ATUALIZANDO A DISCOTECA: Mortifer Rage, “Fall of Gods” (2017)

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Mortifer Rage: “Fall of Gods” (2017, Impaled Records) NOTA:8,0

intro macabra já te mergulhará no clima mórbido e infernal que será apresentado em “Fall of Gods” terceiro full lenght da banda mineira de Death Metal Mortifer Rage, lançado em parceria com o selo Impaled Records, e que chega quase uma década após seu antecessor, “Murderous Ritual” (2008).

Formada em 1999, a banda já coleciona uma discografia respeitável entre EP’s e full lenghts, construída sobre um Death Metal extremamente técnico e brutal, como manda a tradição da escola mineira, oferecendo-nos doze louvores do Metal da Morte; tempestuosos, caóticos e infernais.

E são por faixas como “Religious Necrosis” e “The Hammer” que percebemos de cara como a banda não se prende aos floreios inócuos que acompanham as linhas mais modernas do gênero, mas mantém muita criatividade para administrar sua técnica em arranjos inteligentes e cativantes, transpirando paixão e força em suas variações insanas, mais agressivas e brutais do que groovadas, dialogando com os tradicionalismos do passado, indo além da simples referência a nomes como Morbid Angel, Immolation e seus compatriotas do Krisiun.

“Fall of Gods” terceiro full lenght da banda mineira de Death Metal Mortifer Rage, apresenta um som bruto, selvagem, e bem old-school, dialogando com os tradicionalismo de bandas como Krisiun, Morbid Angel, e Immolation. 

Os vocais guturais de Carlos Pira (que também responde pelas competentes linhas de baixo, não se prendendo apenas a preencher os espaços) estão bem alinhados à tradicional estética urrada, enquanto as guitarras de Robert Aender e R. Amon são os elementos que trazem a versatilidade das composições, conseguindo variar bem as ideias de solos e riffs, dando uma dinâmica interessante ao Death Metal da banda claramente guiado pela bateria insana de Wesley Adrian, que sustenta muito bem as harmonias entretecidas à violência.

Ainda podemos destacar as pedradas “No Masters, No Gods” (com guitarras tão incisivas quanto pegajosas), “Doctrines of Death” (essa espanta pela técnica desenvolvida com fluidez),“Genocide of Minds” “Sword and Blood”, que evidenciam o madurecimento da proposta do Mortifer Rage.

O único porém do trabalho se encontra justamente na produção de André Damian em parceria com banda, que soa abafada além da conta, fazendo a crueza e organicidade inerente ao aspecto old-school soar um tanto quanto diletante, mas nada que tire o impacto desta ofensiva sonora com variações de andamentos envolventes, afinal é possível detalhar cada passagem instrumental, enquanto proferem seus versos caóticos e anti-religiosos.

Ou seja, se você é daqueles que marejam os olhos quando encontram um som bruto, selvagem, e bem old-school, então não deixe de conferir mais esta peça de concisão mastodôntica no extremismo metálico mineiro.

Confira o álbum na íntegra, via Spotify… 

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