ATUALIZANDO A DISCOTECA: Seven Spires, “Solveig” (2017)

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Seven Spires: “Solveig” (2017, Hellion Records) NOTA:9,0

Formada em 2013, a banda norte-americana Seven Spires lapidou sua fórmula durante quatro anos, até que lançasse este “Solveig”, seu primeiro álbum completo. Tendo como mentor intelectual o par Adrienne Cowan (vocais) e Jack Kosto (guitarra), responsáveis pela formatação de toda a imagética da banda, acumularam um EP no processo de amadurecimento de sua sonoridade, que culminou num álbum conceitual dividido em dois atos.

Musicalmente, é mais fácil dizer que a banda pratica o Symphonic Metal (como registrado em alta classe nas faixas “Choices”) enquanto conta a jornada fantástica da alma perdida “através do submundo neo-vitoriano de um Demônio sem sol.” Sim! Existe um certo romantismo literário clássico aclimatando “Solveig”, bem como um ar cinematográfico oxigenando seus arranjos, intermezzos, e introduções.

Ou seja, podemos esperar orquestrações cheias de sombras nos cantos, bem como o requinte erudito e o tom dramático das trilhas sonoras, com detalhes sutis, permeando a força do Power Metal entrelaçada ao extremismo sinfônico que se encontra também arraigado nestas quinze composições. Pense numa fusão de Epica, Kamelot, Judas Priest e Dimmu Borgir, e você estará perto do “resumo da ópera”.

O quarteto Seven Spires pratica um Symphonic Metal sombrio, requintado, dramático e cinematográfico, enquanto conta a jornada fantástica da alma perdida “através do submundo neo-vitoriano de um Demônio sem sol.”

Um projeto audacioso que os aproxima do conceito operístico, reforçado pelos versáteis vocais de Adrienne, que consegue ser agressiva e vibrante (como em “The Paradox”) com a mesma competência e envolvência com que se mostra angelical e sensível (como em “100 Days”), fornecendo a parcela dramática exata que cada composição pede. Seu trabalho é tão sólido que parece existirem mais de uma vocalista na banda.

Também há de esperar um toque sofisticado no instrumental e ele aqui se encontra, mas sem presunção, numa harmonização interessante com o feeling, onde percebemos a mão do renomado produtor Sascha Paeth (Avantasia, Kamelot, Epica, Rhapsody), que conseguiu capturar, sem excesso de polimento, a essência diversificada da banda, misturando inúmeros subgêneros metálicos como artifícios emocionais, dando uma personalidade ao trabalho como um todo. Desta forma, nada aqui soa como uma colcha-de-retalhos oportunista.

Confira o clipe de “The Cabaret of Dreams”… 

E neste ora majestoso, ora agressivo, passeio pelo espectro metálico é impossível não destacar faixas como “Encounter” (cativante e de extremo bom gosto), “Closure” (quase um resumo de sua proposta sonora), “Stay” (seguindo à sua maneira os preceitos do Power Metal Sinfônico), “The Paradox” (com passagens agressivas e bem trabalhadas), a melancólica “Depths” e a épica “Burn”.

Inteligentemente, mesmo que exista um escopo épico com ares do Velho Mundo, nada é superlativo ao ponto de ser enfadonho, ou exagerado, as músicas não são elásticas e carregam um senso melódico que extrapola o Heavy Metal, como na ótima “The Cabaret of Dreams”, que tem um apelo burlesco que remete, em grande parte, ao Hard Rock de Alice Cooper.

Em “Solveig” o Seven Spires formou um contorno musical luxuriante, bem trabalhado em estúdio para expressar, em momentos diferentes, serenidade ou exaltação, tristeza ou vitória, fúria ou volúpia, gerando altas doses de energia cativante.

Confira já!

Confira o clipe de “The Paradox”… 

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