PROTOCOLOS DOS SÁBIOS DE SIÃO: Difamação ou realidade?

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“Nosso soberano deve ser de exemplar intocabilidade.”

Os Protocolos dos Sábios de Sião

 

O domínio do mundo!

Este sempre foi o sonho dourados dos maiores líderes da história. Entretanto, todos eles falharam, pois a natureza prima em mostrar para tais personagens que, seja em Waterloo, nas paragens orientais ou nos campos gelados do norte, todo conquistador tem uma fronteira que não pode ser transposta.

Entretanto, os planos de dominação mundial perpassam as teorias conspiratórias modernas que enxergam planos ara estabelecer uma nova ordem mundial, uma conspiração mundial que envolveriam famílias poderosas, intelectuais e organizações como a ONU.

O mais famoso plano de dominação mundial não pode ser comprovado e parece ser uma conspiração forjada nos mais diversos países e culturas com os mais diversos interesses.

Os apócrifos Protocolos dos Sábios de Sião seriam o registro de um plano para que os judeus se tornassem os donos do mundo. Durante muitos anos, no início do século passado, esta ideia foi o pilar maior que sustentou a motivação nazista para o holocausto e historicamente é o pontapé inicial para o anti-semitismo moderno ocidental.

Toda a conspiração judaica foi embasada em escritos anti-semitas do século XIX que revelariam as suas nefastas intenções de conquistar todas as riquezas do mundo.

Os famosos Protocolos dos Sábios de Sião traziam vinte e quatro documentos que normatizavam esta conquista, entretanto, alguns pesquisadores defendem que tudo não passa de teoria conspiratória e tal documento seria inspirado numa obra obscura do anti-semitismo datada de 1868.

Estes documentos atraíram muita atenção na Europa sendo discutido pelos maiores governos da época incluindo a América no outro lado do Atlântico e quem batizou este conjunto de documentos é desconhecido. Este fator é um dos principais pontos de divergência dos defensores dos diferentes lados da questão.

Enquanto alguns mantém que o caráter autoral judeu dos Protocolos dos Sábios de Sião pode ser removido do texto ser uma mutilação considerável no teor do programa de subjugar o mundo, outros dizem que eliminar este caráter autoral judeu seria trazer contradições numerosas que não existem nos protocolos como são conhecidos.

Para aqueles que tiveram acesso aos Protocolos dos Sábios de Sião, uma palavra emerge no vocabulário pessoal: Autocracia.

Numa definição simplória, autocracia seria o mesmo que monocracia, ou seja, o poder absoluto de um só governo sem outra lei senão a sua vontade e este modo de governo seria o propósito mundial revelado nos protocolos.

Primeiramente, é necessário esclarecer a tentativa de ser imparcial no texto que segue, sendo que este não tem nenhum objetivo maior em defender ou refutar alguma ideia.

Simplesmente se trata de uma exposição dos Protocolos dos Sábios de Sião, um assunto extremamente interessante do ponto de vista histórico e que aborda uma das mais antigas e polêmicas teorias da conspiração com consequências devastadoras para a humanidade, pois com se sabe, tal conspiração serviu de pretexto para o extermínio de cinco a seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial.

 

Os Protocolos dos Sábios de Sião.

O antissemitismo nada mais é do que uma forma real de ataque ao povo judeu e a ideia de uma conspiração judaica que espalharia um vírus que iria pressionar e financiar um ataque à aristocracia e a monarquia nos países ocidentais só reforçou uma das mais antigas perseguições étnicas da humanidade.

No centro de toda a teoria estava um livro: Os Protocolos dos Sábios de Sião.

Este documento é o ápice do antissemitismo e o clímax do mito da conspiração mundial judaico-maçônica e na assimilação de suas palavras encontramos um rico arsenal de cenários e formas de destruir o cristianismo e estabelecer um novo estado mundial dominado pelos judeus: a famosa Nova Ordem Mundial.

Algumas afirmações contidas nos Protocolos dos Sábios de Sião são polêmicas.

Nas suas linhas lemos que a liberdade política é uma ideia e não uma realidade, ou que a liberdade é irrealizável, porque ninguém sabe usar dela dentro da justa medida, ou que o governo que se deixa guiar pela moral não é político e, portanto, seu poder é frágil e aquele que reinar deve recorrer à astúcia e à hipocrisia, etc.

Dentre os principais presentes nos Protocolos dos Sábios de Sião podemos enumerar algumas destas formas elaboradas para atingir o objetivo final:

  1. Destruir e abolir a aristocracia;
  2. Arruinar a economia não semita;
  3.  Simplificar o currículo em instituições de educação não judaica com o intuito de fazer os não-judeus incapazes de pensamento próprio e crítico;
  4. Introdução deliberada de entretenimento de massa em quantidades crescentes para que os não judeus se tornem estúpidos e primitivos e também para desviar sua atenção dos problemas reais.
  5. Incitar as massas contra a burguesia levando à revoltas, revoluções e inquietação social.
  6. Infiltração gradual em todas as instituições e estruturas estratégicas do mundo não judeu.
  7. Possibilidade de constante chantagem dos não-judeus.
  8. Intimidação dos não judeus através da destruição de suas capitais e organizar explosões subterrâneas para enfraquecer as grandes metrópoles.

