ATUALIZANDO A DISCOTECA: Visigoth, “Conqueror’s Oath” (2018)

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Visigoth Conquerors Oath
Visigoth: “Conqueror’s Oath” (2018, Metal Blade, Urubuz Records) NOTA:8,5

O Visigoth é uma banda de Salt Lake City, cidade no estado norte-americano de Utah, que impressionou pelo potencial exibido em seu primeiro álbum, “The Ravenant King”, lançado em 2015, enquanto misturava aspectos épicos e tradicionais do heavy metal, ecoando ensinamentos de bandas como Blind Guardian, Cirith Ungol, Iron Maiden, Manowar, Manilla Road e a obscura banda Ostrogoth.

Claro que também existiam aspectos mais modernos que alinhavam a sonoridade da banda, por vezes, a nomes como Grand Magus, Eternal Champion,  e principalmente o Twisted Tower DireAspectos ainda mais vívidos neste segundo trabalho, intitulado “Conqueror’s Oath”, assim como o anterior lançado via Metal Blade.

Os três anos que separam os dois trabalhos foram usados na lapidação das composições, todas concebidas após o lançamento de “The Ravenant King”. 

Ou seja, não existem “sobras” daquele primeiro disco retrabalhadas, o que além de um desafio (no que tange ao tempo para elaborar novas músicas) para o Visigoth, resultou numa personalidade própria para “Conqueror’s Oath”, sem a simples impressão de extensão do debut.

Por aí, já temos uma maior coesão dentre as composições, que são guiadas por uma linha musical bem desenhada, resultado de um personalidade musical melhor definida, em franco processo de maturação. Mas não se preocupe, não houve mudanças significativas.

As letras ainda possuem o envolvente cunho de fantasia, e os arranjos permanecem inspirados na grande onda do heavy metal tradicional dos anos 70 e 80.

Os backing vocals tão marcantes estão ainda melhor trabalhados em suas harmonias e inserções, que agora foram registrados por vocalistas convidados, e não somente pela replicação da voz do vocalista forte de Jake Rogers.

Visigoth Conqueror's Oath
No geral, “Conqueror’s Oath”, segundo álbum da banda noerte-americana Visigoth, é cativante, mas sem perder o peso clássico e a atitude invernal…

Nesse sentido, é impossível, principalmente pelos backing vocals, não lembrar do Blind Guardian em certos momentos. Um belo exemplo desse fato é esta na faixa de abertura, “Steel and Silver”.

As músicas estão mais curtas, melhor desenvolvidas sem circunlóquios instrumentais, outro reflexo do processo de maturação no direcionamento do Visigoth, além de refinamento de sua identidade, como bem exemplifica a direta “Salt City” e na dramática “Hammerforged”.

Isso significa mais energia concentrada nas passagens metálicas, riffs instigantes, melodias dobradas e/ou “cavalgadas” nas guitarras, solos tempestuosos e refrãos modelados por ganchos envolventes.

A variação entre intensidade e complexidade está em constante atrito, oxigenada pelos movimentos climáticos, quase cinematográficos (confira a abertura de “Traitor’s Gate”).

No geral, “Conqueror’s Oath” é cativante, mas sem perder o peso clássico e a atitude invernal, como em “Warrior Queen”, na faixa-título, e nas rápidas e furiosas “Outlive Them All” “Blades in the Night”.

Estas faixas são destaques da forma “retrô” de power/heavy metal do Visigoth, que se não prima pela originalidade, ao menos possui o frescor necessário para renovar a diversão de um bom disco de puro heavy metal.

Individualmente, cada músico também apresenta sua parcela de evolução técnica, sendo o já citado vocalista Jake o que mais experimentou esse desenvolvimento, impondo mais segurança e criatividade em suas linhas.

A produção não deixa as texturas descambarem para formas mais primitivas e ásperas, mas também não permite muita polidez clínica, mesmo em melodias que pisam no hard rock!

Vale muito a pena conferir, pois o Visigoth é uma das bandas mais interessantes da nova geração a se dedicar aos contornos épicos e tradicionais do no nosso amado heavy metal, sem soar uma caricatura.

Confira o clipe de “Warrior Queen”…

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