ATUALIZANDO A DISCOTECA: Lucifer, "Lucifer I"


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Lucifer I Gaz Jennings Johanna Sedonis Rise Above Records
Lucifer, “Lucifer I” (2015, Rise Above Records) NOTA: 8,0

Surgida das cinzas da banda The Oath, os europeus do Lucifer praticam um Occult Rock, variado entre as linhas de Doom Rock e Stoner Rock, com padrões harmônicos setentistas e sessentistas, sem fugir dos nomes clássicos como Black Sabbath e Coven como referências, principalmente nas passagens mais climáticas recortadas por guitarras insinuantes.

Um dos capitães da nau luciferiana que cunhou “Lucifer I” é ninguém menos que o lendário integrante de Cathedral Gaz Jennings, que tira da cartola todos os moldes do doom rock enraizado nos anos 1970, para guiar a sonoridade que pede lapidações, mas também se mostra com poder de impacto.

Mas o tempero vintage só se encontra na abordagem da banda, pois a produção, mesmo que muito orgânica, consegue soar moderna e aveludada, engradecendo muito as composições construídas sobre melodias sombrias, mudanças pontuais de andamentos e arranjos bem sacados, como evidentes na excelente faixa de abertura, “Abracadabra”, recheada de psicodelia melancólica clima viajante.

Estruturalmente, as faixas são simples, como todo bom Rock clássico, por vezes flertando com o pop rock das décadas de 1960 e 1970 (como em Izrael”), principalmente nos sirênicos vocais de Johanna Sedonis, uma mistura de Siouxie Soux e Liv Kristine, nos remetendo à abordagem do Ghost, só que com uma papisa e sem os teclados eclesiásticos, numa formatação mais austera.

Além da abertura, destacam-se “Purple Pyramid”,  as arrastadas e sabáticas “Sabbath” e “Total Eclipse”, além de “Morning Star'”  “A Grave for Each One Of Us” que, mesmo sem reinventar nada, no geral divertem e agradarão quem curte o estilo, mesmo oscilando entre a sonolência de momentos pontuais e a empolgação noutros!

Confira o clipe para a faixa “Izrael… 

Comentários

2 comentários Adicione o seu

  1. magnumwatts disse:

    Essa mistura de psicodelia, Doom e vocal feminino dificilmente resulta em algo ruim. Adoro esse tipo de som.

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