Os Protocolos dos Sábios de Sião eram largamente utilizados na propaganda antissemita e muitos começaram a acreditar verdadeiramente numa conspiração sionista com o intuito de domínio mundial e tal aceitação mundo à fora, hoje é referenciada como um dos muitos casos de psicopatologia coletiva que se notícia no decorrer da história.

Assim assim, muitos defendem que a tal dominação foi colocada em prática e a Nova Ordem Mundial é uma realidade por trás do véu do teatro das relações internacionais.

O texto dos Protocolos dos Sábios de Sião combina elementos medievais e modernos que refletiam a complexa estrutura do antissemitismo moderno em sua forma mais violenta e degradante.

Theodore Herzl Os Protocolos dos Sábios de Sião
Theodore Herzl: Um dos pilares do semitismo moderno.

A conspiração culminaria no estabelecimento de uma nova ordem mundial, ou melhor, de um império mundial baseado em um pequeno, porém extremamente organizado, regimento de pessoas.

Tal documento, que é saturado de desprezo à humanidade, teria sido escrito entre 1894 e 1899 e sua veracidade é contestada, apesar de um fato histórico ter ocorrido neste período que pode deixar tal dúvida de lado.

Em 1897 ocorreu o Primeiro Congresso Sionista na cidade de Bessel, na Suíça e, neste encontro, os judeus teriam tramado o domínio mundial.

Acredito que muito da perseguição perpetrada pelos antissemitas são consequências das fundações do Sionismo, formulada em tempos antigos, há três mil anos, onde eles se autoproclamam o povo escolhido por Deus, que os homens são meramente animais bípedes e que os judeus possuem o dever e a obrigação de ditar as regras do mundo.

Passagens marcantes dos Protocolos dos Sábios de Sião

  • Em virtude da atual fragilidade de todos os poderes, nosso poder será mais duradouro do que qualquer outro, porque será invencível até o momento em que estiver tão enraizado que nenhuma astúcia o poderá destruir..
  • Temos diante de nós um plano, no qual está exposto estrategicamente a linha de que não nos podemos afastar sem correr o risco de ver destruído o trabalho de muitos séculos.
  • Quando chegar a hora de ser coroado nosso soberano universal, essas mesmas mãos varrerão todos os obstáculos que se lhe anteponham.
  • Lembrai-vos da revolução francesa, a que demos o nome de “grande”; os segredos de sua preparação nos são bem conhecidos, porque ela foi totalmente a obra de nossas mãos.
  • Atualmente somos invulneráveis como força internacional, porque quando nos atacam em um Estado, somos defendidos nos outros.
  • Peço-vos notar que, entre os jornais que nos atacarem, haverá órgãos criados por nós, os quais atacarão somente os pontos, cuja modificação nós desejarmos
Primeiro Congresso Sionista, Bessel, em 1897 Protocolos dos Sábios de Sião
Primeiro Congresso Sionista realizado na cidade de Bessel, na Suíça, em 1897

 

O Congresso Sionista e a “origem” dos Protocolos dos Sábios de Sião.

O Congresso Sionista Mundial, conhecido também como O Parlamento do Povo Judeu, é a mais importante reunião judaica  e entre os anos de 1897 a 1901 aconteceu anualmente. Atualmente eles se reúnem a cada quatro ou cinco anos na cidade de Jerusalém.

Alguns estudiosos demarcam este ponto como o marco do Sionismo moderno sendo o primeiro deles presidido por Theodor Herzl, um jornalista austro-húngaro e criador da moderna política sionista, e ocorreu no dia 29 de agosto de 1897, onde, supostamente, ele teria apresentado pela primeira vez os Protocolos dos Sábios de Sião aos delegados presentes.

Porém, o documento creditado a ele só foi tornado público em 1903, ao ser parcialmente editado num jornal russo.

Na cerimônia que inciava uma  nova tradição sionista estavam presentes 204 delegados de 15 países e, já no discurso de abertura, Herzl denunciava o antissemitismo que começava a assolar a Europa e tomaria ares negros em poucas décadas, atingindo seu ápice na Segunda Grande Guerra Mundial.

A autenticidade dos Protocolos dos Sábios de Sião sempre foi contestada e os dois lados da disputa sempre tiveram seus argumentos para tentar corroborar e justificar sua escolha de lado na discussão.

No ensaio The Authenticity of Protocols as Proven By Jewish Tradition, publicado em uma edição italiana dos protocolos, encontramos abundantes evidências de uma influência judaica nas indústrias e nos bancos americanos, bem como na Revolução Russa.

