ATUALIZANDO A DISCOTECA: Waste Pipes, “Fake Mistake” (2016)

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Waste Pipes: “Fake Mistake” (2016, Independente)

Natural de Turin, na Itália, esta banda nasceu em 2003 e vem lapidando suas influências roqueiras nestes treze anos (período que os credencia como uma das bandas mais longevas de sua cena), forjando, em três álbuns, um amálgama interessante de estilos, tendo ganhado certo reconhecimento nos palcos, não só italianos, mas em toda a Europa. Em 2013, comemoraram os dez anos da banda com a formação original e em 2015 começaram a trabalhar neste “Fatal Mistake”, que investe numa abordagem mais complexa e liberta, soando agressivo e melódico, além de serem necessárias algumas audições mais atentas para assimilar o misto de emoções musicais que são desfiladas nestas nove faixas diferenciadas.

“Headstrong” apresenta uma banda que mistura eras do rock, indo do classicismo do estilo às modernidades alternativas, com atitude a cacoetes do Hard Rock, que aparecem de modo mais evidente na segunda faixa, “Fire Below”, com guitarras bem encaixadas em riffs grudentos. Mas não se engane, a a banda é ousada na estrutura de seus arranjos, sendo destemidos na hora de mudar o caminho das faixas por andamentos diferenciados. Bebem muito na fonte roqueira de início dos anos 1990, seja na sujeira despojadas de alguns andamentos, seja nas passagens envolventes com pegada pop rock, ou nas guitarras tipicamente Hard Rock.

 Confira o video para a faixa “Stay The Night”

“Stay The Night”, por exemplo, tem uma pegada punk rock que se divide entre a forma noventista do estilo, que beira o saudosismo saudável, e a forma moderna do sleaze, como  praticado por bandas como Backyard Babies e Hardcore Superstar, numa faixa que seria sucesso fácil nas rádios noventistas, enquanto “The Loser Song” apresenta, nestas mesmas roupagens, um pouco mais de atitude rock n’ roll, principalmente nas guitarras, sendo que estas duas faixas saem um pouco da proposta inicial de arranjos mais ousados, investindo em usar e abusar da cartilha clássica do rock. Nesta última faixa se torna perceptível a limpidez da produção e a lapidada técnica dos músicos, que conseguem empolgar mesmo quando de valem do básico do estilo como arma, assim como acontece nas viscerais “For All The Time We Waste” e “Little Devils Scratched My Ears” (dona de guitarras endiabradas).

wastepipes

É impossível rotular o som destes italianos, indicado àqueles que curtem a ousadia moderna de nomes como Advent Horizon, Hardcore Superstar, Buckcherry e Backyard Babies.

A versatilidade musical se faz presente novamente na ótima “Chaos”, faixa que parece uma fusão do sleaze despojado do Hardcore Superstar com o alternativo elaborado do Live (Lembra? Aquela ótima banda noventista…), na sensacional “Not Enough”, uma canção moderna, inteligente e envolvente, assim como a pseudo-power ballad “Bad Growing”, que fecha o álbum me fazendo lembrar, em alguns momentos, o Motley Crue.

É impossível rotular o som destes italianos, que se aventuram por algo, no contexto geral, próximo a um Indie Progressivo (isso existe?), pois emprestam elementos do rock alternativo, Hard Rock setentista e oitentista, Indie Rock, Rock Progressivo e todas estas novas tendências roqueiras que valem a pena. Uma banda pra se prestar muita atenção se você curte a ousadia moderna de nomes como Advent Horizon, Hardcore Superstar, Buckcherry e Backyard Babies.

NOTA: 8,5

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