SUPERGRUPOS DO ROCK – Última Parte: O Novo Milênio

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Os anos 2000 chegaram carregados da carga pesada da falta de qualidade geral da música pop no fim dos anos 90. As grandes bandas passavam por uma crise de composição e a última banda realmente original a fazer sucesso (não a ser criada) no fim dos anos 90, o Rage Against The Machine, anunciava o fim de suas atividades. A crise no rock n’ roll era tamanha que a cada dia nascia e morria uma nova salvação do rock. Vieram The Strokes, The Darkness, The Libertines, White Stripes e muitas outras que me fazer perguntar agora: Onde eles estão?

Audioslave: A melhor banda do início dos anos 2000.

Porém, a melhor banda surgida no princípio do novo milênio, potencialmente foi o Audioslave, supergrupo formado por Chris Cornell (Soundgarden), Tom Morello (Rage Against the Machine), Tim Commerford (Rage Against the Machine) e Brad Wilk (Rage Against the Machine).

O primeiro álbum do conjunto foi um sopro de vida na cena rock n’ roll naqueles dias. A fúria da canção Cochise ecoou em todo o mundo, em especial na “popesca” programação da malfadada Mtv. Lançaram três discos até que o Rage Against The Machine voltou à ativa no fim da primeira década dos anos 2000.

Velvet Revolver: “Dirty Little Thing”…

Com este fôlego novo, os supergrupos ganharam nova força e em 2002 surge uma grande expectativa ao ser anunciado que Scott Weiland (Stone Temple Pilots), Slash (Guns N’ Roses), Duff McKagan (Guns N’ Roses), Matt Sorum (Guns N’ Roses) e Dave Kushner (Wasted Youth) estavam se reunindo sob a alcunha Velvet Revolver. O primeiro álbum obteve um grande sucesso graças ao single de Fall To Pieces. Lançaram apenas dois discos e a banda se desfez por causa das bebedeiras de Weiland que viria a falecer em 2015.

Muitos supergrupos foram formados neste período e não ficaram assim tão famosos e muitos não passaram de apenas um álbum. Em 2004, o Ataraxia trazia John Frusciante (Red Hot Chili Peppers), Joe Lally, (Fugazi) e Josh Klinghoffer. O The God, The Bad and The Queen trazia Damon Albarn (Blur/Gorillaz), Paul Simonon (The Clash), Simon Tong (The Verve) e Tony Allen (Fela Kuti) e lançaram um grande álbum de estréia em 2007, mas foi só.

Alter Bridge: “Open Your Eyes”… 

Em contrapartida, no mesmo ano de 2004, após o fim do Creed, banda com grande sucesso comercial no fim dos 90 e começo dos anos 2000, Myles Kennedy (The Mayfield Four), Mark Tremonti (Creed), Scott Phillips (Creed) e Brian Marshall (Creed) formaram o fenomenal Alter Bridge, que ainda se mantém ativo e lançando ótimos álbuns, sendo uma das bandas mais relevantes de sua geração.

O ano de 2006 ainda trouxe a grande formação do The Raconteurs: Jack White (The White Stripes), Brendan Benson, Jack Lawrence (The Greenhornes), Patrick Keeler (The Greenhornes) e Dean Fertita (The Waxwings). Jack White criou um belo álbum de rock n’ roll como há muito tempo não se via. A faixa Steady As She Goes se tornou um clássico do rock moderno.

The Racounteurs: Steady As She Goes… 

Mas o melhor foi deixado para o final da década.  Em 2009, Sammy Hagar (Van Halen), Michael Anthony (Van Halen), Joe Satriani (Solo) e Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) anunciaram que estavam formando uma nova banda batizada de Chickenfoot.

Com certeza, junto ao Audioslave são os melhores supergrupos da primeira década deste novo milênio. Lançaram dois discos de estúdio e uma coletânea com qualidade muito superior ao que se é lançado no mainstream hoje em dia.

Chickenfoot: “Soap On A Rope”… 

Ainda em 2009, foi anunciado o nascimento do Them Crooked Vultures, supergrupo de rock formado em 2009 por John Paul Jones (Led Zeppelin), Josh Homme (Queens of the Stone Age e Kyuss) e Dave Grohl (Foo Fighters e ex-Nirvana). Lançaram apenas um álbum muito elogiado que encheu os fãs de esperança quanto ao futuro da banda.

E aí parecia uma epidemia entre os grandes nomes do rock no fim desta década  se reunir em supergrupos. O Black Country Communion é um supergrupo inglês-estadunidense de rock formado por Glenn Hughes (Deep Purple, Trappeze, Black Sabbath), Jason Bonham (UFO e filho de John Boham), Derek Sherinian (Dream Theater) e Joe Bonamassa. Com dois álbuns de qualidade extrema lançados, os fãs esperam mais deste combo.

Black Country Communion: “Man In The Middle”… 

E lelo que parece, o vírus do supergrupo deve ter se espalhando nas garrafas de Jack Daniel’s, pois até Lemmy “The God” Kilmster do Motorhead entrou na farra.  O The Head Cat é um trio de rockabilly que conta ainda com Danny B. Harvey (guitarrista do Rockats, 13 Cats e Lonesome Spurs) e Slim Jim Phantom (baterista do Stray Cats).  O som do grupo é diferente de tudo que é feito pelos componentes principais em suas bandas originais. Muito indicado.

Nesta nova era dos supergrupos com o início da nova década, tivemos o anúncio do Superheavy. Mick Jagger (Ah! Você de qual banda!), Joss Stone, Dave Stewart (Eurythmics), Damien Marley (filho de Bob Marley) e o músico indiano A. R. Rahman se reuniram em torno do nome que pode ser traduzido como peso-pesado. Porém o lançamento autointitulado não refletiu em qualidade as expectativas criadas pelos nomes em questão.

The Dead Weather: “Treat Me Like Your Mother”… 

Não é o mesmo que acontece com o espetacular The Dead Weather, mais um super conjunto liderado por Jack White, fundador do extinto White Stripes, e que conta com Dean Fertita (Queens of the Stone Age), Jack Lawrence (The Greenhornes) e  Alison Mosshart (The Kills) e lançaram discos preciosos.

No mundo do heavy metal, Andre Matos (Angra), Timo Tolkki (Stratovarius), Uli Kusch (Helloween) e Jari Kainulainen (Sonata Arctica) juntaram forças e montaram o Symfonia que lançou um primeiro álbum muito bom, mas frustraram as expectativas no mundo do da música pesada.

Estamos chegando ao fim da nossa viagem pelo universo dos supergrupos. A próxima, e última postagem a tratar do assunto, trará as uniões que incrivelmente não deram certo. Até lá…

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