ATUALIZANDO A DISCOTECA: The Wasted, “Rotten Society”

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The Wasted, “Rotten Society” (2017, Independente) NOTA:8,0

A banda The Wasted, oriunda de Tatuí, no interior do estado de São Paulo traz uma proposta interessante e relativamente difícil de rotular. É um Thrash Metal que algumas vezes se esbalda no Metal mais tradicional, ou esbarra nos aspectos Alternativos, e que no geral possui a vibração tempestuosa do Crossover.

Desta forma, pela “simplicidade de notação”, sem perda de generalidade, e ganhando objetividade, vamos alocar o The Wasted dentro do Thrash/Crossover, mas saiba de antemão que existe muito mais nestas oito composições, mesmo ficando claro que o Thrash Metal é a principal influência da banda.

“Rotten Society” é seu primeiro full lenght, chegando após um EP auto-intitulado, de 2015, e algumas participações em coletâneasagrandando de saída pela parte gráfica simples, mas instigante, a começar pela capa construída sobre a inquietação e “sujeira” da arte urbana, servindo de alegoria para o que ouviremos canalizado pela produção crua e orgânica à cargo do baterista Rodrigo Mariano.

A banda The Wasted, oriunda do interior do estado de São Paulo, traz uma proposta interessante e relativamente difícil de rotular, tendo o Thrash Metal como principal influência, mas indo além do gênero… 

O tradicionalismo da fórmula é latente no ataque sonoro, que ainda tem as necessárias passagens cadenciadas e quebradas, oxigenando e dinamizando o “Metal/Punk” engajado, imperativo, e bem construído por guitarras incisivas, de estruturação técnica e pesada da dupla baixo-bateria, num instrumental que moldura os vocais densos e de determinação furiosa, resultando num som direto,  onde a pauleira come solta, com solos em profusão, carregado de potentes riffs e energia contagiante.

Ou seja, variando bem a impetuosidade e rebeldia das influências do Hardcore novaiorquino com o peso muscular do Thrash Metal, num equilíbrio de fúria com a alta musicalidade (principalmente nas guitarras divididas por Rafael Oliveira e Lina Kruze, que carregam toda a ousadia melódica da proposta), constroem faixas como “Heritage” (que  trará passagens tradicionais ao Heavy Metal, chegando a lembrar algo de NWOBHM, nos vocais principalmente), “Genocide”, “Preachers of Hate”, “Cannibals”, e “Heart Attack”, que oscilarão com veemência entre o Metal mais puro e a intransigência Punk.

Confira o clipe de “Everything is Under Control”… 

Claro que existe um abuso dos clichês, mas acredito que este fator está longe de implicar falta de criatividade, ficando a sensação de que é assim que os músicos desejavam desvelar sua fórmula contundente, principalmente quando as guitarras furiosas nos apresentam faixas interessantes como “Rational Madness” (rastejante e pujante), “Everything is Under Control”, e “Hate Mankind Hate”, facilmente as melhores do álbum.

No geral, temos uma proposta interessante, que soa promissora pela personalidade atingida rapidamente (a banda nasceu em 2011), mas que carece de um pouco mais de lapidação (é sempre bom fugir dos clichês, mesmo dos propositais), principalmente na produção que soa crua em demasia.

Um primeiro passo que mostra consistência e oferece perspectiva para evolução.

Confira a faixa “Hate Mankind Hate”… 

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