CLÁSSICO DA LITERATURA: “Senhor das Moscas”, de William Golding

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Por Laira Arvelos

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William Golding: “O Senhor das Moscas” (1954, 2014, Companhia das Letras)

Apesar da passagem de Blaze Bailey ter sido excessivamente comentada e criticada, desta fase do Iron Maiden, especificamente no álbum The X Factor, o single ‘The Lord of flies’, nos ajudará a falar desta obra clássica da Literatura Mundial de mesmo nome, escrita por William Golding: “Senhor das moscas”.

Este termo é tradução que referencia ao demônio,  a Belzebu, que é a representação do mal e da decadência, o que faz todo sentido tanto como parte, tanto como título da narrativa.

O conturbado William Golding nasceu na Canualha, Inglaterra. Antes de se tornar escritor, foi ator, músico, e professor primário, entre outras atividades.

Em 1935, lançou seu primeiro livro Poems. Senhor das moscas seu primeiro romance, foi publicado em 1954, depois de ser rejeitado por uma série de editoras. Escreveu outros dez romances, além de uma peça teatral e livros de Ensaios.

Em 1980 recebeu o Booker Prize por Ritos de passagem e, em 1983, o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto da obra. Foi sagrado cavaleiro britânico em 1988. Sobre seus romances a fundação Nobel afirma que “iluminam a condição humana no mundo de hoje”.

Um grupo de crianças inglesas, após a queda de uma avião, ficam isolados em uma ilha (todos os adultos morreram), eles tem agora a missão de sobreviver nestas condições, inicialmente como grupo há certa tranquilidade, ordem e inocência, mas aos poucos acompanhamos a barbárie e descontrole e é aí que a música busca a referência ao dar melodia a postura de Jack, um dos protagonistas,

Frases como “ I just want to feel like we’re Strong” (Eu só quero sentir que somos fortes ) , “We don’t need a code os morality” (Nós não precisamos de um código moral) e “Killing so we survive wherever we may roam” (Matar para que sobrevivamos onde quer que vague), apresentam os pensamentos do garoto que acabou segregando o grupo, exercendo sobre eles atitudes totalitárias.

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William Golding escreveu outros dez romances, além de uma peça teatral e livros de Ensaios. Em 1983, foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto da obra,quando afirmaram que suas obras  “iluminam a condição humana no mundo de hoje”.

O Senhor das Moscas é um livro com uma história bem escrita e simples, mas pesada por carregar um simbolismo e situações que estarrece o leitor, o que faz com que a continuidade da leitura seja pausada para sua digestão.

Os meninos alegoricamente nos apresentam pontos sobre a regras, a ética, os valores, a liberdade e maldade humana.

Sem a figura adulta para ensinar e coibir, eles agora longe da sociedade, ferem a ilha antes intocada; o ser humano é quem corrompe a natureza. Ralph tenta colocar regras a população quase sempre dando voz ao querido Porquinho, a voz da razão, a voz da ciência e pensamento, no início há até uma aceitação, mas logo os afazeres são deixados de lado.

A concha em mão é a ordem, na assembleia, ela é que dá o momento de fala, Ralph é insistente em manter a fogueira acesa que é a única forma de serem resgatados.

Porquinho, Ah! o querido Porquinho (lágrimas), esnobado,  com seus óculos e ciência, tenta incessantemente ajudar o grupo. Será que pessoas valorizam o conhecimento? (ironia) Quando a ‘visão’ é perdida, o grupo está aos poucos perdendo o rumo.

Jack leva os meninos a momentos lúgubres. O que aconteceria conosco se estivéssemos em um local sem regras? Somos maus por natureza?

Golding, escreveu este livro para criticar uma obra escrita quase que 100 anos antes da sua The Coral Island, onde meninos submetidos as mesmas condições se portavam de forma civilizada, com superação e heroísmo, esta curiosidade me fez lembrar do maravilhoso Poema em linha reta de Pessoa.

O autor R. M. Ballantyne, segue as mesmas cartilhas das histórias da época onde as pessoas são sempre lúcidas, valorosas e cristãs.

Esta premissa foi fonte de inspiração para muitas outras obras, o capítulo 14 da nona temporada dos Simpsons “Das bus”, satiriza a obra de Golding, os alunos após um acidente do ônibus de Otto, estão agora em uma ilha; Bart e Lisa estão na liderança, temos o monstro, a concha e o impagável Nelson gritando: Aaaaaa há!, digo:

A sociedade que se dane!

A obra foi adaptada para o cinema em 1963 e 1990, neste último com direção de Harry Hook, a história sofre pequenas alterações o que de certa forma é compreensível por não poder reproduzir tanta crueldade como o livro, apesar de também ser cruel.

 

 

O que me agrada nesta adaptação é de que alguns cenários e personagens como Danuel Pipoly (Porquinho), Balthazar Getty (Ralph) serem exatamente da forma como construí ao ler o livro.

O tema distópico onde do ser humano é retirado as suas leis e ordem, o levam a um mundo tenebroso, de medo, onde se mata, manipula e destroe, mesmo que ás vezes tenha sim uma opção.

Mais assustador ainda é ver que nem mesma esta tal ordem tem impedido tanta estupidez e intolerância. Simon, um destes pequenos garotos seria um grito de esperança? O que temos feito com ele?

“Tenho medo. Da gente.”

“Saints and sinners, something willing us/ We are lord of the flies”?

 

Confira o clipe de “Lord of the Flies”, do Iron Maiden… 

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