RESENHA | Dragonforce, “Re-Powered Within” (2018)

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Dragonforce Re-Powered Within
Dragonforce: “Re-Powered Within” (2018, Shinigami Records) NOTA:8,0

“Re-Powered Within” nada mais é que uma revisita do Dragonforce ao disco “The Power Within”, lançado em 2012, e que marca o início de uma fase crescente em criatividade e qualidade, completada por “Maximum Overload” (2014) e “Reaching Into Infinity” (2017).

As músicas foram totalmente remasterizadas e remixadas, sob a batuta do produtor Damien Rainaud.

E se na mixagem original Marc Hudson já dava mais amplitude à banda com seus vocais (afinal ele estreava em estúdio com a banda neste disco), isso fica ainda mais claro nestas roupagens melhor trabalhadas em estúdio.

O instrumental ganhou como essa remasterização, e chega com mais poder e tenacidade para energizar os clichês e as facilidades dos arranjos altamente cativantes, quando não açucarados pelos aspectos do power metal melódico.

O Dragonforce é a típica banda de Metal Melódico, investindo em faixas complexas, rápidas e intensas, construídas sobre uma geometria virtuosa e progressiva para o Speed Metal, mas alguns sabores vão além do usual ao gênero, respirando ares mais pesados e intensos.

O grande mérito de “Re-Powered Within” em comparação a “The Power Within” é que a nova masterização tirou um pouco da artificialidade do shred das guitarras que pareciam releituras de trilhas sonoras de jogos de video game, em ultra-velocidade.

Mesmo assim, os destaques ainda permanecem em “Fallen World”, “Cry Thunder”, “Wings of Liberty”, “Seasons”, e “Last Man Stands”. Além disso, as faixas bônus acredito serem muito  interessantes para fãs da banda!

O que nos leva à grande questão: era um trabalho necessário?

Talvez para a banda traga algum alívio psicológico quanto a estética. Podiam estar insatisfeitos com o resultado final de “The Power Within”, e parecem ser músicos extremamente detalhistas para deixar algo que os incomode, por menos que seja, para trás!

Alguns podem dizer que pouco mudou e a produção ainda está moderna e cirúrgica, quase pasteurizada, mas a remixagem amplificou sim as cores e os contrastes, inserindo estas músicas na atual imagética da banda (dos dois ótimos últimos discos), que levou o gênero a um novo patamar de intensidade e estrutura, com muita maturidade na reconstrução de seu Metal Melódico.

Confesso que eu prefiro essa versão renovada, mas também assumo que tê-la não me faz insatisfeito com “The Power Within”.

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