FILME: “O Oásis dos Zumbis”, um clássico do Terror Classe “B”

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Antes de qualquer palavra inicial de minha parte, quero colocar aqui, a prévia desta película, intitulada “O Oasis dos Zumbis” e de valor incalculável, encontrada na contra-capa do DVD:

Uma expedição em busca de tesouro supostamente enterrado pelo exército alemão no deserto africano durante a II Guerra Mundial enfrenta um exército de zumbis nazistas que guardava a fortuna.

 E a sinopse contínua assim:

Durante a II Guerra Mundial, a uma pequena esquadra alemã foi atribuída a tarefa de levar um carregamento de ouro nazista através do deserto africano. Ao longo do caminho, o esquadrão foi emboscado pelos Aliados, e apenas um soldado americano Robert, sobreviveu.

Anos mais tarde, Robert conta sua história a um alemão caçador de tesouros chamado Kurt, que prontamente o assassina. O filho de Robert, ao saber da morte de seu pai, promete viajar para a África e encontrar o ouro perdido para si mesmo.

Enquanto o deserto é perigoso o suficiente por si só, os perigos à espreita em torno deste oásis são mais do que qualquer um dos caçadores de tesouro jamais imaginou.

Oasis dos Zumbis
“Oásis dos Zumbis” (1981)/ Titulo Original: “La tumba de los muertos vivientes”/ Roteiro e Direção: Jesús Franco)

Pois bem, com este enredo a primeira coisa a se olhar é o nome do diretor. De maneira geral, se conhece a qualidade de filmes clássicos de terror cujas personagens principais são zumbis pelo seu diretor.

Se a direção estiver a cargo de George A. Romero pode assistir, pois você está diante de um dos clássicos máximos e, às vezes, defronte ao filme que deu início a tudo.

Mas em “O Oasis dos Zumbis” a direção é do espanhol Jesus Franco que também é conhecido pelos pseudônimos Jess Franco, Clifford Brown, David Khune, dentre outros, tendo se destacado em diversas vertentes cinematográficas.

Ele já dirigiu atores consagrados como Christopher Lee e Jack Palance, e tem em seu currículo cerca de duzentos filmes. É um dos cineastas mais prolixos, originais e iconoclastas no sub-gênero da série B. Seus filmes têm sido chamados de “horróticos”, pela mistura de horror e erotismo. Dentre suas obras estão “O Satânico Doutor Orloff”, “Vampyros Lesbos”  e “Mondo Caniballe”. Três obras-primas do segmento. 

Confira o trailer do filme… 

Sinopse e diretor devidamente apresentados, vamos ao filme. “O Oasis dos Zumbis” vem em formato dvd com opções de áudio em português, inglês e francês. Todos eles em estéreo. Já no menu nos familiarizamos com a música que irá permear por todo o filme em partes esparsas.

Este efeito musical cria um clima tribal e nos dá a efetiva ligação desejada com a Africa, continente onde se desenrola a trama. Os minutos iniciais já condenam todo o espírito da obra. Duas belas atrizes incautas com seus mini-shorts e miniblusas (sem sutiãs) desfilam pelo deserto africano e encontram o malfado oásis do título.

Neste local são atacadas por zumbis cujas máscaras despertam mais risos do que medo. A produção é parca, os cortes de cena são secos, principalmente nas cenas da emboscada e na cena final, onde não se consegue entender nada do que acontece. Mas a mão diretor aparece no fato de não mostrar de cara o “horror” dos zumbis.

O Oasis dos Zumbis

Concordo que os zumbis despertam mais risos do que medo.

O primeiro morto-vivo aparece somente aos 35 minutos de filme (a duração do filme é de apenas 82 minutos) e até lá você sabe que eles estão presente no oásis, mas não os vê, causando certo horror até que eles aparecem e um certo sorriso é impossível de ser contido.

Um fato que traz incomodo no filme são algumas trilhas sonoras feitas em um sintetizador e o som dos zumbis saindo da areia é um tanto peculiar.

Pra finalizar uma observação: Supostamente os zumbis somente atacariam durante a noite e desapareciam miraculosamente no raiar do dia, mas como o orçamento era irrisório e nitidamente a iluminação não era uma das prioridades, as cenas noturnas foram realizadas durante o crepúsculo aproveitando o natural lusco-fusco para as cenas que por várias vezes eram misturadas com filmagens diurnas, mostrando total falta de continuísmo.

Porém, são estes detalhes que fazem os filmes B tão divertidos. Sou fã desta classe cinematográfica da mesma maneira que adoro os belos musicais das décadas de 50 e devo admitir que gostei da “podreira” apresentada nesta obra.

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