ATUALIZANDO A DISCOTECA: Hatefulmurder, “Red Eyes” (2017)

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Hatefulmurder: “Red Eyes” (Secret Service Records) NOTA:9,0

“Red Eyes”, segundo álbum de estúdio da banda Hatefulmurder, já me impressionou à partir da capa, que traz uma corruptela do Homem Vitruviano, de Da Vinci, remodelada por simbolismos (de cara temos um Ouroboros e o olho dentro do triângulo), conjurando uma caveira estilizada pelo artista grego Orge Kalodimas. E uma rápida olhadela no encarte enquanto colocamos o CD no player, com sua fotos trabalhando uma evidente dualidade calma-agressividade, aguça ainda mais a curiosidade sobre a música  manufaturada pelo quarteto carioca .

Claramente a banda promove uma remodelagem de sua sonoridade pesada, calcada no Death Metal, num redirecionamento melódico interessante, principalmente nos refrãos poderosos, imperativos (como na nervosa “Riot”) e cativantes dentro de uma proposta com cara própria.

“Red Eyes”, segundo álbum de estúdio da banda carioca Hatefulmurder, promove uma remodelagem de sua sonoridade pesada, por um redirecionamento melódico, e a estréia  em estúdio da vocalista Angelica Burns…

Obviamente não estão presos às fronteiras dos rótulos ou estilos, sendo destemidos e ousados a seu modo, sem desvirtuar suas particularidades sonoras, e se encaixando perfeitamente dentro do extremismo metálico moderno, com groove dinamizando o peso, e valorizando ainda mais a precisão instrumental, fazendo dos aspectos técnicos ainda mais cativantes.

“Red Eyes”, traz um metal extremo energético e empolgante, com detalhes diferenciados: ora temos uma linha de bateria (à cargo de Thomás Martin) mais proeminente (como numa passagem da faixa-título que tem uma levada tipicamente brasileira), ora um arranjo de baixo emerge da massa sonora. Até mesmo as guitarras que conjuram a fortaleza do instrumental, quando assumem o protagonismo nunca se mostram lineares.

Confira o clipe da faixa “My Battle”… 

Sem sombra de dúvidas, o ponto alto da fórmula está no vocal forte de Angelica Burns (este é seu primeiro álbum com a banda) que, com suas influências e interpretações, se encaixam nas variações modernas do que fizeram e fazem nomes como Angela Gossow, Lauren Hart e Alissa White-Gluz, vindo contrapostos (ao menos em três das nove composições) aos vocais limpos à cargo do guitarrista Renan Campos e do baixista Felipe Modesto. Estas linhas limpas deram um efeito interessante à proposta vigorosa, principalmente em “My Battle”.

A produção de João Milliet deixou tudo em seu devido lugar, polindo e encorpando na medida certa, e apesar de estarmos falando em um álbum agressivo e pesado, o resultado final é palatável e envolvente.

Confira a faixa “Tear Down”… 

Esta mesma produção potencializou a fórmula moderna do Hatefulmurder, com suas constantes variações nos andamentos e arranjos dinâmicos, construídos sobre simplicidades e que, mesmo assim, levam a direções imprevisíveis, caindo nos clichês apenas em momentos pontuais (como em “Time Enough At Last”).

Mas não se engane. No geral, são nove faixas diretas (só uma passa dos quatro minutos), coesas e brutais, que não enjoam ou andam em círculos musicais cansativos. Pelo contrário. Ficamos instigados a ouvir repetidas vezes faixas como “Silence Will Fall”, “Red Eyes”, “Tear Down” (um “thrashão” irresistível), “The Meaning of Evil”, e “You Being Watched”, que se destacam num repertório de alto nível.

Confira o clipe da faixa-título… 

Posso dizer que “Red Eyes” me trouxe aquele mesmo sentimento empolgante de quando ouvi “Wages of Sin” (2001), do Arch Enemy, pela primeira vez!

Definitivamente uma banda que seguirei de perto!

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