RESENHA | Audrey Horne, “Blackout” (2018)

 

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Audrey Horne Blackout
Audrey Horne: “Blackout” (2018, Napalm Records) NOTA:9,0

Saudades dos áureos tempos de Ozzy Osbourne, Thin Lizzy, Deep Purple, e Van Halen nos brindarem com clássicos do rock?

Pois bem, regozijai-vos com o Audrey Horne, formação com membros de algumas das mais pesadas bandas da Escandinávia (como Gorgoroth e Enslaved), que decidiram se deliciar compondo canções no mais puro rock n’ roll.

Claro que estão longe da pretensão de cunhar clássicos do rock, mas a emoção da fase áurea do gênero é marcada a ferro quente em sua discografia.

Já chegando a seu sexto álbum na carreira, intitulado “Blackout” (cuja capa reflete o surrealismo que o nome da banda carrega pela associação à série Twin Peaks), reforçam com mais maturidade e desenvoltura a herança musical do classic rock, mantendo a marca criada com alto senso melódico, por refrãos de ganchos melódicos vibrantes, e adrenalina com aroma vintage oxigenada por uma produção precisa, que deixa tudo mais inflamado possível, extremamente energético e  fresco.

As guitarras continuam transpirando as referências de Thin Lizzy, tendo muito espaço para brilhar nas passagens climáticas bem feitas, de longas linhas instrumentais, chegando a lembrar algo de Blue Oyster Cult em certos momentos, ou de NWOHBM noutros, no que tange à geometria instrumental desenhada pela banda.

E a dupla das seis cordas, Ice Dale (Arve Isdal, do Enslaved) e Thomas Tofthagen (do Sahg), é a responsável pelo feeling, malícia e destreza, através de solos intercalados e melodias dobradas construindo evoluções instrumentais técnicas que reafirmam o sentimento, sendo perceptível uma ideia musical que conduz todo o trabalho.

Tudo isso vem enraizado de rebeldia bem trabalhada, como bem mostram “This Is War” (que lembra a época em que o Iron Maiden era interessante), “Audrevolution”“Blackout” (Thin Lizzy mandou lembranças de novo), “Light Your Way” (um acelerado heavy rock de saborosos teclados, e moldes de Deep Purple), “Naysayer”, e a bônus “Juggernaut” (que refrão!), músicas  cativantes e bem erigias sobre os cânones do Heavy Rock.

Já “This One” (cadenciada, de riff bluesy e mais dramaticidade), “Satellite” (com destaque aos versáteis vocais e sua influências de disco music) e a outra “The End” (belíssima balada), refletem o dinamismo e variabilidade da sonoridade construída pelo Audrey Horne, muito pela versatilidade dos vocais de Toschie, cuja inflexão vocal lembra demais a voz de Ozzy Osbourne, mas também consegue ter personalidade.

Não posso esquecer de enaltecer o trabalho do baterista Kjetil Greve (do Deride), na melhor escola de Alex Van Halen, com versatilidade para sustentar as harmonias com concisão.

Fatalmente este foi um dos grandes discos da safra  neo-classic rock de 2018!

Confira a faixa “Satellite”…

Confira o clipe de “Audrevolution”…

Confira o clipe de “This Is War”… 

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