ATUALIZANDO A DISCOTECA: Nuclear Warfare, "Empowered By Hate" (2017)

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Nuclear Warfare: “Empowered by Hate” (2017, MDD Records) NOTA:8,0

Thrash Metal alemão, da melhor qualidade, com vigor, energia, brutalidade e técnica! Bastaria isso para garantir a eficiência de “Empowered by Hate”, álbum da banda Nuclear Warfare. Tudo o mais é retórica.  Mas como adoramos escrever sobre bons discos de metal, e parafraseando um bordão antigo, senta que lá vem retórica!

Olhe para essa capa e tente resistir em dar play neste quinto full lenght deste trio oriundo de Stuttgart. É quase impossível, principalmente se você gosta de Sodom, Destruction e Kreator. Aí o prazer será garantido, pois os cânones que construíram o formato germânico do thrash metal, com algumas influências da escola californiana do estilo, estão igualmente dispostos pelas dez pedradas que completam o álbum.

Este “Empowered By Hate” também tem a marca brasileira, afinal, foi gravado por aqui, no Papiris Studio, em São Paulo, entre agosto de 2016 e janeiro de 2017, e a maturidade no uso das melodias claramente é uma consequência do tempo de estrada (a banda foi formada em 2001) e da personalidade musical bem definida nos quatro álbuns de estúdio anteriores.

Além disso, a atual formação do Nuclear Warfare conta com o brasileiro Alexandre Brito (bateria, Andralls), e completando o trio temos Florian Bernhard (vocais, baixo) e Sebastian Listl (guitarras), os responsáveis por este assalto agressivo, técnico e brutal que percorre quarenta minutos de puro thrash metal  à moda antiga.

Confira a faixa “Let the Hate Reign”…

E como não podia deixar de ser, afinal a própria capa denuncia, “After The Battle” abre os trabalhos com ritmo acelerado e martelado, tempestuoso e, principalmente, belicoso. Esse último adjetivo define muito bem o que temos ao longo de “Empowered By Hate”thrash metal belicoso!

E em todos os sentidos, afinal, as composições apresentam comportamento musical agressivo, seus músicos se  mostram combativos e aguerridos em suas performances, e seus motivos conceituais são bélicos por natureza.

Neste sentido, mesmo que caminhem por alguns clichês e não tragam nada de novo, faixas como “Let the Hate Reign”, “Mata com Faca” (sim, essa cantada em português, e com vibe punk irresistível), “Fear” (cadenciada e com refrão preciso), “Bite of the Viper” (uma das melhores), “A Nice Day” e a faixa-título (que resvala no death metal) empolgam pelo trabalho técnico, dinâmico e pesado, enraizado na violência.

Confira a faixa “Bite of the Viper”… 

Escolheram com muita eficiência não reinventar o estilo, apenas praticá-lo com empenho, empolgação e energia, onde cada músico dá exatamente o que cada música precisa, sem protagonismos desnecessários. Os arranjos cativantes são frutos do trabalho de uma banda entrosada, que já consegui uma personalidade musical ajustada pelo esforço conjunto, conjurando a força primitiva e poderosa que sempre foi o cerne do apelo sonoro do thrash metal .

Os solos e os riffs de guitarra são precisos, criativos e com feeling, mas sem exibicionismos, enquanto a cozinha controla as variações de peso e velocidade com tenacidade, tudo muito bem impresso numa produção crua, orgânica e, em certa medida, remetendo à estética old-school nas timbragens e equalizações, mas sem soar retrô ou monótono.

Um álbum que transpira thrash metal oitentista, mas sem apresentar uma fórmula desgastada, ou acomodada nos clichês. Fãs de Kreator, Destruction, Sodom e adjacentes podem cair de cabeça em  “Empowered By Hate”.

 

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