ATUALIZANDO A DISCOTECA: Stepfather Fred, “Dummies, Dolls & Masters”

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STEPFATHER FRED: “Dummies, Dolls & Masters” (2016, El Puerto Records)

O que temos aqui é um Heavy Rock, com pegada Hard Rock, despojamento nos arranjos, guitarras transitando da influência bluesy para uma pegada alternativa e noventista (como nos momentos iniciais de “Have A Good Time”, uma das melhores faixas do álbum), cozinha groovada e com destaque aos vocais de Sebastian Schuster que soam como um turbilhão de classicismos do estilo em meio a muita sujeira, principalmente por causa do perene, mesmo que algumas vezes mais sutil, espírito southern. O que nos leva a pensar que se trata de uma banda norte-americana enquanto somos envolvidos cada vez mais por este trabalho. Qual não foi minha surpresa quando descobri que, na verdade, este é o quarto álbum de uma banda do sul, mas da Alemanha?

Confira o clipe para a faixa “Beat It”.

“Bitchbanger”, “Freedom Call” “Libertine” abrem o álbum resumindo bem suas características: riffs e groove empolgantes numa formatação mais voltada ao Hard Rock, mesclando cadência e velocidade controlada. Mantendo um alto padrão qualitativo nas composições, temos um álbum muito bem construído em cima de riffs e refrãos inspirados, mas que também apresentam ótimas variações nos arranjos dentro das fronteiras do puro, lascivo e primal rock n’ roll, soando nervoso, mesmo em seu momentos mais cadenciados (como na excelente “Lonely Toy”), fazendo com que a interseção de estilos nos remeta muito ao sleazy. Destaques ainda para “Beat It” e “Have A Good Time” que promovem duas irresistíveis fusões de Hard Rock com artifícios roqueiros alternativos, além da balada “Imprudent” (acústica com toda a introspecção e melancolia inerente à abordagem alternativa e com um solo de guitarra impregnado de lama southern), e de “Isolation”, que chega a lembrar o Muse em alguns momentos.

 

 

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