ATUALIZANDO A DISCOTECA: Metalmorphose, "Ação & Reação" (2017)

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Metalmorphose: “Ação & Reação” (2017, DIES IRAE) NOTA: 8,0.

A banda Metalmorphose tem uma página inteira para si dentro da história do Heavy Metal nacional, tamanha sua importância e pioneirismo dentro da cena. Desde o lançamento do lendário Ultimatum, split  ao lado da Dorsal Atlântica, passando por um encerramento das atividades e uma volta em 2007, sempre se mostraram fiéis ao Heavy Metal e conscientes de que o gênero pode ser ousado sem fugir de suas “regras”.

E com força e muita destreza lançaram clássicos de sua discografia, após este retorno, como  “Máquina Dos Sentidos” (2012) e “Fúria dos Elementos” (2015), e agora com “Ação & Reação”, novo trabalho que mantém as raízes da banda fincadas no Hard N’ Heavy, com traços de NWOBHM, e uma boa dose de ousadia nos arranjos mais pesados.

O que ouvimos no desenrolar das faixas é um Hard n’ Heavy clássico, com guitarras versáteis e vibrantes, timbradas à moda antiga, cativantes linhas vocais, e uma cozinha forte e tempestuosa, que sustenta firmemente as harmonias que são capazes de aliar peso e melodia de modo homogêneo.

“Ação & Reação” registra a despedida de Tavinho Godoy (à direita), que se mudou para a Europa, sendo substituído pelo vocalista Trevas (já na foto com a banda, sendo o segundo da direita para a esquerda), além de desenvolver seu típico Hard n’ Heavy à moda brasileira.

O cheiro de clássico é instilado pelos arranjos e pelas linhas vocais melódicas que variam do Hard Rock mais explícito (como em “Solução” ou em “Princesa do Mal”) para a remodelagem dos cânones do Heavy Metal (como na faixa-título, “Quem Foi”, ou “Mate o Rei”), demonstrando maturidade e consciência do que quer para sua música, ousando sem exagerar e seguindo seus próprios tradicionalismos sem se repetir.

Com uma produção orgânica (à cargo de Gustavo Andriewiski), que amplifica as qualidades da banda, o Metalmorphose é a prova viva de que o elemento cativante do Heavy Metal está distante da saturação técnica, seja ela instrumental ou de produção.

Confira o clipe de “A Cobra Fumou”… 

Neste sentido, destacam-se a ousadia de “Bala Perdida” (com seus andamentos vertiginosos e imprevisíveis), o classicismo esmerado de “Liberdade” (com geometria estrutural atrelada à NWOBHM), a homenagem de “A Cobra Fumou” (sobre brasileiros combatentes da Força Expedicionária Brasileira na II Guerra Mundial, cujo clipe conta com imagens reais, cedidas pelo Exército Brasileiro) e o Blues irresístivel de “Aquela Menina”.

“Ação & Reação” registra ainda a despedida de Tavinho Godoy, que se mudou para a Europa, sendo substituído pelo vocalista Trevas. Há de se registrar que Tavinho foi o único integrante a participar de todas as formações do Metalmorphose desde 1983.

Em hipótese alguma deixe de ouvir este excelente álbum de metal nacional!
 

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