O texto ainda traz evidências da influência dos judeus na vanguarda da sociedade moderna, com nomes como Freud, Einstein e Durkheim.

 

Protocolos dos Sábios de Sião: Uma possível fraude

Em 1920, uma dúvida começou a incomodar os adeptos do complô judaico.

Alguma mente iluminada conseguiu perceber similaridades, para não dizer plágio, entre os famosos Protocolos dos Sábio de Sião e o livro de Maurice Joly, Diálogos no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu.

Entrava em pauta uma possível fraude do documento que embasou todo o antissemitismo europeu no início do século e a pergunta natural que surgia era da autoria desta fraude, caso ela fosse comprovada.

Todas as evidências apontam para a Okhranka, polícia secreta russa.

O contexto histórico russo naqueles últimos dias do século XIX não era dos melhores.

O país de proporções continentais enfrentava uma crise causada por uma transição que deixava para trás um feudalismo czarista e os problemas desta mudança eram sentidos de maneira latente motivando a alteração da imagem do czar Nicolau II perante o povo.

O engodo para desviar a atenção do líder nacional foi arquitetado pela polícia especial russa e tinha como premissa encontrar um novo culpado para a situação econômica deplorável do país.

Agentes da Okhranka Protocolos dos Sábios de SIão
Agentes da Okhranka em 1905.

O alvo mais fácil foram os judeus, visto que o antissemitismo já era até certo ponto comum naquela época e a divulgação parcial dos protocolos sionistas acusavam de maneira sutil, mas indubitável, aos judeus de serem os reais algozes da crise russa.

Como forma de justificar a brutalidade praticada contra os judeus, a autoridade Czarista de Nicholau II alicerçou sua retórica na suposta dominação mundial por parte dos judeus que iriam se aliar aos Franco-maçons para controlar a comunicação do mundo, fomentar guerras e discórdia das nações, além de construir túneis subterrâneos de onde poderiam explodir e destruir os centros populacionais em que pessoas de bem viviam nobremente.

Neste contexto, a Revolução Francesa, o comunismo, o anarquismo e o liberalismo  eram todos ferramentas que seriam utilizadas para atingirem o objetivo máximo.

Sergei Nilus Protocolos dos Sábios de Sião
Sergei Nilus

O termo Okhranka (ou ainda Okhrana) é, na verdade, um acrônimo russo para Otdeleniye po Okhraneniyu Obshchestvennoy Bezopasnosti i Poryadka que numa tradução livre seria algo como Departamento para Defesa da Segurança e Ordem Pública e que teve seu período de atividade na Rússia pré-revolucionária e era conhecida como a polícia secreta russa responsável por combater o terrorismo político e atividades revolucionárias de cunho esquerdista.

O modus operandi do grupo era através de infiltrações em uniões trabalhistas, partidos políticos e no corpo editorial de jornais.

Entretanto, a atividade desta polícia secreta recrutada pelo império russo não se restringia aos limites do reino czarista e diversos escritórios foram espalhados pela Europa com o intuito de monitorar atividades revolucionárias e, dentre estes postos, o mais notável para nossa costura na história era o que atuava em Paris, onde estavam Pyotr Rachkovsky e Matvei Golovinski.

A importância de Rachkovsky no curso da história que cerca os mistérios dos Protocolos dos Sábios de Sião é mais do que destacável e ele não é apenas um coadjuvante, pois, sob suas ordens, uma simples busca iria mudar drasticamente o futuro.

Ele ordenou a procura de um talentoso jornalista descendente de judeus russos, que vivia em Paris naquele período e era um ferrenho opositor de Sergei Witte, mestre e patrono político de Rachkovsky, além de ser o todo-poderoso ministro russo das finanças.

Entretanto, o que fora encontrado foi um panfleto que iria trazer consequências históricas. O panfleto tinha cunho político criticando as ações de Witte e era um plágio do texto de Maurice Joly.

Sim, a ideia partiu do lado que seria mais atingido no decorrer da história. Podemos dizer que o feitiço se virou contra o feiticeiro de forma irrevogável e sem medir lágrimas e sangue.

O que aconteceu em seguida foi o mais simples. Orientado por Witte, Rachkovsky substitui qualquer simples menção ao nome de seu patrono pelo termo “sábios de sião”.

O efeito cascata ganhava mais um impulso e o próximo golpe seria dado por Matvei Golovinski.

 Protocolos dos Sábios de Sião Sergei Nilus
Frontispício da primeira edição do livro de Nilus que trazia, no último capítulo, a primeira edição dos Protocolos dos Sábios de Sião.

Através do estratagema arquitetado por Matvei Golovinski, um reacionário aristocrata russo exilado na França, o czar Nicolau II foi convencido da conspiração judaica, que ainda era embasada por um capítulo de um livro obscuro e antissemita de um escritor alemão.

