ATUALIZANDO A DISCOTECA: Ravenous Mob, “Among The Mob” (2018)

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Among The Mob Ravenous Mob
Ravenous Mob: “Among The Mob” (2018, Independente) NOTA:7,5

Duvido que quando você ouvir “Black Magic Rites”, um dos destaques deste “Among The Mob”, primeiro álbum da banda mineira de thrash metal Ravenous Mob,  não pensará em grandes bandas do gênero, como Megadeth, Metallica, e Annihilator, por exemplo, que também mesclavam seu peso e técnica com aos preceitos do heavy metal clássico.

Aposto que também vai se impressionar com a capacidade da banda em criar sua identidade por movimentos diversificados e inesperados, com melodias bem equalizadas na agressividade e texturas em contrapontos de extremo bom gosto.

Nesse sentido, “Slaughter Night” é outro dos destaques com guitarras inspiradíssimas, além de força e fúria.

Nascida em 2012, o Ravenous Mob carrega consigo a tradição do thash metal mineiro, mas criando sua própria identidade pela técnica lapidada no palco, quando tocava clássicos do metal em festivais e eventos da região de Curvelo.

Já com um EP na bagagem, “Unholy Secrets” (2018), o quarteto composto por Lucas Lima (guitarra), Luiz Gustavo (guitarra), Filipe Zimmermann (bateria) e Michael Almeida (vocal/baixo) entrega em Among The Mob” um material que revela potencial para um futuro de brilhantismo, mas ainda carece de certa lapidação, principalmente no que tange à produção, um tanto abafada e crua, que acabou prejudicando alguns bons momentos do trabalho.

Mesmo que tenha algo de old-school (mais evidente em “The Enemy Undying”) em seu conceito e sua forma, a dinâmica mutável dentro das composições oxigena o que poderia soar datado, como bem mostram as faixas “Killing Command” e a furiosa “Brilliant Minds Forge Ways to Die”, essa última, com algo que remete levemente ao Nuclear Assault (principalmente pelos vocais) em seus momentos mais intensos, principalmente pelos backing vocals imperativos e os movimentos mais nervosos.  Já “Wrath of Cherokee” traz uma geometria que chega a lembrar o Kreator mais cerebral e menos visceral.

Aspectos diversificados aglutinados de modo homogêneo, que só contribuem para o poder de cativar destas composições desde a primeira composição, “Join the Mob”. Estruturas bem delineadas, solos bem feitos, riffs pesadíssimos, seção rítmica pulsante e de determinação furiosa, além de uma clara preocupação na colocação das linhas vocais.

Claro que como um todo “Among The Mob” se mostra muito acima da média no estilo que se propôs a executarusando os classicismos como pontos de partida para suas composições, dando-os um verniz mais atual, mas sem se entregar a modernismos estéreis.

Uma melhor produção que consiga amplificar os movimentos poderosos de sua fórmula e dar mais uniformidade à sonoridade pode ser o elemento que falte para a lapidação final do Ravenous Mob, pois ousadia técnica bem equilibrada com o peso a banda já possui.

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