ATUALIZANDO A DISCOTECA: Worsis, “Blinded by the System” (2017)

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Worsis: “Blinded by the System” (2017, Independente) NOTA:8,0

Que porrada esse primeiro álbum da banda gaúcha Worsis! Mantendo a tradição do peso metálico no estado sulista, a banda nos entrega um thrash metal agressivo, maciço e intenso, com remissões aos nomes clássicos do gênero como Slayer, Sepultura, e Nuclear Assault, com a técnica apurada pela fúria e olhando para a modernidade, como bem desenhado na faixa que fecha este “Blinded by the System”, intitulada “Born To Bleed”. Um desfecho de tirar o fôlego.

Formada em 2014, impressiona como a banda construiu uma identidade tão forte em tão pouco tempo, mesclando bem as influências enquanto caminha alinhado aos tradicionalismos do gênero, fato comprovado na tempestuosa e trabalhada “Slaves of Society” (que em breves riffs de guitarra chega a lembrar uma passagem de “Battery”, do Metallica), que possui o peso necessário e a velocidade certa para tirar sua cabeça do pescoço.

Indo para o início do tracklist, as marteladas insanas e impiedosas de “Sisyphus” (um soco direto, com ritmo agressivo e boas guitarras), responsável pela abertura da discografia da banda, já nos conta que o peso e a velocidade serão características desse disco de thrash metal forjado na entropia da fúria, do ódio e da brutalidade, gerando sons de revolta cuja mensagem vem magnificamente estampada numa capa genial, e bem explicitada na força brasileira de “País Sem Lei”, faixa agressiva e com grande refrão.

Confira o lyric video de “Sisyphus”… 

A dinâmica dentro das composições é envolvente, variando da marcação mais reta do gênero para o groove azeitado, daqueles que provocam headbangins involuntários, temperando tudo com os modos punk do crossover/thrash, construindo um assalto musical que possui alívios melódicos nas linhas de guitarra bem delineadas pela técnica.

Tudo é muito veloz e trampado, entremeado por vocais tipicamente thrash, cuspidos com raiva, e bem impresso numa produção orgânica e crua (à cargo de Thiago Caurio), capaz de amplificar os sentimentos primitivos das harmonias e dos arranjos, deixando um sabor moderno, mas nada artificial, seja nos ataques mais diretos – como em “Echoes Of Pain”, “Still Resisting” “Manipulados Pelo Sistema” (uma das melhores do trabalho) -, seja nos momentos mais cadenciados – como em “False God” (um thrasão arrastado guiado por palhetadas precisas) e “Under Mud”.

Confira uma performance para “Echoes of Pain”… 

Todavia, o destaque máximo dentre as onze composições é aquela que se equilibra entre estas formas (rápida e cadenciada) de sua fórmula, intitulada “What Remains Of The Future?”. Se você gosta de thrash metal não há como resistir a esta música. E por aqui fica claro que os momentos mais cadenciados são os pontos altos dos arranjos, chegando a lembrar os clássicos do gêneros.

Ou seja, “Blinded by the System” promove quarenta minutos de thrash metal com guitarras cortantes, arranjos violentos e seção rítmica trabalhada na brutalidade.

Indicadíssimo!

 

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