A polícia secreta russa deixou que excertos do livro fossem acessados como verdadeiros documentos sionistas. Mais tarde, o escritor Sergei Nilus foi o responsável por redigir a primeira versão integral do que viria ficar conhecido como Os Protocolos dos Sábios de Sião.

Claramente os agentes russos responsáveis pela farsa não poderiam prever a tragédia que se seguiria meio século depois.

Os Protocolos dos Sábios de Sião foram publicados por Nilus (que alem de escritor era também um agente da Okhranka) como um suplemento do seu livro intitulado de O Grande e o Pequeno.

O pedaço da obra que discorria acerca da conspiração judaica reapareceu com força total em 1917 com uma nova edição revisada e aumentada do livro de Nilus.

O livro viajou até a Alemanha pousando nas mãos do filósofo Alfred Rosenberg, o principal teórico do nacional-socialismo e conselheiro de Hitler.

Claro que o próximo caminho seria até as mãos de Adolf Hitler que seu tornou seu mais devoto leitor e que, sem dúvida nenhuma, acreditou em tudo que ali estava escrito e sua missão, a partir do contato com a obra, era ser mais inteligente que os sábios de Sião.

Assim, a afirmação de uma conspiração judaica, embasada n’Os Protocolos dos Sábios de Sião, se tornou o motor da propaganda nazista que iria defender o mundo do futuro domínio judeu.

London Times artigo Protocolos dos Sábios de Sião falsos
Recorte do London Times de 16 de agosto de 1921, onde a fraude dos Protocolos dos Sábios de Sião é exposta por Philip Graves. 

Em 16 de agosto de 1921, o jornal inglês London Times demonstrou como os 24 documentos foram copiados, palavra por palavra, trocando somente os personagens originais, de uma sátira francesa do século XIX.

O artigo intitulado A Verdade Sobre os Protocolos: Uma Farsa Literária foi redigido por Philip Graves, um correspondente do periódico londrino na cidade de Constantinopla. O texto publicado no jornal britânico pode ser lido na íntegra  aqui.

Mais tarde, o historiador russo Burtsev produziu evidências que mostravam como os documentos foram tramados como parte de uma campanha czarista para desacreditar os judeus marxistas.

Quando Rosenberg se utilizou dos protocolos como cerne do seu livro O Mito do Vigésimo Século, já faziam quatro anos que o jornal londrino havia levantado a hipótese de farsa.

O livro só foi lançado em 1930, na cidade de Munique, quando os alemães já haviam se esquecido que a base da politica antissemita nazista podia ser uma falsificação com segundas intenções.

 

Os Diálogos no Inferno.

Saímos da Rússia nas primeiras décadas do século XX e vamos para a França de 1864 buscar a obra literária que pode ser colocada em pauta nesta nossa construção dos fatos e que, na verdade, serviu de esqueleto para os futuros Protocolos dos Sábios de Sião.

A sátira francesa utilizada no engodo russo é de autoria de Maurice Joly e tem o título ácido de Diálogos no Inferno entre Maquiavel e Montesquieu.

A obra foi lançada em 1864 e atacava as ambições políticas de Napoleão III, primeiro presidente da França eleito por voto popular, sobrinho e herdeiro de Napolão I.  O novo Napoleão já havia sido alvo de uma publicação muito mais famosa quando Marx escreveu seu badalado livro O 18 Brumário de Luís Bonaparte, em 1852.

Maurice Joly, um jornalista embasado no direito, criou um texto onde Montesquieu apresenta o “espírito do direito” enquanto Maquiavel o “espírito da força” e pagou a publicação do seu próprio bolso em Bruxelas, numa primeira edição anônima.

O sucesso foi imediato!

Protocolos dos Sábios de Sião Sergei Nilus
Capa de uma das edições nacionais da obra de Maurice Joly.

Como o próprio título nos diz, trata-se de um diálogo fictício entre dois personagens históricos caracterizados como dois opositores diabólicos no inferno.

Esta tática na verdade servia como um véu para encobrir uma ataque direto e ilegal ao poder napoleônico.  Mas sua crítica não foi tão velada e sútil quanto necessário causando-lhe o desgosto de ficar preso por quinze meses e ter livro banido.

A premissa de Joly era simples: o nobre barão Montesquieu faria a defesa do liberalismo e Maquiavel iria apresentar a visão déspota do contexto político da época e assim, Joly poderia comunicar os caminhos secretos em que o liberalismo pode gerar um déspota como Napoleão III.

Olhando um pouco mais para a obra, é interessante notar como Montesquieu é fiel ao pensamento filosófico, afirmando, em suas réplicas, que a força é simplesmente uma acidente na história das sociedades constituídas e que não são os homens que garantem a liberdade, mas sim as instituições e estas se fundam em princípios da legalidade.

Apesar de seu banimento, algumas cópias se salvaram na Suíça, cópias que foram encontradas e recortadas pela polícia secreta russa para servir de base para Os Protocolos dos Sábios de Sião.

