ATUALIZANDO A DISCOTECA: R.I.V., “Welcome to Prog Core” (2016, EP)

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R.I.V., “Welcome to Prog Core” (EP, 2016, Independente) NOTA:7,5

A banda R.I.V., abreviação de Rhythms In Violence, oriunda de Belo Horizonte, retomou suas atividades, após vinte anos, com sua formação original, trazendo uma proposta ousada, que subverte seu tradicional Crossover, reconstruindo-o à partir de uma geometria progressiva, apresentando, como bem anuncia o título do EP composto por quatro pedradas, uma “nova” ramificação para o Heavy Metal: o Prog Core!

Historicamente, a banda é considerada uma verdadeira percussora de um amálgama entre o Death Metal de alta técnica e cunho progressivo, com elementos do que viria a ser rotulado como metalcore, há mais de duas décadas, quando o termo ainda não era utilizado.

Na prática, o que temos em “Welcome to Prog Core”, é uma mistura de Thrash Metal, Hardcore, e Crossover, que sobrepõe camadas de peso e velocidade por uma estrutura assimétrica e produção que potencializa a violência, alicerçada por linhas criativas de bateria à cargo de Ricardo Parreiras e pelos riffs rápidos e linhas versáteis de Cláudio Freitas.

R.I.V. - Foto Oficial

A banda R.I.V.,vem com uma proposta precursora e ousada, que subverte elementos de Crossover e do Death Metal, reconstruindo-os à partir de uma geometria progressiva, apresentando uma “nova” ramificação para o Metal Extremo: o Prog Core!

O resultado é uma massa sonora de timbragem suja, afinação baixa, vocais agressivos (de Helbert Sá), e cozinha concisa, tangenciando as formatações mais rijas do Metal Extremo, mas com detalhes, sejam nos arranjos, ou nos andamento, que obedecem a uma certa estética progressiva, principalmente nos diferenciais elementos que perpassam o instrumental.

E se por um lado a dinâmica ousada nos andamentos é um ponto positivo, estes detalhes instrumentais, com efeitos, soam desencaixados da proposta (principalmente os percussivos ) que se sai melhor em “Animal”, do que na abertura “Headache”, com suas evoluções métricas de técnica apurada e alta densidade.

Confira a faixa “Freaks In Action”… 

Mas é em “Freaks In Action” “No… P.A.S.”, que os detalhes progressivos aparecem numa vertiginosa mostra de peso e ousadia técnica (principalmente no baixo proeminente de Rodrigo Boechat), por uma proposta agressiva e progressiva, de estrutura assimétrica e corpo brutal, como se o Nailbomb fosse capitaneado pelo Frank Zappa, em algum universo paralelo. Duas faixas para explodir mentes e definir bem o que querem passar com o tal Prog Core.

Confira a faixa “Headache”… 

Este material foi registrado em junho de 2016, apresentando um som bruto, selvagem, e ousado, que, mesmo pedindo algum ajuste estrutural e polimento nos detalhes e arestas, mostrava muita perspectiva para o prometido novo trabalho, que teve as gravações reagendadas para julho de 2017, em decorrência das saídas do guitarrista Cláudio Freitas (posto agora também ocupado pelo vocalista Helbert Sá) e do baixista Rodrigo.

O novo trabalho, intitulado “Progressive Core”, virá com 12 novas composições e, como promete a banda, com uma “volta às origens”! Inclusive, sabiamente, retomaram o antigo logotipo.

Só nos resta aguardar…

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