ATUALIZANDO A DISCOTECA: Preceptor, “Dogmatismo” (2017)

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Por Will Bernardes

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Preceptor: “Dogmatismo” (2017, Misanthropic Records, Songs for Satan, Jazigo Distro, Philosofic Arts) NOTA:9,5

Sem meios termos e direto ao ponto. Seria uma simples definição do primeiro álbum do Preceptor, banda oriunda de Belo Horizonte, berço de grandes nomes do Metal extremo nacional. Nem precisa dizer quais, certo?

Pois bem, mesmo mergulhados na pura essência do Death Metal, mais especificamente nos estilos inglês e americano, por ora, o direcionamento musical dos mineiros abrange outros estilos, como Hardcore, em flertes com uma pegada brutal do Grindcore, e em determinados momentos um andamento estruturalmente técnico, o que deixa seu estilo ainda mais enriquecido e encorpado.

O fato de comporem em português engrandece ainda mais seu trabalho, que por sua vez, nos traz uma acessibilidade maior no aprofundamento das letras e em todo o conceito da temática que dá nome ao álbum.

A banda Preceptor vem manter o legado do Metal Extremo mineiro com “Dogmatismo”, seu primeiro full lenght, mergulhado na pura essência do Death Metal, mais especificamente nos estilos inglês e americano…

O disco abre com a ótima “A peste”, abusando de riffs frenéticos conduzidos pela velocidade extrema da bateria e do baixo evidente e poderoso, com uma letra escrachada muito bem entonada pelos vocais de Du (Mata Borrão, ex-Vector Underfate).

A banda se destaca principalmente no equilíbrio entre agressividade e cadência, de forma natural, com quebras de ritmo nos tempos certos, muito bem construídos e conduzidos, como pode se conferir nas faixas “Maldição”, “Universo de Máscaras”, “Dogmatismo” e “Desespero”.

Já na única faixa cantada em inglês, “Depression Field”, exploram um direcionamento mais Doom Metal, com uma cadência mais arrastada embora o peso dos riffs robustos das guitarras de Sérgio e Rubens se mantem no nível extremo da proposta do álbum.

Confira a faixa “Maldição”… 

A produção ficou a cargo da própria banda, sendo que as gravações se deram no Estúdio Riff, em Belo Horizonte, a mixagem na Alemanha, à cargo de Dennis Israel (Clintworks Audio Prod.), e a arte da capa foi desenvolvida por Daniel Tavares. Já o processo de composição quem tomou frente foi o baterista Morone Hifer (que também cuidou do layout do disco) junto ao guitarrista Sérgio W. Vilhena.

Como resultado, um trabalho de altíssimo nível com composições impactantes e linhas instrumentais insanas, embora sem exageros, precisamente bem arranjadas, balanceadas e conduzidas por excelentes músicos, que, nos apresenta de maneira eficiente um Death Metal autêntico e vigoroso, nos moldes de grandes clássicos do final dos anos 80 e começo dos anos 90.

Uma banda promissora que já colhe os frutos de seu trabalho de qualidade, abrindo um show no Music Hall em Belo Horizonte para o lendário Deicide.

Recomendadíssimo aos fãs dos primórdios do metal da morte!

Confira “Dogmatismo”, na íntegra, via Bandcamp… 

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