A estratégia da polícia secreta russa foi simples no seu trabalho de plágio. Em cada sentença da obra, onde estava colocada a palavra França, a expressão “o mundo” tomava lugar assim como Napoleão era tranquilamente substituído por “os judeus”.

Assim, os planos de dominação de Napoleão III para a França foram substituídos por planos de judeus e as palavras do personagem Maquiavel na obra foram colocadas na boca dos judeus.

Por fim, é interessante mencionar as palavras do próprio autor (anônimo quando de seu lançamento) no início da obra que se tomadas em um outro contexto de dominação judaica ainda fazem sentido:

Este livro tem traços que podem ser aplicados a todos os governos, mas ele tem um objetivo mais preciso: personifica em particular um sistema político que não variou um dia sequer em suas aplicações, desde a data nefasta e já bem distante de sua entronização… Se este livro tem algum valor, se ele encerra um ensinamento, é preciso que o leitor entenda, sem esperar uma explicação.” 

Entretanto, a responsabilidade acerca do que foi degringolado com a divulgação russa não pode ser dada a Joly e sua obra, mas a um outro autor; alemão, antissemita e que desenhou sobre o trabalho de Joly, quatro anos depois, um capítulo onde alguns líderes sionistas se encontrariam num cemitério na cidade de Praga para arquitetar o domínio do mundo.

 

Biarritz e o cemitério de Praga. 

Hermann Goedsche ou sir John Radcliffe Protocolos dos Sábios de Sião Biarritz
Hermann Goedsche ou sir John Radcliffe

Aqui está o princípio de tudo.

Numa obra obscura chamada Biarritz, escrita por um alemão chamado Hermann Goedsche sob o pseudônimo de sir John Radcliffe, que nasceu em 12 de fevereiro de 1815, e veio a falecer em 1878, numa região do Reino da Prússia que hoje faz parte de Polônia.

Durante sua vida foi jornalista e escritor de romances históricos na linha de autores como sir Walter Scott e mostrava influências de nomes estrelados da literatura mundial como Alexandre Dumas.

Suas obras criticavam o imperialismo britânico e claramente sua visão adversa quanto ao reino da rainha foi um fator influente na escolha do pseudônimo que usaria para publicar sua obra mais famosa, Biarritz.

A obra foi escrita oficialmente em 1868, por Goedsche sob este pseudônimo (em alguns lugares podemos encontrar referências a Retcliffe ou Readclif) e num dos capítulos escritos por ele alguns fictícios sábios judeus se encontraram em um cemitério na cidade de Praga e desenharam todo o traçado de um plano para tomar o controle do mundo.

O ritual oculto descrito da obra é, segundo estudiosos, simplesmente uma cópia de uma passagem de Giuseppe Balsamo, romance histórico escrito por Alexandre Dumas em 1849.

Neste excerto escrito por Dumas existe um encontro entre Cagliostro com outros ocultistas, assim como Goedsche traz para a sua reunião os representantes das doze tribos de Israel.

Devemos nos atentar para o fato de que no período de publicação de Biarritz, a literatura gótica encontrava seu ápice após o nascimento de títulos como Drácula de Bram Stocker e Frankenstein de Mary Shelley.

Neste contexto, um romance que trouxesse um plano de dominação mundial que era desenhado em um cemitério por um povo de raízes milenares era um prato raro a ser degustado.

O cemitério de Praga, palco da obra de Goedsche, é um cenário usual dos mais diversos escritores (que vão desde Wilhelm Raabe à Umberto Eco) sendo romanceado diversas vezes por ser de um dos poucos locais judaicos de fácil acesso da Europa Oriental.

Goedsche se utilizou deste fato citando que Praga era o único lugar naquela região da Europa onde os judeus poderiam viver isolados.

Para completar a trama com mais tempero gótico, Goedsche coloca em seu cenário trinta sábios judeus denominados por ele como O Supremo Tribunal Cabalístico Judeu que mistura dois elementos distintos mas de impacto na cultura ocidental.

Esta alcunha forjada pelo autor tem referências claras à Cabala (que seria a responsável por revelar o poder do ouro) e uma dimensão histórica de assembléia.

Mostrando conhecimento de lendas judaicas, Goedsche faz presente no cemitério Ahasverus, o judeu errante que, segundo a lenda, teria sido amaldiçoado por Jesus Cristo a vagar pelo mundo sem nunca morrer até a sua volta, no fim dos tempos, como vimos neste texto dedicado a ele.

O estranho encontro seria para delimitar o plano de ação da conspiração e as idéias eram simples: concentrar todo o capital nas suas mãos; assegurar a posse de todas as terras, estradas de ferro, minas e casas; ocupar postos no governo; cercear, direcionar e pressionar toda a opinião pública.

Entretanto, as obra de Goedsche (ou Radcliffe) e de Joly ainda tramitavam no mundo da fantasia.

