com destaque a “Heroes and Villains”, de 2015.

Agora, três anos depois, também pela gravadora italiana Frontiers Music srl, lançam seu décimo primeiro trabalho, “Atomic Generation”, que tem tudo para superar o anterior e se parear com a força das composições do clássico “Indiscret” (1986), recentemente regravado! Sim, aquele mesmo álbum que traz a faixa “That Girl”, também gravada como b-side pelo Iron Maiden.

E toda a grandiloquência melódica da banda, afinada a algo de pop já aparece nos minutos iniciais de “Black Magic”, faixa de abertura, também cheia de adrenalina, um pouco de groove e melodia, principalmente nos backing vocals e no refrão grudento.

A sonoridade traz todos os elementos que fizeram do AOR/Hard Rock irresistível nos anos 1980, mas com uma produção que tirou o mofo de alguns momentos alinhados ao passado e que poderia deixar as composições com sabor datado.

Como bem nos mostram “In It For The Money”, “Stronger” (um hard rock de ascendência bluesy, e com uma introdução de teclados que remeteu a “Let It Rock”, do Bon Jovi) “Playing Tricks On Me”, a melhor do álbum, com seu naipe de metais azeitado, groove controlado e uma vibe que lembra Carlos Santana.

Estas são faixas que nos mostram não só como o FM está renovado e classudo, mas também a versatilidade do vocalista Steve Overland.

Não há dúvidas de que Steve Overland é um dos melhores vocalistas de sua geração, sendo que suas linhas vocais melodiosas e envolventes, na escola Paul Rodgers, agora vem mais classudas, como se quisesse mesclar os aspectos oitentistas de Joe Elliot com a emoção de Kelly Hansen à suas linhas características, sendo sua voz o único elemento que salva na dispensável balada “Love Is The Law”, que fecha o trabalho.

Destaque também para o trabalho do baixista Merv Goldsworth, que consegue sustentar a massa melódica deste disco, sendo versátil em momentos diferenciados do trabalho, além de onipresente  para que guitarras e teclados possa desvelar seu novelo grudento de harmonias.

Se melodia, refrão envolvente, backing vocals precisos, solos de guitarra, e vocais cheios de emoção são do seu agrado, e, além disso, você não se incomoda com teclados proeminentes, e momentos de forte apelo pop, ouça faixas como “Too Much Of A Good Thing”, “Killed By Love”, “Golden Days” (você vai estar cantando o refrão dessa música depois da primeira audição), “Make The Best Of What You Got” (outra das melhores, com malícia hard rock afiada), e a balada “Do You Love Me Enough” e viaje no tempo com harmonias bem feitas.

“Atomic Generation” vem recheado de teclados tipicamente oitentistas permeando o instrumental acessível, esbanjando qualidade musical, mas de uma forma mais madura, num claro reflexo da experiência como compositores acumulada nestas últimas três décadas.

Certamente esse vai ser um dos melhores discos do gênero em 2018.

Confira o clipe de “Black Magic”…

Confira o clipe de “Playing Tricks On Me”…

Confira a faixa “Make The Best Of What You Got”…

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