ATUALIZANDO A DISCOTECA: Monster Truck, “Sittin Heavy” (2016)

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Monster Truck, “Sittin Heavy” (2016, Dine Alone Music Inc., Hellion Records) NOTA:9,0

Uma fusão incandescente de metal, Classic Rock, Punk Rock, Hard Rock, e detalhes progressivos. Desde o primeiro álbum do quarteto canadense, “Furiosity” (2013), esta é a melhor forma de descrever sua sonoridade. As influências amplas que vão de Blackfoot a Deep Purple, passando por Thin Lizzy, Triumph, Soundgarden e Black Sabbath, permanece, mas agora as cores modernas estão mais vivas, sem que percam em forma, força ou vitalidade.

Neste segundo trabalho, os movimentos de rock clássico continuam assertivos, e a pujança do hard rock também se mostra intacta, reforçando a impressão de som poderoso, potente, energético e inflamado, que dialoga com classicismos por um idioma musical moderno. Moderno, mas ainda assim furioso!

A faixa de abertura, “Why Are You Not Rocking?”, entra chutando tudo, com insanidade roqueira que cativa de imediato, abrindo espaço para o peso mais cadenciado de “Don´t Tell Me How To Live”. E esta segunda faixa merece um destaque à parte pois representa bem o blend da música do Monster Truck. As linhas de guitarra são indecentes de tão bem feitas – como se repetirá em “Another Man’s Shoes” e na sensacional “The Enforcer” -, dialogando com os vocais que trazem os aspectos mais pesados de bandas como Nickelback em ganchos melódicos saborosos.

Confira o clipe de “Don´T Tell Me How To Live”… 

Mas não se engane, essa melodia cativante vem erigida pelo peso, soando mais perigosos, sujos e desajustados, e não pela baliza fácil da música pop, como prova “To The Flame”, com seu tom arrastado, sabático, e alicerçada nos ensinamentos do blues.

E por falar em blues, “Things Get Better” mostra um blues/rock totalmente restaurado, enquanto “For The People”, o destaque máximo do trabalhotem uma pegada southern rock, com forte aroma country-blues, refletindo a capacidade  criativa extrema em termos de linhas vocais, assim como “Black Forrest” evidencia a capacidade de trabalhar seu feeling de maneiras distintas, sem deixar de ser cativante, ou ser melódico sem perder a tenacidade.

Ou seja, temos composições variadas, dinâmicas, mesclando stoner, groove, classic rock, heavy rock e até pinceladas alternativas (“The Enforcer” que o diga!), além de bons solos e refrãos certeiros, sendo estas últimas heranças diretas do southern rock, que extrapola até para formas mais psicodélicas, como em “Enjoy The Time”, que traz aquela vibe Black Crowes latente.

Confira a faixa “For The People”… 

Pode-se dizer que “Sittin Heavy”, é semelhante ao excelente primeiro álbum, com melhor gravação e timbragem, além de uma salutar variação emocional guiando as faixas. A produção soa orgânica, como se fosse registrada ao vivo, fornece um sabor old-school ao trabalho, sem malabarismos e experimentações, exalando alta competência em todos os sentidos.

Existe um espírito setentista encarnado na contemporaneidade. Não querem recriar uma época, apenas se inspirar nela!

 

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