VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO: Hellish War, "Defender of Metal"

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Confira a proposta desta seção aqui...

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Hellish War: “Defender of Metal” (2001, Megahard Records)

 
Dia Indicado Pra Ouvir:  Sexta-Feira;
Hora do dia indicada para ouvir: Dez da Noite;
Definição em um poucas palavras: True Metal, Pesado, Guitarra. 
Estilo do Artista: Heavy Metal.

Comentário Geral: Arautos e defensores da era dourada do Heavy Metal, a banda paulista Hellish War, formada em 1995, se dedica à prática de uma formatação crua, invocando os espíritos mitológicos da era oitentista do estilo, sem desmerecer as melodias certeiras e os vocais envolventes, emoldurados por um instrumental trovejante e poderoso, aclimatado por uma produção orgânica. 

Musicalmente, mesclam as diferentes nuances da imponência européia do Heavy Metal, se valendo da força Teutônica de bandas como Helloween, Warrant (não confundir com a banda norte-americana de Hard Rock), Running Wild e Grave Digger, aliada à destreza britânica de nomes como Iron Maiden e Judas Priest, fortemente temperado pelos cacoetes norte-americanos do Manowar.

Em “Defender of Metal” o sabor alemão é mais acentuado (algo que seria mudado no próximo trabalho, “Heroes of Tomorrow”, mais puxado para o Metal britânico), explorando todos os clichês do estilo, todavia sem deixar de ser apaixonante, mesmo que alguns momentos soem ingênuos em seu tributo aos deuses do Metal, mas dialogando com as formatações clássicas sem perder a identidade.

Faixas como “Hellish War” (uma porrada certeira e veloz), “We Are Living For The Metal” , “Defender of Metal” “Memories of a Metal” não deixam dúvidas de qual é a proposta da banda, sendo o mais puro Heavy Metal em sua essência. Apesar destas mesmas composições transparecerem toda a imaturidade inerente ao começo de carreira, a urgência em se conclamarem devotos fiéis do caminho de Metal é amainada pela excelente “The Sign”, com versos mais elaborados e instrumental cadenciado, sem se distanciar da nobreza metálica. Junto a “Gladiator”, “Sacred Sword” “The Law of the Blade” mostram que a banda possuía um potencial musical além da simples força da natureza visceral do estilo, investindo em arranjos vistosos e linhas vocais carismáticas e envolventes.

Não espere modernidades, afinal este álbum estaria confortavelmente encaixado em 1986, numa prateleira ladeando qualquer um dos nomes supracitados, como um sólido “True” Metal, cujos vocais ficam no ponto médio entre Eric Adams e Hansi Kusch, capturando a raiz do Heavy Metal e a canalizando através da voracidade de seus integrantes, por riffs contagiantes, solos dilacerantes e cozinha vibrante que sustenta as harmonias. Aqui, a emoção sobrepõe a virtuose e a força avança sobre a técnica.

Por ser um capítulo clássico de um subgênero metálico pouco difundido no Brasil, definitivamente, VOCÊ DEVIA OUVIR ISTO!

Ano: 2001;

Top 3: “Hellish War”, “The Sign” e “The Law of The Blade”

Formação: Vulcano (Guitarra), Daniel Job (Guitarra), Roger Hammer (Vocais), Jayr Costa (bateria), e Gustavo Gostautas (Baixo).

Disco Pai:  Manowar – “Battle Hymns” (1969)

Disco Irmão: Dominus Praelli – “Holding The Flag Of War” (2002)

Disco Filho: Brothers of Sword: “United For Metal” (2015)

Curiosidades: Este álbum foi lançado na Europa em edição dupla junto ao segundo trabalho.

Pra quem gosta de: Filmes e lendas medievais, motos estilo chopper, cerveja (mesmo quente) e pra quem acha que “poser” é ofensa.

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