ATUALIZANDO A DISCOTECA: S.O.T.O., "Divak" (2016)

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Por Getúlio Alves

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S.O.T.O.: “Divak” (2016, earMUSIC, Shinigami Records)

Em 1984 aos 19 anos, Jeff Scott Soto foi apresentado ao mundo como vocalista simplesmente do primeiro álbum solo do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen, “Rising Force” (1984), disco ainda aclamado nos dias de hoje. Trinta e dois anos se passaram, e JSS integrou grandes projetos e bandas consagradas, como Talisman, Axel Rudi Pell, Journey, até mesmo Stryper e várias outras, não esquecendo de sua brilhante carreira solo. Dessa vez não foi diferente, em 2013 surgiu a ideia de juntar alguns amigos de várias partes do mundo (inclusive dois brasileiros) que o próprio conquistou em suas diversas turnês mundiais. O resultado não poderia ser deferente: unicamente impecável. Sendo batizado simplesmente como S.O.T.O. Tinha lá minhas dúvidas sobre o sucessor de “Inside The Vertigo” (2015), que foi um álbum de estreia avassalador. Poderia a banda manter o nível ou se superar nesse trabalho lançando um novo pouco mais de 1 ano depois?

A resposta é: Sim, mil vezes, sim!

“Divak”, enigmaticamente intitulado, inicia com a faixa título, instrumental, mais parecida com uma trilha sonora dos melhores filmes de Hollywood, já dando a impressão que o que vem por ai é algo colossal. A expectativa já estava a mil quando entrou “Weight Of The World“, grandiosa, carregando uma carga emocional gigantesca. Vocais assombrosos e o primeiro dos grandes solos do disco. Com certeza não decepcionou. Eis que vem “FreakShow”. Que música é essa caros leitores? Riffs empolgantes, uma linha de contrabaixo impecável, elementos industriais, backing vocals se encaixando perfeitamente durante toda música, além de conter o melhor solo de guitarra do disco.

 “Weight Of The World“, grandiosa, carregando uma carga emocional gigantesca. Vocais assombrosos e o primeiro dos grandes solos do disco.

Quero abrir um parêntese aqui e enaltecer o trabalho vocal do disco e da banda. Tive a honra de ir ao show recentemente e digo, sem arrependimento, que está entre os melhores conjuntos vocais que já presenciei.

“Unblame” é uma faixa sombria, que puxa para o lado de balada, refrão grudento e inteligente. No final da música você já se pega cantando o refrão. “In My Darkest Hour” relembra as clássicas baladas da carreira solo de JSS, com elementos de violão clássico. Quando “Time” se instaura é de assustar, uma faixa pesada, lenta e com um riff “mau”, mas logo ela se transforma para uma música alegre e mais uma vez você já está cantando o refrão no final da música. A derradeira faixa é cheia de pedais duplos, guitarras rápidas e links de metal, teclados e com fortíssimas influencias de progressivo. Se você chegou até aqui na audição, pode ter certeza que não perdeu seu tempo.

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Os membros do S.O.T.O fazem parecer fácil misturar centenas de ingredientes de diferentes cantos sem ter como resultado uma estilo indefinível e perdido. Fora sua produção solida e límpida.

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