ATUALIZANDO A DISCOTECA: Unisonic, “Live In Wacken” (2017)

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Unisonic: “Live in Wacken” (2017, earMUSIC, Shinigami Records) NOTA:8,5

Vamos começar conferindo apenas a escalação de músicos do Unisonic: Michael Kiske (vocais), Kai Hansen e Mandy Meyer (guitarras), Dennis Ward (baixo) e Kosta Zafiriou (bateria). Quase uma fusão do Helloween com o Pink Cream 69. Formada em 2009 por Kiske e Ward, Hansen só se juntou o time em 2011, causando estardalhaço na cena metálica, principalmente da ala melódica do gênero que viam juntos, novamente, dois dos mentores intelectuais dos álbuns que foram pedras fundamentais do Metal Melódico: “Keeper Of The Seven Keys Part I” (1987) e “Keeper Of The Seven Keys Part II” (1988).

E de fato não seria necessário dizer mais nada para que você vá atrás deste “Live In Wacken”, CD ao vivo, registrado no Wacken Open Air Festival de 2016 (o mesmo onde Hansen comemorou seus trinta anos de carreira com o Hansen & Friends, rendendo o live album “Thank You Wacken” [2017]), o maior festival de Heavy Metal da atualidade, mesmo que você nunca tivesse ouvido quaisquer um dos dois álbuns lançados por este supergrupo do Heavy Metal. Mas como não resistimos a possibilidade de escrever um texto sobre esse disco, vamos às considerações pertinentes acerca do primeiro álbum ao vivo do Unisonic.

Ao contrário de oferecer uma sonoridade semelhante ao Helloween, o Unisonic apresentou, em seu primeiro e auto-intitulado álbum de 2012, uma veia Hard Rock (talvez por influência de Meyer, Zafiriou e Ward) mais pulsante dentro do metal, mas longe dos clichês e futilidades do estilo, com destaque a faixas como “Unisonic”, “Star Rider”, “King for a Day”  e “My Sanctuary” (uma das faixas do repertório que mais funcionaram ao vivo, com guitarra cheia de ganchos e vocais de forte apelo melódico).

Todas estas faixas estão presentes neste “Live In Wacken”, ao lado de “Venite 2.0”, que inicia o show em tons épicos e sinfônicos abrindo alas para a o Metal tipicamente melódico de “For the Kingdom” (cujas linhas vocais iniciais sempre me lembram de “Is There Anybody There”, do Scorpions), seguida de “Your Time Has Come” (também rápida e melódica), “Exceptional” (outro Hard Rock irresistível que também funcionou muito bem ao vivo), “When the Deed Is Done” “Throne of the Dawn”, composições de “Light Of Dawn”, seu segundo disco de 2014, que reafirmava a proposta musical do primeiro capítulo, mas agora com mais destreza e entrosamento.

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“Live In Wacken”, registra o show no Wacken Open Air Festival de 2016 realizado pelo supergrupo Unisonic, onde não só apresentaram seu Melodic Rock/Metal com máxima eficiência, mas também nos ofereceram duas peças do Helloween, retiradas das clássicas duas partes de “Keeper Of The Seven Keys”…

Nestas composições fica evidente como a mistura de Melodic Rock e Heavy Metal do Unisonic funciona bem ao vivo, por ser recheada de momentos onde o público  pode cantar junto com Kiske, que por sua vez esbanja carisma e controle do público que parece hipnotizado por sua presença, numa troca de energia intensa, fato bem evidente no DVD Bônus, mas que também fica explícito durante a execução de “Star Rider” e no fim com “Unisonic”.

Claro que as guitarras são os motores do cativante Hard n’ Heavy da banda, com destaque à fluidez e versatilidade de Hansen, que equilibra o jogo musical com Kiske por solos dilacerantes e linhas flamejantes, mostrando com destreza e vigor todo o conhecimento dos cânones do Rock/Metal melódico.

A banda, que num todo se mostra em grande forma e entrosamento, injetou um pouco mais de peso e energia nas interpretações ao vivo de suas composições, o que nos leva a um resultado até mais cativante que o de estúdio, conferindo um sentido épico mais vívido aos momentos mais afinados ao Power Metal e mais sabor aos ganchos das peças mais melódicas.

Confira a performance para “Unisonic”… 

Mesmo com todo a excelência e força das composições do Unisonic, os pontos altos da apresentação são, sem dúvidas, nas performances de “A Little Time” (que ainda esboça uma fusão com a clássica “Victm of Changes”, do Judas Priest) e “March of Time” (anunciada por Kiske em alemão), dois clássicos do Helloween, retiradas das duas partes de “Keeper Of The Seven Keys”.

Dizer que a masterização e mixagem de Dennis Ward é impecável seria mais do mesmo, afinal ele é um dos produtores mais renomados dentro do rock atualmente, nos brindando com uma produção limpa, tenaz e que não lima a atmosfera ao vivo do trabalho por não estar polida em demasia.

Como já adiantado acima, temos um DVD bônus com o registro de seis faixas do tracklist (estranho apenas este número, será que o registro das demais não agradou a banda que abortou o projeto de um DVD ao vivo, oferecendo parte dele como bônus?), filmadas com uma variedade interessante de ângulos.

Um item obrigatório para quem aprecia os meandros mais melódicos do Rock/Metal!

 

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