ATUALIZANDO A DISCOTECA: Syn TZ, “Heavy Load” (2017)

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Por Will Bernardes

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Syn TZ: “Heavy Load” (2017, Independente) NOTA:9,0

“A satisfação de ter feito parte de um movimento, de ter sua música eternizada, de ver as pessoas cantando, ouvindo e curtindo seu trabalho é algo que vale muito a pena, mais do que o dinheiro” (Marco A. Girardi)

 Bandas como Syn TZ, oriunda de Balneário Camboriú-SC, que vestem a camisa e trabalham duro para levar sua música ao grande público, nem sempre alcançam o devido reconhecimento por questões que vão desde a falta de apoio financeiro até a falta de oportunidade por meio de veículos especializados.

A paixão pela causa atropela essa enxurrada de barreiras e serve de estopim para inspirar a criação de excelentes trabalhos como esse primeiro registro dos catarinenses. Gravado de forma independente, a qualidade da obra se equipara ao de grandes nomes do gênero, não apenas nos patamares nacionais, mas também dos “intocáveis” gringos.

“Heavy Load” conjura ótimas sacadas metálicas que vão do heavy tradicional ao thrash metal com tanta naturalidade que fica difícil classificar um gênero especifico ao trabalho deles, por ora, como os próprios integrantes afirmam, suas músicas são um conjunto de estilos que eles ouvem e inspiram no processo de criação, destilando elementos diversificados do rock e do heavy em geral sem rotulações.

Confira o clipe de “The Decline”… 

Com produção a cargo de Renato Pimentel do conceituado estúdio The Magic Place em Santa Catarina, o que mais se destaca na essência do disco é a qualidade impecável e cristalina dos instrumentos, arranjos congruentes, solos certeiros e bem construídos com profissionalismo e técnica de ponta que vigora o heavy metal gorduroso com riffs ganchudos e andamentos concisos.

Somos seduzidos pela locomotiva de riffs cortantes logo em “Stubborn”, que abre o disco, onde quem manda é a guitarra precisa de Marco Aurélio Girardi. Marco que é remanescente da banda Syndrome recrutou Edu Beeck ao posto de baixista no lugar de Osvaldo Dauve, seu ex colega na antiga banda, e junto ao baterista Vander Verch (ex-Dracma) e o vocalista Giuliano Schmidt (ex-Still Life Remains) iniciou os preparativos do processo de composição e criação do debut.

Confira a música “Stubborn”… 

Giuliano contribuiu com algumas composições de sua autoria trazendo mais dinâmica e enriquecendo a parte lírica onde todos os membros tem seu espaço no processo que, em grande parte, fica a cargo de Marco.

O ponto positivo é o tracklist balanceado e inteligível, que segue numa vibe tradicional com requinte e eleva a musicalidade do grupo por meio da simplicidade. A trinca “Killing Me”, “Under Control” e “Held by the Cold” fisgam os amantes do “pure fucking metal” pelas quebradas inteligentes e riffs pegajosos, sem esquecer de mencionar as boas linhas vocais, principalmente nos backing vocals que marcam bem os refrões e energizam as sequencias.

Um trabalho competente de uma banda promissora que abraça a causa, arregaça as mangas e espalha o feeling do heavy metal em sua essência grandiosa com maturidade e profissionalismo. Indicadíssimo para se ouvir de ponta a ponta no volume máximo!

 

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