Por mais preconceituosas e tendenciosas que fossem as linhas ali escritas, tudo ainda era tratado como uma ficção e sua inserção no mundo real, causando um dos maiores desastres da humanidade, foi, mais uma vez, deflagrada por interesses de um líder querendo justificar seus erros culpando outra nação.

Aqui, neste ponto da história, somos levados até a Rússia Czarista, dando interseção final ao círculo da história dos Protocolos dos Sábio de Sião.

A ficção de Goedsche foi a base para os protocolos russos e o primeiro esboço foi feito em Paris, no ano de 1894.

 

Os Protocolos e Suas Consequências.

Le Juif, le Judaisme et la judaisation des peuples chrétiens Os Protocolos dos Sábios de Sião
Le Juif, le Judaisme et la judaisation des peuples chrétiens” – A Bíblia do antissemitismo moderno.

Em alguns redutos políticos o antissemitismo se tornou uma arma velada na batalha declarada de ideias e interesses travada pelo que se conhece como direita e esquerda, pois, para alguns socialistas como Proudhon os judeus são, menosprezadamente, colocados na vanguarda do capitalismo.

De 1850 pra diante o antissemitismo havia entrado em uma jornada sinistra dentro da mente européia que reflete diretamente na cultura e na política.

Neste cenário desfavorável, alguns documentos que supostamente denunciavam um diabólico estratagema judeu – como os Protocolos dos Sábios de Sião – eram fabricados e obras fictícias de escarnio começaram a ser tomadas como retratos da verdade oculta manipulada por uma união maçom-judaica.

Um ano após a publicação original de Biarritz, nasce a “bíblia” do antissemitismo moderno escrita por Gougenot des Mousseaux e denominada Le Juif, le Judaisme et la judaisation des peuples chrétiens e este volume é conhecido por distorcer cada simples ponto de referência histórica.

A partir de agora tudo relacionado ao mundo judeu é tomado como antônimo de qualquer elemento referente à retidão e à bondade.

Até a cabala, que é apenas a coluna vertebral de misticismo e da doutrina teosófica judaica, não saiu incólume ao ataque sendo uma nova forma de referencia aos cultos satânicos.

A obra de Mousseaux é uma das primeiras à relacionar a superabundância de bens materiais, o espírito capitalista como condições adversas aos valores e tradições cristãs.

Assim, o tema de uma conspiração mundial satânica se espalhou como que pelo ar da década final do século XIX. Tais teorias misturavam lendas e pseudo-profecias medievais de que os demônios estariam em trabalho árduo para destruir o mundo católico, como pode ser lido no best seller “O Anticristo”, de Robin de Ruiter.

Um dos personagens mais conhecidos neste período era Léo Taxil, um ferrenho oponente da maçonaria que conseguiu persuadir o clero francês de que os maçons teriam um sistema telefônico inventado  e operado por demônios que os mantinha em constante contato com as maiores capitais do mundo e foi o responsável por ligar o Bode Mendês à maçonaria (mais sobre este fato pode ser encontrado aqui).

Num primeiro momento Taxil não fez referência aos judeus em suas acusações, mas as duas teorias de dominação mundial logo foram atreladas.

 

O Holocausto.

Os Protocolos dos Sábios de Sião podem ter realmente inspirado e incitado o Holocausto, afinal, eles já haviam sido utilizados como justificativa para os desfortúnios russos, bem como, o massacre de pessoas inocentes na guerra civil.

Quando o documento começou sua jornada russa em 1905, os surtos de violência organizada ceifaram a vida de milhares de judeus russos. Cerca de cem mil judeus foram assassinados pelos cossacos durante a guerra civil.

Os Protocolos dos Sábios de Sião eram utilizados como forma de “motivar” os soldados e ativar a consciência política da população local.

Com toda a certeza, Os Protocolos dos Sábios de Sião tiveram seu papel principal na ideologia nazista praticada por Hitler e seus asseclas.

Mas ao contrário do que nos apresentam em versão romanceada, os judeus não eram os únicos  alvos da intolerância e racismo nazista.

Grupos das mais diferentes naturezas eram exterminados como forma de purificar uma sociedade que deveria ser estritamente libertada de impurezas em prol de uma raça superior.

Judeus, negros, homossexuais e Testemunhas de Jeová foram perseguidos e jogados em campos de concentração, pois eram considerados perigosos à evolução do povo alemão, uma raça superior, destinada a dominar os outros povos inferiores.

Entretanto, os judeus foram o alvo primevo por serem considerados a encarnação do mal, destruidores de nações, parasitas e exploradores, todos adjetivos motivados pelo livro forjado pela polícia secreta russa.

No curso da Segunda Grande Guerra os judeus foram confinados em guetos, sendo o mais conhecido, o gueto de Varsóvia, e obrigados a utilizar uma estrela de Davi amarela no braço, a fim de serem distinguidos do restante da população.

