VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO: Riot, “Inishmore” (1998)

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Dia Indicado Pra Ouvir:  Quarta-Feira;

Hora do dia indicada para ouvir: Sete da Noite;

Definição em um poucas palavras: Guitarra, Classudo, Melódico, Celta.

Estilo do Artista: Heavy Rock/Power Melodic Metal.

RIOT-Inishmore
Riot, “Inishmore” (1998, 2017, Metal Blade Records)

Comentário Geral: Sempre que se fala em Riot, pensamos em álbuns como “Rock City” (1977), “Narita” (1979), e “Fire Down Under” (1981), que formam a trinca inicial de clássicos de sua fase setentista, que sustentava riffs com muita harmônia e contava com os vocais cheios de alma de Guy Speranza. Outros, mais direcionados ao peso e velocidade do Heavy Metal oitentista, lembrarão do intenso “Thundersteel” (1988), que investia em peso e velocidade.

Esses álbuns, de eras diferentes, nos mostram que a banda norte-americana, liderada pelo incansável guitarrista Mark Reale, sempre tentou retirar seu caráter de subestimada se alinhavando aos gêneros que estavam em alta em suas épocas, vivenciando com muita versatilidade ao longo de sua trajetória.

Em finais da década de 1990, já com o excelente Mike DiMeo nos vocais, a banda se dedicava a uma exploração de uma veia mais melódica e épica, tão marcante no Power Metal, gênero em voga naqueles dias.

“Inishmore”, lançado em 1997 no Japão, e em 1998 no restante do mundo, era o terceiro álbum do Riot na era DiMeo (antes, tivemos “Nightbreaker” [1993], e “The Brethren of Long House” [1996]), que refletia um apelo melódico de nomes como Whitesnake e Rainbow, mas com um forte acento do Power Metal tão em voga naqueles dias.

Essa versão de fins de milênio do Riot atingiu o seu ápice neste “Inishmore”, com um trabalho melódico classudo, que varia de modo dinâmico a velocidade, trabalhando harmonias com esmero e criando um trabalho coeso, com texturas e harmônias que remetem ao Thin Lizzy e ao trabalho do guitarrista Gary Moore, pelas influências celtas inerentes ao conceito desenvolvido nas doze faixas.

De cara essa pegada celta/irlandesa aparece na abertura, “Black Water”, que abre espaço para o típico Metal Melódico de “Angel Eyes” “Liberty”, com seus tons altíssimos, virtuose quase erudita, e alta velocidade, elementos que aparecerão também em “The Man”, mas dentro de uma abordagem mais voltada ao Hard Rock.

Já neste momento, é impossível não destacar as performances de DiMeo, com muita honestidade e feeling, óbvias influências de David Coverdale, rivalizando pelo protagonismo nos arranjos e passagens com o mestre Reale, em faixas brilhantes como “Kings Are Falling” (mais Hard/Melodic Rock), “Watching the Signs”,“Inishmore”, pontos de máximo de um álbum perdido na discografia do Riot, que esta ganhando uma nova versão, com quatro faixas bônus, à cargo da Metal Blade Records.

Seja por curiosidade, ou por justiça tardia a um fruto de seu tempo, que é álbum brilhante, você devia ouvir isto…

 Ano: 1998;

Top 3: “Kings Are Falling”, “Watching the Signs”, e “Inishmore”

Formação: Mike DiMeo (vocais e Hammond), Mark Reale (guitarras), Mike Flyntz (guitarras), Pete Perez (baixo), e Bobby Jarzombek (bateria).

Disco Pai:   Skid Row – “34 Hours” (1971)

Disco Irmão: Riot – “Shine On”  (1998)

Disco Filho: Masterplan – “MK-II” (2006)

Curiosidades: A turnê deste álbum rendeu o melhor álbum ao vivo da discografia do Riot, “Shine On” (1998), registrado no Japão, onde DiMeo mostra alta classe ao interpretar as composições da fase “Speranza”, e que também acaba de ganhar um relançamento via Metal Blade Records.

Pra quem gosta de: Lendas, mitologia celta, virtuose, copos de madeira, e cerveja artesanal.

 

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