ATUALIZANDO A DISCOTECA: The 69 Eyes, “Universal Monsters” (2016)

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The 69 Eyes: “Universal Monsters” (2016, Nuclear Blast)

Nota: 10,0

Imagine o Dr. Victor Von Frankenstein, personagem criado por Mary Shelley, em seu laboratório gótico pré-vitoriano, a postos para dar vida à sua próxima criação: um híbrido musical de Rolling Stones, Def Leppard, Sisters Of Mercy e The Mission. Um monstro musical gótico vestido de harmonias roqueiras clássicas, muito feeling e um excelente trabalho de guitarras. Se essa cena fosse passível de realidade em algum plano paralelo, em meio a trovoadas, sombras e muita melancolia gótica, o resultado seria a banda finlandesa The 69 Eyes, que nos apresenta seu décimo primeiro álbum, praticando uma versão mais amadurecida de sua melhor fase, entre 2002 e 2007.

A mistura do Hard/Rock n’ Roll com o Gothic Rock oitentista, de refrões pegajosos, vocais empostados e teclado climáticos bem encaixados, num desfile contínuo de criatividade em arranjos simples, mas bem trabalhos, que variam da melancolia pulsante ao hard rock mais libidinosos.

 “Dolce Vita” abre o trabalho com os tradicionais elementos do rock gótico

Em cada composição notamos detalhes diferentes e variados, em meio a tradicional sonoridade da banda, balanceando bem as raízes da banda com a maturidade atingida nos últimos anos, sendo que sempre nos deparamos com algum detalhe dos arranjos que nos passaram despercebidos anteriormente, oxigenando o álbum, de modo a antagonizar com a monotonia.

“Dolce Vita” abre o trabalho com os tradicionais elementos do rock gótico, que em “Jet Fighter Plane” será amplificado para um rock n’ roll clássico e de solo inspirado. Em alguns momentos, como nas faixas “Lady Darkness” e “Rock n’ Roll Junkie“, se banham mais intensamente nas influências de Rolling Stones, concretizando uma versão gótica dos britânicos.

 “Jet Fighter Plane”, amplifica o clima gótico para um rock n’ roll clássico, de solo inspirado.

A banda, conhecida como “Os Vampiros de Helsinque”, neste álbum, nos faz imaginar como soaria se Conde Drácula liderasse uma banda na Sunset Strip oitentista na faixa “Shallow Graves”, enquanto “Miss Pastis” oferece um interessante hard/blues/rock gótico (se é que isso existe!) cheio de efeitos e me indago até agora se a faixa “Never” seria um western/gothic rock? Como destaques máximos temos “Blackbird Pie” (com andamentos variados, com violões e cadência empolgante) e “Jerusalem” (um puro e classudo rock gótico).

 “Jerusalem” é um puro e classudo rock gótico.

Definitivamente, um dos melhores álbuns do ano de 2016 e se você, de longa data, espera um álbum aos moldes do clássico “Paris Kills” (2002), não perca tempo!

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