Diferente do que é senso comum, talvez causado pelos filmes e demais meios de absorção de cultura popular, a decisão de exterminar os judeus só ocorreu em 1942 e foi chamada de “a solução final para livrar o mundo do vírus judeu”, baseada na ideia de que os judeus eram nefastos por natureza, sendo o único remédio eficaz a eliminação física.

Nos campos de extermínio as vítimas eram encaminhadas para as câmaras de gás e eram cremadas após a asfixiamento. Neste desatino de um líder que exala crueldade e frieza, foram aniquilados algo em torno de seis milhões de judeus.

 

Hoje em dia.

Os Protocolos dos Sábios de Sião não deixaram de circular pelo mundo influenciando mentes por todo o globo ainda nos dias de hoje.

O principal reduto de aceitação de tal volume se encontra na nos países árabes e muçulmanos e servem como base para demonstrar a estes povos toda a perversidade e monstruosidade do povo judeu.

Nestes países, o antissemitismo é uma espécie de ideologia oficial e se sentem na obrigação de combater a legitimidade do Estado de Israel.

Enquanto o preconceito gerado pelo antissemitismo nos dias antigos era estritamente religioso, o novo antissemitismo é baseado em discursos nazistas e tem cunho estritamente racial, onde a raça germânica estaria no topo das raças superiores e os judeus seriam a escória nesta escala racista e os judeus não são mais encarados como membros de uma religião.

Em alguns países, após a metade do século XX, um movimento ganhou força dentre os adeptos do antissemitismo.

O Revisionismo Histórico surgiu na década de 1950, baseada na premissa de Auguste Comte de que a história é uma disciplina fundamentalmente ambígua, mas sua literatura base só foi publicada nos anos 80, produzida na Europa.

A ideia principal dos revisionistas era de que os judeus desejavam o extermínio dos alemães, que as câmaras de gás eram fantasias e que as valas comuns de cadáveres eram, na verdade, montadas com bonecos.

Até nos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova York, a sombra do antissemitismo esta presente pelas acusações do mundo árabe responsabilizando os judeus pelo ataque.

Rumores veiculados na imprensa internacional colocaram a dominação judaica novamente em pauta.

Segundo algumas correntes subterrâneas os terroristas que tomaram os aviões em ares americanos eram agentes do serviço secreto de Israel e o atentado faria parte de uma campanha de vingança ao mundo árabe-muçulmano e um largo passo na expansão sionista em busca da formação do império do ouro.

Os rumores nasceram no mundo árabe, mas ganharam força como qualquer boato conspiratório corroborado por um fato intrigante e, neste caso, a pulga atrás da orelha coça bastante.

No dia 11 de setembro, quatro mil judeus que trabalhavam no World Trade Center foram aconselhados a faltar ao emprego, pois as informações sobre o atentado arquitetado por Israel não foi divulgado nem para os aliados americanos.

Considerações Finais.

Aos meus olhos, uma possível conspiração para dominar o mundo é um propósito megalômano, mas não impossível!

Mesmo parecendo muito fantástico que algum povo tivesse a audácia de arquitetar um plano para conseguir tal objetivo, creio que possuindo os pontos estratégicos dentro da sociedade globalizada, seria possível, mas seria um processo de séculos.

Grandes escritores como H. G. Wells já se dedicaram ao tema, em livros como “The Shape of Things to Come” (indicado como um dos três livros para conhecer H. G. Wells nesse texto)  e principalmente em “A Conspiração Aberta”. Há também “The Last and First Men”, de Olaf Stapledon.

Outro fator importante é que a dominação mundial é um desejo dos mais antigos dentro da história, como nos mostram os grande impérios que ruíram em algum momento, afinal, outros também tinham o mesmo objetivo.

Todavia, há quem diga que no século XX existe um plano muito bem arquitetado e que já se encontra em avançado sucesso de seu plano de execução, envolvendo os tais pontos estratégicos da sociedade moderna.

Dentre os principais,temos os muçulmanos, com motivações religiosas, os comunistas (Rússia e China – que para muitos observadores somente mudou sua forma de atuação, mas não seus objetivos), e os socialistas fabianos.

Inclusive há quem diga que liderando pontos como bancos, famílias políticas, engenharia social e mídia, estejam realmente os judeus!

Mesmo assim, talvez, as bases do Sionismo possam gerar certa visão de prepotência por parte dos sionistas aos olhos dos não-sionistas e estes princípios podem gerar a impressão de que eles realmente teriam este audacioso plano.

Entretanto, os meios destacados n’Os Protocolos dos Sábios de Sião são de, toda forma, muito abrangentes e, assim como Maurice Joly disse em sua introdução dos Diálogos do Inferno, aplicáveis a qualquer país ou nação pertencente a qualquer orbe que contenha vida inteligente no Universo e que deseje tomar o poder deste nosso planeta.

Seriam estes Protocolos dos Sábios de Sião apenas uma distração, uma cortina de fumaça para o plano realmente implementado?

