ATUALIZANDO A DISCOTECA: Mugo, “Race of Disorder” (2017)

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Mugo: “Race of Disorder” (2017, Independente) NOTA:8,0

“Race of Disorder” vem consolidar a nova fase da banda goiana Mugo. Formada em 2006, a banda vinha de um pequeno hiato desde o lançamento de seus dois álbuns, “Go To The Next Floor” e “The Overwhelming End”, onde forjaram sua sonoridade pesada, calcada nos extremismos metálicos de harmônias guiadas pelo Thrash Metal, além de groove bem delineado e um perene apelo ultra violento (no melhor sentido usado por Anthony Burgess) do Core.

Nestas novas composições a banda se mostra renovada dentro da sua personalidade, não recusando a violência ou a perversão musical, que, na verdade, são elementos usados como ponto de partida na mescla de linhas tradicionais e modernas. Uma postura que culmina num som pesado, agressivo, enérgico, caótico e com groove selvagem. Ou seja, é incansavelmente brutal em qualquer ângulo que se olhe em sua intransigente exploração do Metal Extremo (como mostra “Terra de Ninguém”, que beira a psicopatia musical!).

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“Race of Disorder” vem consolidar a nova fase da banda goiana Mugo renovando sua sonoridade dinâmica, caótica e pesada, calcada nos extremismos metálicos de harmônias guiadas pelo Death/Thrash Metal, além de groove bem delineado, e um perene apelo ultra violento (no melhor sentido usado por Anthony Burgess) do Core…

Destaque imediato ao esmerado trabalho gráfico do álbum, num digipack que já expõe todo o profissionalismo da banda, desde a produção de alto nível, até as revoltosas letras em português, que estão conceitualmente ligadas à capa, concebida por “X-Tudo”, da Obze artwork, músico e amigo da banda,  que desenvolveu sua criação sobre o conceito da “alienação massiva do povo pelas maquinas dirigidas pelos governantes”, que vem diluído sem cerimônias nas letras ora em inglês, ora em português.

Musicalmente, os vocais rasgados intercalados por guturais se apresentam guiados por uma base dinâmica e intensa, que não arrefece seu ímpeto em momentos mais acerelados, com precisão quase matemática em algumas passagens e liberdade caótica noutras, que, em geral, se desenvolvem na mesma composição.

Confira o documentário sobre todo o processo de concepção de “Race of Disorder”… 

São perceptíveis algumas nuances da fase mais moderna do Sepultura, principalmente em algumas linhas de guitarras, e deixo aqui um destaque a parte para as linhas de baixo que alicerçam bem as harmonias vigorosas, e se destaca nos momentos de protagonismo. Exploram ainda certas atonalidades em andamentos mais claustrofóbicos, por “experimentações” que beiram a estética progressiva mais insana.

Todavia, é preciso ressaltar que mesmo niveladas por cima, a dinâmica inquieta e perturbadora das faixas começa a soar previsível, amainando o impacto inicial da proposta.

Confira o lyric video para a faixa “Seeds of Pain”… 

Fugindo desta armadilha, pontos positivos para “Sanguessugas” que chama a atenção pelos agressivos e revoltos versos em português e pela introdução bem elaborada, e também para “Think Twice” (com ótima variação vocal no refrão e  passagens fora do inesperado) e “Elo Quebrado” que explora o caráter mais envolvente da identidade musical da banda.

Mas se você não procura por inovações dentro da agressividade moderna, ou se a energia emanada da entropia promovida pelas mutações modernas do Death/Thrash Metal te empolgam, esse álbum será indefectível, com produção adequada ao gênero, parte gráfica impecável, e não devendo em nada às bandas gringas.

Mais informações:
Facebook: https://www.facebook.com/BANDAMUGO/
Roadie Metal Press: http://roadie-metal.com/press/mugo/

Formação:
Pedro Cipriano – Vocals
Guilherme Aguiar Leal – Guitars
Weyner Henrique – Drums
Faslen de Freitas – Bass

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