ATUALIZANDO A DISCOTECA: Kill Procedure, “Brink of Destruction” (2017)

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Por Will Bernardes

Kill-Procedure-Brink-of-Destruction-2017
Kill Procedure – “Brink of Destruction” (2017, FC METAL RECORDINGS) NOTA:8,5

A primeira impressão que tive ao ouvir os primeiros segundos de “Hate Spilled Over”, faixa que abre o disco, é que, “Brink of Destruction” seria uma “vitamina” de Megadeth com Annihilator e uma pitada de Testament. Pois bem, a premissa é simples mas conforme o disco avança, alguns conceitos se dividem.

O primeiro álbum do Kill Procedure, lançado em 25 de agosto de 2017, via FC METAL RECORDINGS, traz um mar de referências e similaridades com os nomes citados, principalmente nos vocais de Lou ST. Paul que lembram, e muito, o estilo e entonação de Dave Mustaine.

Impossível não comparar o jeito e o timbre de ambos, principalmente em “Trioxynon”, que aos mais desavisados pode parecer uma faixa esquecida do Megadeth nos tempos de “Cowntdown to Extinction” (1992).

Lou ST. Paul, que também assume a guitarra, e o baterista Jeff Curenton, são remanescentes da banda Winters Bane, responsável por lançar ninguém mais ninguém menos que Tim “Ripper” Owens, que veio a sair da banda um pouco depois do lançamento de “Heart of a Killer” (1993), para iniciar seu legado no Judas Priest. Aliás, o projeto de “Brink of Destruction”, inicialmente, era para ser um álbum do Winter’s Bane, ainda com Owens nos vocais.

Gravado em 1995, “Brink Of Destruction”, álbum da banda Kill Procedure, que tem fortes ligações com o Winter’s Bane, é finalmente lançado, apresentando um Thrash Metal pesado, com riffs robustos e cortantes, além de cadencia transitando entre o Speed Metal e o Heavy Metal clássico. 

O Thrash Metal do grupo resvala no Heavy Tradicional, canalizando ótimas características de peso, com riffs robustos e cortantes, e cadencia transitando entre o Speed Metal e o Heavy clássico. O andamento do álbum segue linear, homogêneo, e, fixado nos alicerces do gênero, sem atingir patamares atípicos da atualidade.

Todavia, muitas das faixas apresentam seguimentos alternados e dinâmica própria, como em “Spells Death”, que, apesar da semelhança do riff inicial com “Dead Skim Mask”, do Slayer, desenvolve uma pegada técnica, cadenciada progressivamente, sem abrir mão do peso e das profusões Thrash Metal. Ao meu ver, uma das mais interessantes do tracklist.

Confira o lyric video para “Brink Of Destruction” 

“Season of Brutality” apresenta uma desenvoltura bem elaborada, com quebras de ritmo e mudanças em seu andamento bem dosadas. Outra similaridade interessante, embora passa ser um pouco incômoda aos ouvidos de alguns, se encontra na faixa título com a clássica “Tornado of Souls”, do Megadeth, que, apesar da pegada ser idêntica, o caminho que ambas as músicas seguem se diferenciam em seu clímax, mas no seu âmago a comparação é inevitável.

A grande questão é que, embora as referências sejam claras e o disco soe previsível, a qualidade apresentada no contexto do álbum agrada pela fórmula genuína, honrando o legado de gigantes do gênero. Entretanto, quem procura direcionamentos variados e se incomodem com o “comum”, pode achar o trabalho insosso e clichê.

Confira a faixa “Spells Death”…

“Brink of Destruction” é pra quem curte Thrash/Heavy Metal com riffs maliciosos, dedilhados inteligentes e certeiros, vocais agressivos e bateria técnica e precisa. Em outras palavras, a falta de autenticidade é compensada pela abordagem sincera e inteligível de se fazer Heavy Metal de qualidade.

Um bom CD de estreia de um grupo experiente, que conhece bem os caminhos do gênero.

Vale uma conferida!

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