O leitor deve perceber que calcular métodos estratégicos específicos para tais fins, sua implementação e, posteriormente, sua manutenção é algo que foge aos padrões limitados apenas ao domínio político humano, mas isso é tema para um outro texto.

Quanto mais se pensa, mais dúvidas surgem!

Enfim, a dúvida sempre continuará existindo, pois a única verdade que todos não discordam é que sempre existe algum elefante passando por trás da cortina de fumaça!

Referências.

  1. Maurice Joly. Diálogos No Inferno Entre Maquiável e Montesquieu.
  2. Leonidas Donskis. Forms Of Hatred: The Troubled Imagination in Modern Philosophy and Literature.
  3. Avner Falk. Anti-Semitism: A History and Psychoanalysis of Contemporary Hatred. 
  4. Vladmir Stepin. The Nature Of Zionism.
  5. Nicholas Goodrick-Clarke. Black Sun: Aryan Cults, Esoteric Nazism, and the Politics of Identity
  6. Sergei Nilus. Os Ptocolos dos Sábios de Sião.
  7. Especial Superinteressante: O Livro das Conspirações.
  8. Francisco Silva. Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX.

Comentários

8 comentários Adicione o seu

  1. Ultra 8 disse:

    QUE ESTULTICE, TODO MUNDO SABE QUE A REVOLUÇÃO RUSSA FOI CRIADA POR JUDEUS! É SÓ PESQUISAR QUEM FOI LENIM, TROTSKY E OUTROS COMUNAS…ESTA MEGALOMANIA TEM SEU INÍCIO NO
    “TALMUD”!TODOS OS GRANDES CIENTISTAS E FILÓSOFOS,FORAM E SÃO JUDEUS, SEGUIDOS PELOS OUTROS MEGALOMANÍACOS,OS JESUÍTAS!
    QUEM SÃO OS DONOS DAS GRANDES EMPRESAS DE TECNOLOGIA? BILL GATES(JUDEU),MARK ZUCKERBERG(JUDEU)”ROUBOU O FACEBOOK DE DOIS BRASILEIROS”,RAY KURZWEIL(JUDEU)”TRANSHUMANISMO” ETC. BANQUEIROS,REDES DE TV, JORNAIS,INDUSTRIAS QUIMICAS,INDUSTRIAS DE BEBIDAS, INDUSTRIA DA MÚSICA, CINEMA,A ARTE MODERNA CRIADA POR THEODORE ADORNO, MARCUSE,GEORG LUKÁCS. ESTUDE MAIS E DESCUBRA A VERDADE! O PRÓPRIO JUDEU, JACQUES ATTALI, CONFESSA EM SEU LIVRO “OS JUDEUS,O DINHEIRO E O MUNDO” QUE O MOTIVO DA FUGA DO EGITO, FOI POR CAUSA DOS ROUBOS QUE ELES PRATICAVAM. O PREFÁCIO DO LIVRO EDITADO NO BRASIL, FOI ESCRITO PELO “CLEPTOMANÍACO” HENRY SOBEL. ELE RECLAMA DO AUTOR QUE COLOCA A JUDIARIA EM “SAIA JUSTA”. HÁ MUITAS PISTAS MAIS…

  2. Ultra 8 disse:

    Este comentário foi removido pelo autor.

  3. Obrigado pelo comentário, vou ler o livro indicado apenas como forma de ACRESCENTAR ALGO A UMA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO, pois, pra mim não existe nada além disso. Mas cada um acredita naquilo que seu próprio grau de loucura e cegueira permite! As vezes só ainda não abri os olhos! Abraços e volte sempre!!!!

  4. João da Rosa disse:

    Olá! Também li um outro artigo de sua autoria, falando sobre Lúcifer.
    Agora li esse. Vejo que você é muito analista e imparcial nas suas análises. Pelo que interpreto, você estuda e realmente expõe os fatos conforme seu entendimento e sempre deixando o leitor raciocinar sem tentar convencê-lo a ver a realidade conforme você. Então, parabéns!
    Agora, quero lhe sugerir um assunto: Geometria Sagrada e Flor de Lotus (Cruz Gamada também), os significados místicos, religiosos, geometricos e simbologias sobre a vida e o tempo. Tudo que você puder encontrar. Acredito que lhe valerá o estudo e o fruto de suas pesquisas serão de grande valia (e edificação espiritual).
    Muito obrigado!

    1. Olá João, obrigado pelo comentário!
      E realmente estudo o assunto que quero tratar, sempre expondo-o pelo meu ponto de vista. Mas quero apenas despertar o interesse pela reflexão nas pessoas, seja para que concordem ou discordem de mim!
      Sua sugestão foi devidamente anotada, e como matemático me interessou mais ainda! Estudei um ínfimo de Geometria Sagrada quando escrevi sobre o simbolismo do Pentagrama, mas não quis aprofundar muito fora do roteiro do simbolismo.
      Abraços e espero que curta nossos outros textos também!

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