ATUALIZANDO A DISCOTECA: Metal Church, “Classic Live” (2017)

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Metal Church: “Classic Live” (2017, Rat Pak Records, Sound City Records, Shinigami Records) NOTA:8,5

O ótimo “XI”  (2016) mostrou aos fãs que a Igreja do Metal estava novamente plena e ativa, pregando os preceitos do Heavy Metal, com muita energia e peso numa versão mais voraz de seus classicismos. E se ter um álbum inédito de uma banda como o Metal Church em mãos por si só já era empolgante, ainda mais por contar com o vocalista Mike Howe, que retornou para empunhar o microfone da banda, imagine quando agora somos agraciados com um álbum ao vivo, com a mesma formação que gravou “XI”, produzido por Kurdt Vanderhoof, e contando com nove clássicos da banda registrados durante a turnê de 2016, além de uma nova versão de estúdio para as marcantes “Fake Healer” (num dueto empolgante com Todd La Torre, do Queensryche) e “Badlands”.

Nas palavras do próprio Kurdt Vanderhoof, “este álbum não só comemora a reunião entre a banda e o vocalista Mike Howe, mas também presta tributo a algumas das mais populares canções daquela era”. E a era a que ele se refere está bem representada em seis faixas ao vivo pinçadas dos álbuns Blessing In Disguise (1989), The Human Factor (1991) e Hanging In Balance (1993), com destaque a “Date With Poverty” (com passagens intricadas e groovadas de arrepiar), “In Mourning” (com seu peso mesclado a melodia do refrão), “No Friend of Mine” “Badlands” (pra mim a melhor composição da era Howe), sendo importante ressaltar que não trouxeram nenhuma faixa do álbum mais recente.

Confira o clipe de “Fake Healer” com a participação de Todd La Torre… 

Todavia, aos meus ouvidos, além do registro ao vivo da fase Mike Howe, que já valeria a aquisição do material, temos o registro de sua voz em três clássicos da fase áurea com David Wayne (vocalista que faleceu em 2005 e marcou a história da banda nos seus dois primeiros álbuns): a abertura com “Beyond The Black”,  do clássico primeiro e auto-intiulado álbum de 1984, além de “Start The Fire” (com seus riffs poderosos) “Watch The Children Pray”, temas marcantes de “The Dark”, segundo álbum da banda lançado em 1986.

E nestas faixas, não compostas para sua voz, que Howe mostra o grande vocalista que é, com enorme personalidade, versatilidade e fúria, enquanto as guitarras alternam solos e riffs vigorosos que te fazem pensar: “cara, isso que é Heavy Metal!” Sem firulas, direto, com melodia, vigor na seção rítmica, passagens trabalhadas, peso, inteligência musical e técnica apurada, como todo fã do gênero gosta de ouvir.

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“Classic Live”, novo ao vivo do Metal Church, é exatamente o que se espera: a reunião de clássicos da fase Mike Howe em versões ao vivo registradas na turnê do último álbum, “XI”. Uma aula de Heavy Metal do início ao fim!

Só achei que o resultado final do som poderia ser melhor e mais limpo. Não que esteja ruim, mas está um pouco sujo e arranhado além do necessário, prejudicando o detalhamento de algumas passagens, principalmente nas guitarras que soam borradas em certos momentos (mais evidentes nas passagens mais limpas e quando Howe impõe sua voz com mais força). Um polimento a mais e teríamos um dos grandes álbuns ao vivo do ano!

Ao mesmo tempo esta produção cria um paradoxo, pois nos dá um sabor “vintage” que os álbuns ao vivo até o início dos anos 1990 carregavam, até mesmo os bons bootlegs, combinando com o aspecto old-school do repertório, além de dar mais autenticidade à sua natureza “ao vivo”.

Além disso, é inegável que a performance da banda, com as engrenagens azeitadas e formação entrosada, gera muita energia, numa troca constante com o público, principalmente da parte dos vocais de Howe, que estão ainda mais poderosos (confira o que ele faz em “Start The Fire”).

Mais um registro para enaltecer a qualidade dos trabalhos da banda com Mike Howe nos vocais, e acredito que composições novas como “Blow Your Mind”, “Signal Path”, “No Tomorrow”, do recente “XI”, caberiam muito bem dentre estes clássicos apresentados ao vivo.

Mais uma aula de Heavy Metal!

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